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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 153

“Algumas mulheres percebem que estão emocionalmente ferradas no instante exato em que começam a escolher um vestido pensando em um único homem.”

Dayse Whitmore tentou convencer a si mesma durante todo o caminho até o departamento jurídico de que ainda estava irritada com Daniel pelo espetáculo que o irmão tinha feito na sala do seu chefe, mas o verdadeiro problema era perceber que, no fundo, a única coisa ocupando espaço demais dentro da própria cabeça continuava sendo a forma como Edward tinha olhado para ela antes de perguntar baixinho:

— Você realmente acha que é só isso que estamos fazendo?

Dayse soltou o ar lentamente antes de finalmente entrar no departamento jurídico, mas bastou atravessar a porta para Clara levantar imediatamente os olhos do computador com curiosidade demais para alguém que claramente deveria estar trabalhando.

Marina percebeu a mudança nela quase no mesmo instante.

As duas se entreolharam e Dayse sabia que elas tinham percebido imediatamente que ela não estava bem.

— Por que você está com essa cara? O que aconteceu no último andar?

Dayse segurou a bolsa com mais força antes de caminhar até a própria mesa.

— Nada.

As duas arquearam as sobrancelhas ao mesmo tempo e Dayse soltou uma respiração cansada.

— Não aconteceu nada.

Clara girou lentamente a cadeira na direção dela enquanto cruzava os braços.

— Dayse Whitmore, você ficou quase uma hora na sala do nosso chefe, vulgo seu noivo. Saiu daqui correndo sem dar nenhuma satisfação e quer me convencer de que não aconteceu nada?

Marina encarou a amiga com preocupação genuína.

— Amiga… o que aconteceu?

Dayse apoiou lentamente a bolsa sobre a mesa antes de passar a mão pelos cabelos.

— Daniel apareceu hoje no escritório do Edward.

As duas congelaram imediatamente.

— Da-Daniel? — Marina perguntou.

— O mesmo.

Clara arregalou os olhos na mesma hora.

— O seu irmão foi sozinho até a sala do chefe?

— Foi.

— Meu Deus… — Clara murmurou enquanto levava a mão até a boca. — E ele ainda está vivo?

Dayse soltou uma risada cansada pelo nariz.

— Infelizmente muito vivo e aparentemente se divertindo bastante às minhas custas.

Marina já parecia interessada demais.

— O que exatamente aconteceu naquela sala?

Dayse apertou lentamente a ponte do nariz antes de responder:

— Daniel basicamente entrou lá agindo como um velho amigo do Edward que só tinha aparecido para colocar o papo em dia e tomar uma dose de whisky depois do expediente.

Clara começou a rir imediatamente.

— Isso parece muito com o seu irmão.

— Ele chamou Edward de cunhado.

O silêncio caiu no setor inteiro.

Então Clara arregalou os olhos, Marina deixou a caneta cair sobre a mesa e as duas explodiram ao mesmo tempo:

— ELE O QUÊ?!

Dayse fechou os olhos.

— Essa foi exatamente a minha reação.

Clara praticamente se jogou na cadeira rindo.

— Bem… tecnicamente ele não está errado.

— Clara, ele sabe que tudo isso não passa de um contrato. — Dayse rebateu irritada. — Daniel não tinha que se meter.

Marina observou a amiga por alguns segundos antes de responder calmamente:

— Acho que ele só estava agindo como irmão, Dayse. No fundo, o Daniel provavelmente só queria te proteger.

Dayse soltou uma risada desacreditada imediatamente.

— Eu já sou grandinha o suficiente para cuidar da minha própria vida. Não preciso do meu irmão tentando me defender de Edward Fitzgerald como se eu não soubesse lidar com ele.

Clara desviou os olhos para Marina e as duas se entreolharam em silêncio por um instante. Nenhuma das duas tinha certeza se Dayse realmente sabia lidar com Edward.

Principalmente emocionalmente.

— E qual foi a reação dele? — Clara perguntou.

Dayse hesitou por um segundo antes de responder:

— Ele ficou desconfortável.

As duas ficaram em silêncio novamente.

Porque aquilo era muito pior.

Marina foi a primeira a falar.

— Ok… isso é sério.

Dayse cruzou os braços irritada.

— Não começa.

— Engraçado você dizer isso considerando que passou os últimos dias com um certo visitante hospedado no seu apartamento.

Marina sentiu o rosto esquentar imediatamente enquanto desviava os olhos.

— E pelo que me consta, vocês também não estão apenas dormindo de conchinha…

Marina travou imediatamente.

Então Dayse virou lentamente o rosto para ela.

— Marina… você quer dizer que o Daniel está hospedado na sua casa?

Marina tentou manter a postura séria, mas o rosto começou a esquentar rapidamente.

— Da-Dayse, ele apenas…

— Pelo amor de Deus, poupe a minha mente de certos detalhes.

As três começaram a rir ao mesmo tempo.

E aquela era a primeira vez em dias que Dayse realmente conseguia pensar em outra coisa que não fosse Edward. Até pegar a bolsa sobre a mesa e dizer:

— Vou sair mais cedo porque preciso comprar um vestido para um evento hoje à noite.

Clara abriu um sorriso lento imediatamente.

— Evento?

Marina já parecia perigosamente animada.

— Que tipo de evento?

Dayse fechou os olhos por um segundo antes de responder:

— Evento beneficente da Fundação Fitzgerald.

As duas permaneceram em silêncio por exatos dois segundos.

Então Clara praticamente levantou da cadeira.

— Já é quase hora do almoço. Nós vamos com você.

Marina já pegava a bolsa.

— Concordo completamente.

Dayse observou as duas em silêncio por alguns segundos antes de balançar lentamente a cabeça.

Talvez aquela fosse exatamente a distração que ela precisava antes de passar mais uma noite ao lado de Edward Fitzgerald fingindo que o problema entre os dois ainda era apenas um contrato.

Mais de quarenta minutos depois, enquanto observava Clara e Marina discutindo vestidos no meio de uma loja absurdamente cara na Quinta Avenida, Dayse ainda tentava convencer a si mesma de que aquele evento beneficente seria apenas mais uma obrigação pública ao lado de Edward Fitzgerald.

O problema era que, pela primeira vez desde o início daquele contrato, ela já não tinha mais certeza se conseguiria continuar fingindo isso nem para si mesma.

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