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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 17

“Algumas decisões parecem loucura durante o dia… mas à noite o coração encontra maneiras perigosas de justificá-las.”

Dayse Whitmore estava prestes a se casar com o próprio chefe.

E a parte mais absurda daquela situação não era o casamento em si, era o fato de que, poucas horas antes, ela ainda estava tentando fingir para si mesma que aquilo não tinha absolutamente nada a ver com a noite que tinha passado na cama dele.

O táxi parou diante do pequeno prédio onde ficava seu apartamento, e por alguns segundos ela permaneceu sentada no banco traseiro, olhando pela janela como se estivesse tentando organizar os pensamentos antes de enfrentar o silêncio que a esperava do outro lado da porta.

Casamento.

A palavra parecia pesada, dentro da cabeça dela, grande e absurda demais para caber dentro de uma realidade que, poucas horas antes, ainda era completamente normal.

Não se tratava de um namoro. Nem de um relacionamento casual. Era um casamento.

Um casamento com Edward Fitzgerald.

Seu chefe.

O homem mais arrogante que ela já tinha conhecido.

E, para piorar de maneira quase cruel, o mesmo homem com quem ela tinha passado uma única noite que ainda fazia seu estômago se contrair levemente sempre que pensava nisso, mesmo que sua memória daquela madrugada fosse confusa e fragmentada, como se tivesse sido envolta por uma névoa de álcool e emoções que ela preferia não revisitar.

Mas havia algo ainda mais irritante.

Mesmo sem lembrar de tudo, o corpo dela reagia a Edward como se o reconhecesse. Como se soubesse exatamente quem ele era. E Dayse se amaldiçoava silenciosamente por isso.

Ela fechou os olhos por um instante, apoiando a cabeça contra o vidro frio da janela.

Casamento…

Durante anos aquela palavra tinha significado algo completamente diferente para ela. Porque, durante muito tempo, Dayse realmente acreditou que iria se casar. Mas não com Edward Fitzgerald, com Peter.

A lembrança surgiu de forma inesperada.

Dois anos.

Dois anos inteiros de um relacionamento que, na época, parecia sólido o suficiente para construir um futuro inteiro em cima dele. Dois anos de jantares simples, planos feitos no sofá do pequeno apartamento que Peter dividia com um amigo, conversas sobre viagens que fariam um dia, cidades que queriam conhecer e a casa que pretendiam comprar quando finalmente estivessem financeiramente estáveis.

Peter costumava falar sobre isso com uma convicção que sempre fazia Dayse sorrir.

— Um jardim pequeno — ele dizia. — Nada exagerado. Só o suficiente para um cachorro e talvez uma mesa para churrasco.

Ela lembrava de ter rido.

— Você já está planejando até o cachorro?

— Claro — ele respondia. — Eu estou planejando tudo.

Na época, aquilo parecia romântico. Parecia segurança e futuro. Até o dia em que tudo desmoronou de maneira tão ridiculamente previsível que, olhando para trás, Dayse ainda se perguntava como não tinha percebido antes.

Uma loira, siliconada, perfeitamente maquiada. E, para completar o clichê de maneira quase cruel…

Sua melhor amiga.

Dayse abriu os olhos lentamente dentro do táxi, sentindo uma pontada antiga de amargura atravessar o peito.

Peter.

Stephany.

— Senhorita, chegamos.

Dayse pagou a corrida, saiu do carro e caminhou lentamente até a entrada do prédio enquanto o vento da noite bagunçava seus cabelos e fazia a pele dos braços arrepiar levemente, embora ela mal percebesse o frio, porque sua mente continuava presa na mesma sequência interminável de pensamentos.

Um ano.

Um ano inteiro morando com ele. Dividindo o mesmo espaço. Fingindo ser sua esposa diante da família dele… diante da empresa inteira.

— Isso é loucura… — murmurou para si mesma enquanto empurrava a porta do prédio.

O pequeno apartamento onde morava era simples, mas aconchegante, e assim que entrou ela deixou a bolsa cair sobre a mesa da sala com um suspiro cansado, tirou os sapatos e caminhou lentamente pelo espaço silencioso que, naquela noite, parecia amplificar cada pensamento que passava pela sua cabeça.

Edward.

O acordo.

Os quatro milhões de dólares.

E a maneira como ele havia sustentado aquele olhar confiante dentro do escritório, como se tivesse absoluta certeza de que, no final, ela acabaria fazendo exatamente o que ele queria.

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