“Existem lugares que um homem abre para muitas mulheres… e existem lugares que ele só mostra quando já está perigosamente envolvido.”
O restante do evento beneficente da Fundação Fitzgerald continuou funcionando com a sofisticação impecável típica da elite milionária de Manhattan, enquanto empresários circulavam elegantemente pelo salão iluminado em dourado, jornalistas disputavam atenção perto dos sobrenomes mais influentes do mercado financeiro americano e garçons atravessavam discretamente os ambientes carregando taças de champagne.
Depois do que aconteceu entre ela e Edward dentro daquele banheiro masculino luxuoso, Dayse já não conseguia prestar atenção em absolutamente mais nada ao redor.
Porque Edward Fitzgerald tinha mudado.
Ou talvez o verdadeiro problema fosse perceber que ele finalmente tinha parado de esconder o quanto estava emocionalmente afetado por ela.
A mão dele permaneceu firme em sua cintura durante o restante inteiro da noite, quente, possessiva e automática demais para continuar parecendo apenas parte de uma encenação social cuidadosamente construída, enquanto os dedos apertavam discretamente sua pele toda vez que algum homem olhava tempo demais para ela.
E aquilo mexia perigosamente com Dayse.
Principalmente porque Edward sequer parecia perceber que fazia aquilo naturalmente agora.
Ele continuava conversando calmamente com investidores importantes, empresários influentes e jornalistas do mercado financeiro enquanto sustentava aquela postura impecavelmente controlada que normalmente fazia Manhattan inteira temê-lo, mas Dayse já conseguia perceber pequenos detalhes que antes provavelmente jamais notaria.
O jeito como os olhos azuis procuravam ela automaticamente no meio do salão sempre que alguém interrompia uma conversa.
O jeito como o corpo dele parecia incapaz de permanecer muito longe do dela.
E principalmente o jeito como Edward Fitzgerald olhava para ela agora.
Já não existia distância suficiente naquele olhar para continuar fingindo que aquilo ainda era apenas um contrato.
A saída dos dois aconteceu quase uma hora depois, de maneira discreta. Mas o verdadeiro problema começou exatamente no instante em que a porta do carro particular de Edward se fechou atrás deles.
Porque naquele momento o restante do autocontrole dele simplesmente desapareceu outra vez.
O maxilar masculino travou lentamente no instante em que a porta do carro se fechou atrás deles, como se Edward estivesse tentando sustentar os últimos fragmentos de autocontrole antes de finalmente falhar.
Dayse mal teve tempo de respirar antes da mão masculina subir delicadamente até seu rosto enquanto Edward a puxava imediatamente para um beijo lento, profundo e perigosamente carregado daquela necessidade masculina que parecia piorar cada vez mais sempre que estava perto dela.
Edward Fitzgerald beijava como se estivesse tentando enlouquecê-la de propósito.
A cidade iluminada de Manhattan atravessava rapidamente as janelas escuras do carro enquanto Dayse permanecia praticamente sentada no colo dele agora, com os dedos presos no tecido do paletó masculino enquanto Edward deslizava lentamente os lábios pelo seu pescoço.
— Edward… — ela sussurrou sem conseguir controlar a própria respiração. — o motorista.
Ele soltou uma risada baixa contra sua pele.
Uma risada rouca, masculina e perigosamente satisfeita que fez o coração dela acelerar ainda mais.
— Ele é pago para não ouvir nada.
Ele voltou a beijá-la outra vez.
Quando finalmente chegaram ao prédio onde Edward morava, Dayse ainda sentia o coração batendo rápido demais dentro do peito enquanto ele segurava sua mão e a conduzia lentamente pelo lobby luxuoso cercado de mármore escuro, vidro e iluminação dourada.
Até o prédio parecia absurdamente com ele.
Elegante, frio e silenciosamente intimidador.
O elevador privativo subiu em silêncio até a cobertura enquanto Edward permanecia atrás dela com os braços ao redor da sua cintura e os lábios próximos da sua nuca, fazendo a respiração dela falhar toda vez que tocavam discretamente sua pele.

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