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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 166

“Alguns homens levam mulheres para casa por desejo… outros fazem isso porque, sem perceber, já começaram a associar presença com permanência.”

A porta da cobertura se abriu lentamente diante deles, mas talvez o verdadeiro problema fosse perceber que Edward Fitzgerald jamais tinha levado Dayse até ali antes.

Estar ali, parecia pessoal demais. E por mais que uma das cláusulas do contrato fosse ela se mudar para lá, ele nunca a tinha levado antes.

O silêncio elegante da cobertura envolveu os dois assim que entraram, enquanto Manhattan brilhava inteira do lado de fora das janelas gigantescas que ocupavam praticamente uma parede inteira do apartamento, transformando a cidade em um mar de luzes douradas espalhadas abaixo deles.

Dayse simplesmente parou.

E por alguns segundos esqueceu completamente como respirar direito.

O apartamento era absurdamente bonito. Mas não bonito de um jeito exagerado ou artificial como as mansões extravagantes que costumavam aparecer em revistas de celebridades.

O apartamento era exatamente como ele.

Frio, sofisticado, minimalista e masculino.

Madeira escura, vidro, iluminação baixa, tons sóbrios e uma organização impecavelmente calculada que faziam aquele lugar parecer perigosamente íntimo agora que ela finalmente estava ali dentro. Era como se tivesse acabado de atravessar uma fronteira invisível importante demais.

Os saltos dela ecoaram suavemente pelo piso enquanto caminhava devagar observando tudo ao redor sem conseguir esconder o encantamento crescente nos próprios olhos.

— Meu Deus…

A voz saiu quase num sussurro.

Edward permaneceu alguns passos atrás dela em silêncio. Mas os olhos azuis estavam presos nela com atenção. Talvez estivesse gostando muito mais da reação dela do que deveria. Ou talvez porque já conseguia imaginar ela ocupando aquele espaço, junto com ele.

Dayse se aproximou lentamente das janelas enormes.

A cidade inteira parecia pequena dali de cima.

— Você literalmente mora acima de Manhattan… — murmurou ainda olhando a vista. — Isso é ridiculamente sexy, Edward Fitzgerald.

Ele soltou uma risada baixa atrás dela. Uma daquelas raras risadas masculinas verdadeiras que ainda conseguiam surpreendê-la.

— Ridiculamente sexy?

— Sim. — ela virou parcialmente o rosto na direção dele com um sorriso divertido. — Seu apartamento parece exatamente o tipo de lugar onde um bilionário misterioso esconderia segredos obscuros… ou corpos.

Edward arqueou lentamente a sobrancelha.

— Corpos?

— Você tem energia de homem que provavelmente resolveria um assassinato sozinho antes da polícia chegar.

— Interessante descobrir isso agora… depois de entrar sozinha no apartamento desse homem.

Dayse estreitou os olhos imediatamente.

— Ah, meu Deus… eu realmente entrei sozinha aqui.

— Entrou.

Ela apontou um dedo acusador na direção dele.

— Isso definitivamente parece o início de um documentário criminal.

Edward começou a se aproximar devagar.

— Tarde demais para fugir agora, senhorita Whitmore.

E talvez o verdadeiro problema fosse o fato de ela não querer fugir nem um pouco.

O coração dela acelerou no instante em que ele finalmente parou atrás do seu corpo, ela conseguia sentir o calor do corpo grande e quente sem sequer precisar tocá-la.

Os dedos masculinos deslizaram lentamente pelo sobretudo dela quase carinhosos.

Edward retirou o casaco devagar dos ombros dela enquanto os olhos permaneciam presos em cada pequena reação da expressão feminina.

Como se estivesse decorando todas elas.

— Senhorita Whitmore… — murmurou baixo demais perto do ouvido dela — eu prometo que depois faço um tour completo pelo meu apartamento.

Os lábios tocaram lentamente a curva sensível do pescoço dela.

Quentes.

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