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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 185

“Às vezes uma mulher entra no mundo de um homem não para se perder nele… mas para fazê-lo finalmente perder o controle.”

Dayse Whitmore

O restante do dia passou de maneira estranhamente lenta, depois da conversa no departamento jurídico, mas talvez o verdadeiro problema fosse que minha cabeça simplesmente já não conseguia permanecer em nenhum outro lugar que não fosse Edward Fitzgerald.

Mesmo enquanto assinava documentos, quando respondia e-mails, até quanto Marina dramatizava pela vigésima vez o fato de eu aparentemente ter enlouquecido o suficiente para aceitar me mudar para a cobertura do homem mas emocionalmente complicado de Manhattan.

Meu coração continuava voltando para ele.

Para o olhar dele.

Para o ciúme.

Para a maneira perigosamente possessiva como falou sobre Maksin dentro daquela sala, como se a simples ideia de outro homem me observando já fosse suficiente para destruir completamente o pouco controle emocional que ainda tentava sustentar.

“O problema… é que eu não gosto da maneira como ele olha para você.”

Fechei os olhos por um instante dentro do táxi enquanto a lembrança da voz rouca de Edward atravessava lentamente meu corpo outra vez, e talvez o pior fosse perceber que agora eu finalmente entendia a diferença absurda entre um homem apenas atraído e um homem emocionalmente afetado.

Edward Fitzgerald estava afetado por mim.

E meu Deus… talvez eu finalmente tenha entendido o quanto.

E pela primeira vez desde que tudo aquilo começou, eu já não sentia vontade de fugir dessa percepção. Sentia vontade de usar isso contra ele.

A ideia surgiu lentamente enquanto eu observava distraidamente as luzes de Manhattan atravessarem os vidros do carro, e alguma coisa quase divertida aqueceu discretamente meu peito ao lembrar da última discussão que tivemos.

Da raiva.

Da tensão.

Do momento em que prometi silenciosamente a mim mesma que pararia de fugir dele.

Não.

Muito pior do que isso.

Eu faria Edward Fitzgerald enlouquecer exatamente da mesma maneira que ele vinha me enlouquecendo há meses.

Porque agora eu finalmente sabia a verdade. Sabia que aquele homem me queria muito mais profundamente do que tinha coragem de admitir.

E talvez estivesse na hora dele começar a sentir um pouco do caos emocional que provocava em mim toda vez que me olhava daquele jeito absurdamente intenso, possessivo e perigosamente silencioso.

Margareth estava certa. Aquela mulher estava absurdamente certa sobre o neto.

“Homens como Edward só entram em pânico quando percebem que estão perdendo controle da situação.”

Talvez fosse exatamente isso que eu precisasse fazer.

Fazê-lo perder o controle.

Não através de brigas, nem de discussões.

Mas ficando.

Entrando definitivamente na vida dele até não restar mais espaço para distância emocional, até Edward Fitzgerald ser obrigado a conviver diariamente comigo, com minha presença, com meu cheiro, com minha proximidade, com a vontade absurda que existia entre nós desde o início.

Sem fugas.

Sem silêncio.

Era Edward.

Sempre Edward.

As horas passaram lentamente enquanto eu organizava roupas, sapatos e algumas coisas pessoais dentro da mala tentando inutilmente ignorar a quantidade absurda de pensamentos atravessando minha cabeça ao mesmo tempo.

Como seria acordar ao lado dele todos os dias? Como seria conviver com Edward Fitzgerald longe da empresa? Será que ele continuaria emocionalmente impossível dentro da própria casa? Ou eu finalmente começaria a enxergar partes dele que ninguém mais via?

Meu coração apertou discretamente dentro do peito ao perceber o quanto eu queria descobrir todas essas respostas.

Mas junto da ansiedade existia outra coisa agora.

Determinação.

Porque eu já tinha tomado minha decisão e Edward não iria mais me ver fugindo dele.

Muito pelo contrário.

Eu entraria completamente no mundo dele. E faria aquele homem encarar tudo o que vinha tentando esconder desesperadamente atrás de silêncio, arrogância e controle.

Fechei lentamente o zíper da mala depois de algum tempo enquanto soltava uma respiração profunda, mas antes que tivesse tempo de pensar demais sobre a dimensão daquela decisão, o som da campainha atravessou o apartamento inteiro fazendo o meu coração acelerar imediatamente dentro do peito.

Porque alguma coisa dentro de mim já sabia exatamente quem provavelmente estava do outro lado da porta.

Fechei os olhos por um segundo enquanto respirava fundo tentando inutilmente controlar a própria ansiedade antes de caminhar lentamente até a sala.

A campainha tocou outra vez.

Passei lentamente a mão pelos cabelos antes de finalmente abrir a porta. E meu coração falhou imediatamente ao encontrá-lo parado ali.

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