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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 188

“O verdadeiro problema de alguns homens nunca foi o desejo. Foi perceber cedo demais que já não conseguem mais controlá-lo.”

O verdadeiro problema de dividir a mesma cobertura com Dayse nunca foi a convivência. Foi perceber que Edward já não confiava no próprio autocontrole perto dela.

Edward Fitzgerald chegou à Fitzgerald Corporation mais cedo do que o normal naquela manhã, ele praticamente não tinha conseguido dormir.

Desde o instante em que Dayse apareceu de madrugada usando aquela camisa larga caída sobre um dos ombros, descalça e ainda sonolenta, alguma coisa dentro de Edward simplesmente tinha parado de funcionar direito.

E aquilo era um problema.

Um problema perigosamente grande.

Os passos masculinos atravessaram o hall principal da empresa num ritmo acelerado, enquanto os funcionários imediatamente se afastavam do caminho ao perceberem a tensão evidente escondida atrás da postura impecavelmente controlada dele.

— Bom dia, senhor Fitzgerald.

— Senhor Fitzgerald.

— Bom dia.

Edward ignorou praticamente todos os cumprimentos.

O maxilar permanecia rigidamente tensionado enquanto ele afrouxava minimamente o nó da gravata antes mesmo de entrar no elevador privativo, porque a única coisa ocupando completamente a cabeça dele naquela manhã era Dayse.

Dayse usando a camisa dele. Ela se inclinando sobre o balcão, usando aquele short curto e aquela camisa larga que não escondia absolutamente nada. Dayse olhando para ele daquele jeito perigosamente calmo enquanto claramente percebia o efeito que causava nele.

Edward fechou os olhos por um segundo curto dentro do elevador enquanto soltava devagar o ar pelo nariz.

Ele queria beijá-la naquela cozinha.

Tinha desejado atravessar a distância entre os dois, segurá-la pela cintura e esquecer completamente qualquer noção racional de autocontrole que ainda tentava sustentar desde que Dayse entrou naquela cobertura.

E aquilo sozinho já deveria ter sido suficiente para preocupá-lo. Porque Edward raramente desejava alguma coisa sem eventualmente acabar tomando posse dela.

A porta do elevador se abriu diretamente no último andar da empresa. Megan levantou imediatamente ao vê-lo atravessar o corredor principal em silêncio.

O tablet já estava em suas mãos.

— Senhor Fitzgerald, os acionistas anteciparam a reunião das dez e também tivemos uma alteração no cronograma da…

— Assim que Adrian chegar, mande ele entrar na minha sala.

A interrupção saiu imediatamente.

Megan piscou rapidamente antes de assentir.

— Claro, senhor Fitzgerald.

Edward continuou andando sem diminuir o ritmo até a própria sala, e bastou a porta do escritório se fechar atrás dele para o restante do controle que ainda sustentava começar a rachar.

A gravata foi afrouxada imediatamente. Os dedos masculinos deslizaram pelos cabelos antes dele caminhar diretamente até a enorme parede de vidro da sala.

Manhattan brilhava lá embaixo, mas Edward mal enxergava a cidade, a única coisa que ocupava a mente dele, era a lembrança de Dayse naquela cozinha.

O short curto. As pernas nuas. O contorno dos seios, marcado discretamente pela camisa fina. A maneira como ela desceu lentamente da bancada sem parar de olhar para ele.

Merda.

Ele realmente estava começando a perder o controle.

Os dedos apertaram a própria cintura enquanto ele fechava os olhos por um instante.

Ele realmente não fazia ideia de como dividir o mesmo apartamento com aquela mulher sem acabar tocando nela.

A porta da sala se abriu sem aviso alguns minutos depois e Adrian entrou já tirando o paletó enquanto observava silenciosamente o amigo parado diante da parede de vidro.

Adrian precisou de menos de cinco segundos olhando para o rosto do amigo para perceber que alguma coisa definitivamente tinha acontecido naquela cobertura.

E pela tensão evidente na mandíbula de Edward, provavelmente envolvia Dayse Whitmore.

— Nossa.

A voz dele saiu carregada de diversão.

— Você está com cara de homem emocionalmente destruído.

Edward virou o rosto na direção do amigo.

Os olhos azuis carregavam uma irritação silenciosa e perigosamente cansada.

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