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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 232

"Alguns homens só descobrem o quanto amam quando o medo de perder alguém se torna maior do que o medo de sentir."

Edward Fitzgerald passou a vida inteira acreditando que qualquer problema podia ser resolvido.

Por isso, descobrir que não fazia ideia de como ajudar a mulher que amava era uma sensação que o deixava perigosamente inquieto.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, não sabia o que fazer.

A imagem de Dayse continuava voltando à sua cabeça.

Os olhos vermelhos, a voz baixa, o pedido por tempo.

E, principalmente, o medo.

E aquilo o estava destruindo.

Quando estacionou diante da casa dos avós, permaneceu alguns segundos dentro do carro com as mãos apoiadas sobre o volante e os olhos fixos na fachada conhecida da propriedade, como se estivesse tentando organizar os próprios pensamentos antes de entrar.

Não conseguiu.

Porque o problema não era falta de raciocínio.

Era excesso de sentimento.

E aquilo ainda era uma linguagem que Edward Fitzgerald não dominava completamente.

Quando entrou na residência, encontrou Margareth na sala principal organizando algumas flores recém-chegadas.

Ela ergueu os olhos e imediatamente percebeu que havia algo errado.

— Edward?

Ele se aproximou e beijou a testa do neto.

— O vovô está em casa?

Margareth observou o neto durante alguns segundos. Tempo suficiente para perceber a tensão discreta na mandíbula dele, o olhar distante e a forma como parecia cansado apesar de ainda ser cedo.

— Está no jardim.

Edward assentiu.

— Obrigado.

Ela não o impediu. Mas continuou observando enquanto ele atravessava a casa. Havia algo diferente naquele homem.

Algo que ela esperava ver há muito tempo.

Augustus Fitzgerald estava sentado próximo ao lago dos fundos, tomando café e lendo o jornal da manhã quando ouviu os passos se aproximando.

Levantou os olhos e fechou o jornal imediatamente.

— Isso parece sério.

Edward puxou a cadeira diante dele e se sentou.

— É.

Augustus apoiou os braços sobre a mesa.

— Então me conte.

O silêncio durou alguns segundos. Até Edward finalmente passar a mão pela mandíbula antes de falar.

— Eu acho que alguma coisa está acontecendo com a Dayse.

Augustus permaneceu em silêncio apenas ouvindo.

— Ela está assustada.

Edward desviou os olhos para o lago.

— Muito mais do que quer admitir.

— E você perguntou?

— Perguntei.

— E ela respondeu?

— Pediu tempo.

Augustus assentiu lentamente.

— E isso te incomoda?

Edward soltou uma risada baixa, sem humor.

— Não.

O avô arqueou uma sobrancelha.

— Não?

— O que me incomoda é não saber como ajudá-la.

A resposta saiu rápida, honesta, sem filtros.

E os dois perceberam.

Edward apoiou os cotovelos sobre os joelhos e passou a mão pelos cabelos.

— Eu consigo ver que alguma coisa está errada.

A voz saiu mais baixa.

— Consigo ver que ela está tentando lidar com isso sozinha.

Ele respirou fundo.

— E eu odeio isso.

Augustus permaneceu imóvel. Porque nunca tinha ouvido o neto falar daquela forma.

— Eu continuo tentando respeitar o espaço dela.

Edward ergueu os olhos.

— Mas toda vez que olho para Dayse tenho a sensação de que ela está carregando alguma coisa pesada demais sem me deixar ajudar.

Augustus observou o neto durante alguns segundos.

Então perguntou:

— Você ama essa mulher?

Não foi uma pergunta difícil. Pelo menos não deveria ser. Mas Edward permaneceu imóvel. Porque durante anos acreditou que amar alguém era uma fraqueza. Que depender emocionalmente de outra pessoa era um risco desnecessário. Que sentimentos atrapalhavam decisões.

Capítulo 232 —Eu Não Quero Perdê-la 1

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