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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 25

“Famílias não testam o que você diz… elas testam o que você sustenta.”

A família Fitzgerald não era o tipo de família que se impressionava com aparências, mas definitivamente era o tipo que sabia exatamente como quebrá-las.

O jantar seguiu com uma leveza inesperada, marcada por uma harmonia quase desconcertante, como se Dayse, de alguma forma silenciosa e completamente inesperada, tivesse se encaixado naquele ambiente com uma naturalidade que nem mesmo Edward parecia ter previsto.

Margaret permanecia encantada.

Observava, sorria e analisava cada detalhe.

E Augustus Fitzgerald, sentado à cabeceira da mesa, observava tudo com a calma de um homem que não precisava falar muito para ser ouvido, mas que, ainda assim, demonstrava um interesse genuíno pela presença daquela jovem que agora dividia o espaço com sua família.

Em determinado momento, ele inclinou levemente o corpo para frente, apoiando os braços sobre a mesa com uma elegância discreta, e dirigiu-se diretamente a Dayse.

— Senhorita Whitmore… — começou, com uma voz firme, porém gentil — devo dizer que é um prazer finalmente conhecê-la.

Dayse endireitou levemente a postura, surpresa pela atenção direta.

— O prazer é meu, senhor Fitzgerald.

Ele assentiu, observando-a com atenção.

— Uma moça adorável — acrescentou, com um leve sorriso que carregava aprovação genuína — Edward fez uma escolha… interessante.

Margaret sorriu de imediato, claramente satisfeita com aquilo.

— Interessante não, Augustus… perfeita.

Dayse sentiu o rosto aquecer discretamente.

Edward, por outro lado, apenas levou o copo aos lábios, como se estivesse mais interessado no vinho do que na conversa, mas o olhar dele, silencioso, permanecia atento.

Margaret então voltou-se novamente para Dayse, inclinando-se levemente em sua direção com curiosidade genuína.

— E me diga, querida… onde você trabalha?

Dayse abriu a boca para responder. Mas não teve tempo.

— No departamento jurídico da empresa — respondeu Edward com naturalidade, cortando a fala dela como se aquilo fosse uma informação irrelevante demais para exigir esforço.

Margaret ergueu as sobrancelhas, claramente impressionada.

— Jurídico? — repetiu, encantada — inteligente e bonita… isso é raro.

Dayse soltou uma pequena risada, um pouco sem graça.

— Eu tento.

Margaret inclinou-se para mais perto.

— Edward sempre foi difícil.

— Vovó… — murmurou ele.

Mas Margaret ignorou.

— Frio e calculista demais…

Ela piscou para Dayse.

— Precisava de alguém que o equilibrasse.

Margaret inclinou-se ainda mais, agora com um brilho curioso nos olhos.

— Então você deve conhecer Liliana…

Dayse assentiu com um leve movimento de cabeça. E, antes que pudesse dizer qualquer coisa…

— Vovó… — a voz de Edward surgiu, calma… mas carregada de um aviso sutil.

Margaret ignorou completamente.

— Aquela mulher… — continuou, abaixando levemente a voz, como se estivesse compartilhando um segredo — sempre me pareceu interessada demais no sobrenome da família.

Edward soltou uma leve respiração, quase um suspiro impaciente, antes de finalmente erguer o olhar.

— Ah, me poupe… — disse, com um sarcasmo elegante e cortante — aquela mulherzinha não me engana.

O silêncio caiu por um segundo. Mas ela não parou.

— Uma oportunista — continuou, com tranquilidade fria — que sempre quis o nosso sobrenome… e que, antes de você — acrescentou, olhando diretamente para Dayse — costumava aquecer os lençóis do meu neto.

Dayse sentiu o corpo inteiro travar por um instante.

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