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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 26

“O problema não é ultrapassar o limite… é quando você percebe que não quer voltar.”

Algumas decisões não são feitas em voz alta… elas acontecem no silêncio, no olhar e, principalmente, naquilo que você escolhe não impedir.

Quando retornaram à mesa, o clima parecia leve novamente, como se aquela conversa nunca tivesse acontecido, mas algo havia mudado.

Pouco tempo depois, já ao final do jantar, Margaret puxou Dayse para um novo abraço, caloroso e cheio de entusiasmo.

— Volte sempre, querida.

Dayse sorriu, ainda um pouco atordoada com tudo.

— Com toda certeza.

Margaret então lançou um olhar direto para Edward, carregado de intenção.

— E não demorem muito.

Fez uma pausa estratégica. E então completou, sem o menor constrangimento:

— E tratem de fazer o meu bisneto.

Dayse quase engasgou, sentindo o rosto aquecer imediatamente, enquanto Edward apenas fechou os olhos por um breve instante e soltou um suspiro baixo, como se já soubesse que aquela noite ainda estava longe de terminar… e que certos problemas não seriam tão fáceis de ignorar.

Mais tarde, já no carro, o silêncio entre os dois não era leve nem confortável, mas denso e carregado, como se tudo o que eles não estavam dizendo continuasse presente, ocupando espaço entre eles de forma quase impossível de ignorar.

Dayse mantinha o olhar fixo na janela, observando as luzes da cidade passarem em reflexos suaves no vidro, mas sua mente claramente não estava ali.

— Sua avó é incrível… — murmurou por fim, quebrando o silêncio com uma voz mais baixa do que o habitual.

Edward, com o braço apoiado no volante, virou o rosto apenas o suficiente para observá-la de lado, analisando não apenas o que ela dizia, mas o que ela evitava dizer.

— Ela gostou de você — respondeu com tranquilidade.

Dayse soltou uma pequena respiração, quase imperceptível.

— Eu também gostei dela… — disse, e então hesitou por um instante antes de continuar — mas… aquela história do bisneto…

Ela finalmente desviou o olhar da janela, encarando-o, e pela primeira vez naquela noite havia um traço claro de nervosismo em sua expressão.

— Edward, eu não acho que sua avó esteja brincando — acrescentou, com um leve riso nervoso que não conseguiu disfarçar completamente.

Edward a observou por um segundo em silêncio, como se estivesse avaliando o peso real daquela preocupação… antes de deixar escapar uma leve curva no canto da boca.

— Ela definitivamente não está — respondeu com naturalidade.

Dayse arregalou levemente os olhos.

— Isso não ajuda em nada.

A pequena risada dele veio baixa, quase preguiçosa, enquanto voltava a atenção para a estrada.

— Você não precisa se preocupar com isso, Dayse — disse com a voz calma, firme, carregada de uma segurança quase desconcertante.

Ela franziu levemente a testa.

— Como assim?

Ele inclinou levemente a cabeça, ainda dirigindo, mas agora com aquele tom que misturava controle e intenção.

— Porque eu já tenho tudo em mente — respondeu, com tranquilidade — e, acredite, um bisneto não faz parte do acordo.

Dayse o encarou por um instante, tentando entender até que ponto aquilo era apenas mais uma das certezas irritantemente bem construídas dele… e até que ponto deveria confiar.

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