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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 250

"Algumas promessas começam diante de um altar. As mais importantes começam muito antes dele."

As semanas seguintes passaram depressa demais.

Entre a descoberta de que estavam esperando uma menina, a escolha do nome Helena e os preparativos finais do casamento, Edward teve a sensação constante de que sua vida estava mudando rápido demais para que conseguisse acompanhar.

Adrian continuou insistindo que seria o melhor tio do mundo, Clara e Marina transformaram a gravidez em assunto principal de qualquer conversa e Margaret precisou conter as próprias lágrimas quando descobriu qual seria o nome da primeira bisneta.

Algumas semanas depois, Manhattan amanheceu sob um céu limpo e uma temperatura agradável que parecia ter sido cuidadosamente escolhida para aquele dia.

O casamento de Edward Fitzgerald e Dayse Whitmore finalmente havia chegado.

A propriedade escolhida para a cerimônia estava completamente transformada. Os jardins impecavelmente organizados cercavam o enorme espaço preparado para receber centenas de convidados, enquanto arranjos florais sofisticados ocupavam cada detalhe da decoração, criando um ambiente elegante, luxuoso e refinado sem parecer excessivo.

Executivos, investidores, empresários influentes, amigos próximos e familiares começaram a ocupar seus lugares lentamente, mas nenhum deles era realmente o centro daquele evento.

Porque, pela primeira vez em muitos anos, Edward Fitzgerald também não era.

Na suíte reservada para os noivos, ele permanecia diante da enorme janela observando os jardins lá fora enquanto ajustava a própria gravata pela terceira vez nos últimos minutos, um hábito que denunciava um nervosismo que normalmente jamais permitiria que alguém percebesse.

O problema era que Edward raramente demonstrava nervosismo. Mas naquela manhã, nem ele conseguia esconder completamente.

Edward caminhou até a janela pela quarta vez naquela manhã e só percebeu o que estava fazendo quando encontrou o próprio reflexo no vidro. Os dedos voltaram imediatamente para a gravata, ajustando um nó que já estava perfeito, enquanto a mandíbula permanecia rígida demais para alguém que costumava enfrentar reuniões bilionárias sem alterar a própria respiração.

— Você está deixando os funcionários nervosos.

A voz grave fez Edward olhar por cima do ombro.

Augustus acabava de entrar no ambiente.

O patriarca observou o neto durante alguns segundos antes de abrir um pequeno sorriso divertido.

— Você comandou empresas no mundo inteiro, negociou contratos bilionários, enfrentou conselhos administrativos e investidores capazes de transformar qualquer reunião em uma guerra, mas nunca te vi tão nervoso quanto hoje.

Edward soltou uma respiração lenta.

— Estou começando a achar que todos resolveram se divertir às minhas custas.

— Talvez porque seja engraçado — respondeu Adrian enquanto entrava logo atrás de Augustus.

O padrinho carregava um sorriso impossível de esconder.

— Eu não sabia que existia alguma coisa capaz de assustar Edward Fitzgerald.

— Eu não estou assustado.

— Claro que não.

— Não estou.

— Você ajustou essa gravata três vezes em menos de dois minutos.

Edward lançou um olhar nada amigável para o amigo.

Adrian apenas sorriu.

— Está vendo? Até o olhar ameaçador perdeu a eficiência.

Antes que Edward pudesse responder, uma nova voz surgiu perto da porta.

— Será que minha irmã desistiu?

O silêncio durou menos de um segundo. Então todos olharam para Daniel.

O irmão de Dayse apoiava-se tranquilamente contra o batente da porta enquanto observava o cunhado com uma expressão divertida demais para alguém que deveria estar ajudando.

Edward estreitou os olhos.

— O quê?

— Estou apenas dizendo que ainda existe a possibilidade dela perceber que está prestes a se casar com você e decidir fugir.

Adrian explodiu em uma gargalhada. Augustus também começou a rir, já Edward cruzou os braços.

— Daniel.

— Sim?

— Não comece.

— Eu só estou sendo realista.

— Sua irmã me ama.

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