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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 251

"Existem momentos que mudam uma vida inteira. Alguns duram apenas alguns segundos."

Do outro lado da propriedade, Dayse terminava de se preparar.

O vestido branco caía perfeitamente sobre seu corpo, acompanhando suas curvas com elegância e valorizando delicadamente a pequena mudança que já começava a surgir em sua barriga sem tentar escondê-la, porque aquela barriga não era um detalhe, não era um acidente e muito menos algo que precisasse ser disfarçado.

Aquela barriga fazia parte da história dos dois, fazia parte da família que estavam construindo e fazia parte daquele casamento tanto quanto as alianças que seriam trocadas dali a pouco.

Margaret permanecia parada atrás dela, observando seu reflexo através do espelho.

E havia lágrimas nos olhos da senhora Fitzgerald e Dayse percebeu imediatamente.

— Margaret?

A voz saiu suave, carregada por uma preocupação que fez a mulher mais velha piscar algumas vezes antes de responder.

Porque sua atenção permanecia presa ao vestido. Ao vestido que havia guardado durante tantos anos. O vestido que um dia pertenceu à mãe de Edward.

— Está linda.

A voz saiu embargada.

Dayse sentiu o próprio peito apertar.

Margaret se aproximou devagar até parar diante dela e, por alguns segundos, apenas observou seu rosto em silêncio antes de levar as duas mãos até suas bochechas.

— Ela teria adorado você.

As lágrimas que Dayse vinha tentando controlar desde que acordou naquela manhã finalmente começaram a se acumular em seus olhos.

— Eu espero que sim.

Margaret abriu um sorriso.

Um sorriso emocionado, orgulhoso e cheio de carinho.

— Não, querida. — Acariciou sua bochecha com delicadeza. — Eu tenho certeza.

Dayse precisou desviar o olhar por um instante para recuperar a compostura.

Porque, embora nunca tivesse conhecido a mãe de Edward, sentia que aquela mulher continuava presente de alguma forma em todos os momentos importantes daquela família.

E, naquele dia, isso parecia ainda mais verdadeiro.

A porta do quarto se abriu de repente.

— DAYSE WHITMORE!

A exclamação fez todas as mulheres se virarem ao mesmo tempo.

Clara entrou praticamente correndo no quarto e parou no meio do caminho assim que seus olhos encontraram a amiga vestida de noiva.

Por alguns segundos, ela simplesmente ficou imóvel com a boca aberta, os olhos arregalados e uma expressão de absoluto choque atravessando seu rosto.

— Meu Deus.

A voz saiu tão baixa que quase não pareceu a dela.

Dayse começou a rir imediatamente.

— Clara...

— Não fala comigo.

— O quê?

— Eu preciso de um minuto.

Marina entrou logo atrás da amiga e a reação foi completamente diferente.

Ela não falou nada, não arregalou os olhos, não fez escândalo. Apenas levou uma das mãos à boca enquanto os olhos se enchiam de lágrimas instantaneamente.

— Marina...

— Não.

Ela balançou a cabeça.

— Não fala comigo também.

Dayse começou a rir ainda mais.

— O que está acontecendo com vocês?

— Você está linda demais — respondeu Clara finalmente, aproximando-se alguns passos. — Isso é um ataque pessoal.

— Clara...

— Estou falando sério. Edward vai desmaiar.

Margaret começou a rir baixinho.

Marina continuava olhando para Dayse com os olhos brilhando. Então apontou para o próprio rosto.

— Eu vou borrar a maquiagem.

— Você ainda nem chorou.

— Vou borrar mesmo assim.

— Marina...

— Eu estou tentando me controlar desde que entrei aqui.

Clara cruzou os braços.

— Eu não estou tentando me controlar.

— Nós percebemos.

— Isso é injusto.

Dayse arqueou uma sobrancelha.

— O que exatamente?

— Você aparece usando o vestido da mãe do Edward, parecendo uma princesa, grávida da filha dele e espera que a gente reaja normalmente?

O silêncio durou apenas alguns segundos.

Porque nem Dayse conseguiu responder.

Os olhos dela voltaram involuntariamente para o reflexo no espelho.

Para o vestido, para a barriga e para tudo o que aquele momento representava.

E, pela primeira vez naquela manhã, a realidade finalmente pareceu alcançá-la completamente.

Ela estava prestes a se casar com Edward Fitzgerald. E, em poucos meses, os dois também seriam pais.

As lágrimas voltaram aos seus olhos imediatamente.

— Ah, não — Marina apontou para ela. — Você também não pode chorar.

— Por quê?

— Porque se você começar, eu começo.

— E se você começar, eu começo também — completou Clara.

Margaret suspirou.

— Pelo visto ninguém vai chegar ao altar com a maquiagem intacta.

O silêncio que se instalou depois daquela conversa foi interrompido apenas quando a coordenadora da cerimônia surgiu à porta.

— Está na hora.

O coração de Dayse acelerou imediatamente.

Porque, de repente, tudo deixou de ser preparação e expectativa para se tornar real naquele instante.

Margaret segurou sua mão por alguns segundos antes de depositar um beijo carinhoso em sua testa.

— Vá ser feliz.

Dayse sorriu e assentiu.

Poucos minutos depois, ela aguardava ao lado do irmão na entrada da cerimônia.

Daniel observou a irmã durante alguns segundos sem dizer nada. E aquilo, sozinho, já foi suficiente para fazê-la desconfiar.

Porque Daniel Whitmore raramente permanecia em silêncio quando estava nervoso ou emocionado.

— O quê? — perguntou ela.

Ele soltou uma breve risada pelo nariz.

— Nada.

Dayse estreitou os olhos.

— Daniel…

— Só estava pensando que você cresceu rápido demais.

A resposta atingiu seu coração imediatamente. Porque, de todos os relacionamentos que construiu ao longo da vida, nenhum havia sido tão constante quanto aquele.

Daniel tinha estado presente em todas as versões dela.

Na criança, na adolescente, na mulher.

Nos dias felizes. Nos piores momentos. Nas perdas. Nas vitórias.

E também naquela manhã.

— Você está linda — ele completou.

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