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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 259

"Algumas famílias são construídas aos poucos. Outras parecem crescer todas ao mesmo tempo."

Poucas semanas haviam se passado desde o casamento de Clara e Adrian. Ou, como Edward ainda fazia questão de lembrar sempre que encontrava o amigo:

— O casamento onde você desmaiou.

Adrian já havia desistido de responder.

Porque descobriu rapidamente que ninguém naquela família permitiria que ele esquecesse aquele detalhe pelos próximos cinquenta anos, principalmente Clara.

A esposa parecia orgulhosa demais daquela história.

Marina dizia que aquilo era crueldade. Clara dizia que era patrimônio histórico. E Adrian dizia que precisava urgentemente de novos amigos.

Infelizmente para ele, ninguém demonstrava qualquer interesse em ajudá-lo.

Naquela manhã, entretanto, o assunto não era Adrian, nem Clara. Nem mesmo Helena, que continuava crescendo saudável e forte enquanto Edward mantinha seu impressionante projeto pessoal de proteger Dayse de absolutamente qualquer perigo existente no planeta.

O assunto era Marina.

Porque Marina estava parada no banheiro de seu apartamento há quase dez minutos.

Imóvel e em silêncio.

Com os olhos fixos em um pequeno objeto branco que parecia ter acabado de virar sua vida inteira de cabeça para baixo.

O teste de gravidez tremia entre seus dedos.

Positivo.

Marina piscou. Depois piscou novamente. Como se esperasse que o resultado desaparecesse, mas não desapareceu, ele continuava ali.

Claro, inquestionável e positivo.

— Meu Deus...

A voz saiu tão baixa que ela mal conseguiu ouvi-la. As lágrimas surgiram antes mesmo que conseguisse organizar os próprios pensamentos.

Porque ela não estava com medo… não exatamente.

Estava emocionada, surpresa e feliz.

Tudo estava prestes a mudar. E, pela primeira vez em muitos anos, Marina percebeu que não conseguia parar de sorrir.

A primeira pessoa para quem ligou foi Dayse naturalmente. Porque algumas coisas simplesmente não mudavam. E quinze minutos depois, Dayse já estava entrando em seu apartamento com Edward logo atrás dela, porque obviamente ele não permitiria que a esposa grávida atravessasse Manhattan desacompanhada.

— Eu consigo atravessar uma rua sozinha.

— Eu sei.

— Então por que você veio?

— Supervisão.

Dayse revirou os olhos e Marina começou a rir.

E foi exatamente naquele momento que Dayse percebeu que Marina estava sorrindo, mas também estava chorando ao mesmo tempo.

— Marina...

A voz saiu mais baixa, mais cuidadosa.

— O que aconteceu?

As lágrimas voltaram imediatamente aos olhos da amiga.

Marina olhou para Dayse, depois para Edward e depois novamente para Dayse e simplesmente entregou o teste.

O silêncio durou dois segundos, três, quatro….

Então Dayse levou as duas mãos à boca.

— Não.

Marina começou a rir através das lágrimas.

— Sim.

— NÃO.

— SIM.

Dayse soltou um pequeno grito. E, no segundo seguinte, já estava abraçando a amiga.

As duas começaram a chorar imediatamente enquanto Edward observava a cena em silêncio. Pelas lágrimas, emoções e surtos, ele começava a suspeitar o que estava acontecendo.

— Marina...

Ela assentiu.

— Eu vou ter um bebê.

Dayse voltou a abraçá-la com ainda mais força.

— Meu Deus...

As lágrimas desciam livremente por seu rosto. Porque entendia exatamente aquela emoção. Exatamente aquele momento. Aquele instante em que o futuro mudava para sempre.

— Helena vai ter um amiguinho.

— Ou amiguinha.

— Meu Deus.

— Eu sei.

— Meu Deus.

— Dayse.

— Eu sei.

As duas começaram a rir e Edward passou uma das mãos pelo rosto completamente emocionado.

E então fez a única pergunta realmente importante:

— Daniel sabe?

Marina imediatamente ficou em silêncio e Dayse também.

Edward arqueou uma sobrancelha.

— Ah.

Daniel descobriu aproximadamente quarenta minutos depois. E, durante os primeiros segundos, ninguém teve certeza se ele havia entendido.

Porque simplesmente permaneceu parado olhando para Marina. Depois para o teste. Depois novamente para Marina. Como se seu cérebro estivesse tentando acompanhar uma informação rápida demais.

— Daniel?

Silêncio.

— Amor?

Mais silêncio.

— Daniel.

Ele piscou uma vez. Depois outra.

— Eu vou ser pai?

Marina sorriu através das lágrimas.

— Vai.

O choque foi imediato, visível e absoluto.

Daniel sentou-se no sofá antes que as próprias pernas tomassem essa decisão por ele. As mãos passaram pelo rosto, depois pelos cabelos. Depois voltaram para o rosto.

— Eu vou ser pai…

Marina assentiu novamente.

As lágrimas começaram a escorrer porque, naquele instante, ele não parecia assustado.

Parecia emocionado. Profundamente emocionado.

Dayse observava tudo em silêncio. Até que viu os olhos do irmão ficarem úmidos.

E isso foi suficiente para ela atravessar a sala e o abraçar imediatamente.

Daniel envolveu a irmã com um braço e Marina com o outro. E os três permaneceram assim durante alguns segundos.

Porque aquela felicidade era grande demais para ser vivida sozinho.

Quando finalmente se afastaram, Daniel segurou o rosto de Marina entre as mãos, os olhos permaneciam vermelhos e um sorriso estampava seu rosto.

— Você está falando sério?

Marina riu.

— Acho que o teste está.

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