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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 27

“O problema não é o desejo… é quando ele começa a invadir até os seus sonhos.”

Dayse acordou de repente, com o coração disparado e o corpo em chamas e levou apenas alguns segundos para perceber que o maior problema não era o sonho.

Era o fato de que ela não queria esquecê-lo.

Dayse estava novamente dentro do carro dele.

O carro, luxuoso e escuro, estava estacionado em um local reservado, enquanto as luzes da cidade brilhavam ao longe, suavizadas pelos vidros levemente embaçados. Lá dentro, o espaço parecia ainda mais íntimo do que deveria, envolto em um ar denso, carregado de tensão… e pelo perfume dele, que parecia preencher cada centímetro ao redor dela.

Dayse estava sentada no banco do passageiro, ainda usando o mesmo vestido preto da noite anterior, o tecido subia perigosamente pelas coxas. Seus saltos já haviam sido descartados e seus pés descalços tocavam o carpete macio.

Ela ouviu o som baixo da respiração dele ao seu lado e antes mesmo de virar o rosto, já sabia que Edward a observava com aquela intensidade que fazia seu corpo inteiro reagir.

Quando finalmente olhou para ele, Edward já estava voltado em sua direção, sem o paletó, com a camisa branca aberta nos primeiros botões e as mangas dobradas, deixando à mostra os antebraços fortes. O olhar dele, escuro e intenso, parecia percorrê-la devagar, como se absorvesse cada detalhe sem pressa.

— Você não tem ideia de como foi difícil passar a noite ao seu lado, imaginando você sem esse vestido, senhorita Whitmore. — murmurou com a voz grave e rouca, quebrando o silêncio.

Dayse sentiu um arrepio violento percorrer sua espinha. E o pior não era ouvir aquilo, era perceber o quanto uma parte dela queria acreditar.

— Não seja grosseiro.

Edward inclinou o corpo na direção dela, diminuindo o espaço entre eles de maneira perigosa.

— Grosseiro? Não seja recatada senhorita Whitmore, isso não combina com você. Eu lembro muito bem das coisas que fizemos naquela noite… das coisas que você em especial fez…

Dayse arregalou os olhos e corou completamente.

E Edward se aproximou ainda mais, já era possível sentir o perfume dele invadindo todos os seus sentidos. Dayse sentiu a respiração falhar quando ele estendeu a mão e segurou seu queixo com firmeza, inclinando seu rosto para cima.

— E pra falar a verdade, estou louco para repetir….

— Edward, por favor…

— Por favor? Você deveria ter medo de mim, senhorita Whitmore … — sussurrou com os olhos escuros fixos nos dela.

Dayse engoliu seco e ajeitou a postura tentando parecer firme.

— E porque eu deveria ter medo de você senhor Fitzgerald?

— Porque eu não sou um homem paciente… — ele passou a língua pelos lábios devagar. — E eu estou louco para te foder desde o momento em que você entrou nesse carro.

Mesmo com as pernas já tremendo, ela ergueu o queixo em desafio.

— E quem disse que eu vou deixar você fazer isso?

O sorriso que surgiu no rosto de Edward foi predatório. Ele se aproximou um pouco mais e sussurrou:

— Não vai? Ah senhorita Whitmore, aposto que você está toda molhadinha e louca por isso.

— Na-não seja…

Ele a interrompeu no mesmo instante, agarrando sua nuca e a puxando para um beijo faminto. O que começou intenso logo se tornou selvagem. Suas mãos grandes desceram pela cintura dela, puxando-a com força sobre o console até deitá-la completamente no banco traseiro, que ele havia reclinado com agilidade.

— Isso foi… — murmurou, sem conseguir terminar a frase.

Porque ela sabia exatamente o que tinha sido. Já era o segundo sonho erótico que ela tinha com ele. Isso não poderia estar acontecendo.

Dayse levantou da cama com as pernas ainda fracas e caminhou até a janela, onde o ar frio da madrugada tocou sua pele quente sem conseguir apagar o fogo que ainda queimava em seu interior.

— Dayse você precisa se controlar. Precisa ser mais forte, não pode entrar no jogo desse… desse… manipulador dissimulado!

Cruzou os braços com força sobre o peito, tentando reconquistar o controle que parecia escapar por entre seus dedos a cada segundo.

— Isso é ridículo… — sussurrou para si mesma, com a voz carregada de frustração.

Ela estava sonhando com Edward.

O homem com quem tinha um casamento por contrato. O presidente da empresa que trabalhava. O homem que ela definitivamente não deveria desejar daquela forma tão carnal e intensa. No entanto, a lembrança da boca dele entre suas pernas, das palavras safadas sussurradas contra sua pele e da sensação avassaladora de estar prestes a gozar ainda a atormentava.

Dayse respirou fundo várias vezes, mas as imagens não desapareciam.

O olhar faminto dele, a forma possessiva como a havia deitado no banco. A sensação daquela língua exigente. Tudo se misturava perigosamente com a memória real do beijo no carro e da noite no motel.

— Preciso de um banho… e de preferência, FRIO!

E, naquele instante, ficou perigosamente claro, que o maior problema não era Edward Fitzgerald querer quebrar aquele acordo.

Era ela, começando a querer deixar.

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