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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 30

“Ele não cruza limites… ele decide onde eles deixam de existir.”

Há homens que entram em uma sala e há aqueles que fazem a sala inteira se ajustar à presença deles.

A porta da sala da presidência se fechou atrás deles com um clique firme e preciso, isolando completamente o restante do andar como se aquele espaço obedecesse a regras próprias, onde o mundo externo deixava de existir e apenas decisões e homens capazes de sustentá-las tinham permissão para permanecer.

Edward Fitzgerald não desacelerou. Ele nunca desacelerava.

Caminhou até o centro da sala com passos seguros, retirando o paletó com a naturalidade de quem já havia feito aquilo centenas de vezes, mas ainda assim transformava o gesto em algo quase calculado, quase coreografado, como se até a forma como ocupava o espaço fosse uma demonstração silenciosa de poder.

Adrian entrou logo atrás, fechando a porta com mais calma, mas sem conseguir esconder completamente o sorriso que insistia em surgir nos cantos da boca, como alguém que havia acabado de presenciar algo que definitivamente não acontecia todos os dias, nem mesmo naquela empresa.

— Eu preciso admitir… — começou se apoiando levemente na mesa, com os braços cruzados enquanto observava o amigo — que aquela foi, sem qualquer exagero, a entrada mais interessante que aquele departamento já viu em anos.

Edward não respondeu de imediato.

Deixou o paletó sobre a cadeira com cuidado, como se cada detalhe ainda importasse, e então se serviu de água com a tranquilidade de quem não via absolutamente nada de extraordinário no que havia acabado de acontecer.

— Elas estavam falando alto — disse, por fim, como se estivesse apenas registrando um fato irrelevante.

Adrian soltou uma risada baixa, balançando a cabeça com descrença.

— Não… elas não estavam apenas falando alto — corrigiu, com um leve arqueamento de sobrancelha — elas estavam sendo extremamente específicas.

Edward levou o copo aos lábios, tomando um gole lento antes de responder, sem qualquer traço de desconforto:

— E surpreendentemente detalhistas.

Adrian soltou o ar pelo nariz, contendo outra risada.

— Você não vai mesmo fingir constrangimento?

Edward virou o rosto na direção dele com calma, os olhos carregando aquele brilho sutil de provocação que sempre aparecia quando ele decidia não apenas responder… mas conduzir.

— Por que eu fingiria? — perguntou, apoiando-se levemente na mesa, completamente à vontade — especialmente quando metade do que foi dito não está tão distante da realidade quanto você claramente gostaria que estivesse.

Adrian ergueu a mão imediatamente.

— Não. Nem termina essa frase.

Mas Edward, como sempre, ignorou completamente o limite.

— Eu diria, inclusive, que a senhorita Whitmore tem uma capacidade de observação bastante interessante — continuou, com a voz calma demais para o tipo de lembrança que claramente o atravessava — especialmente considerando que, na última vez que estivemos sozinhos, ela pareceu muito mais interessada em sentir do que em analisar.

— Edward.

A interrupção veio mais firme dessa vez.

Adrian passou a mão pelo rosto, visivelmente tentando bloquear qualquer imagem que não queria ter sido forçado a imaginar.

— Isso é completamente desnecessário.

Edward o observou por um segundo… e então sorriu.

— Você sempre foi seletivo demais com o que considera necessário.

Adrian soltou um suspiro mais pesado, agora endireitando a postura como se estivesse tentando recuperar algum tipo de controle sobre a conversa.

— Eu não sou seletivo — respondeu — eu apenas não tenho interesse em participar de comentários sobre a sua… vida pessoal.

Edward inclinou levemente a cabeça, como se aquilo fosse, no mínimo, curioso.

— Já trocamos mulheres uma vez Adrian e você já me viu transar com metade da universidade, não sei porque ainda fica desconfortável.

— Desconfortável? Eu sou apenas reservado diferente de você. E quanto as gêmeas… — ele corou lembrando do episódio. — Você estava com a Clara e eu com a Isadora, depois quando acordei era a Clara que estava ao meu lado.

— A Isadora sugeriu um ménage com a irmã e eu não pude recusar, mas depois eu pedi para Clara mostrar suas qualidades para você e pelo o que me lembre você ficou bem satisfeito.

Adrian corou e passou a mão pelo rosto tentando se recompor.

— Mas mudando de assunto, a sua reação é bem Interessante… porque, pelo que eu percebi, você demonstrou um certo interesse em outros aspectos daquele ambiente.

Adrian estreitou os olhos.

— Não começa.

Edward cruzou os braços com calma, o olhar fixo e atento.

— A senhorita Vasconcelos…

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