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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 31

“Ele não levanta a voz…porque nunca precisou competir por controle.”

A sala de reuniões da presidência da Fitzgerald Global era enorme, cercada por paredes de vidro que permitiam ver quase toda Manhattan lá embaixo.

Mas, naquele momento, ninguém sequer olhava para a paisagem. Porque toda a atenção absoluta, inevitável e quase opressiva, estava concentrada em um único homem.

Edward Fitzgerald.

Sentado na cabeceira da mesa com uma postura relaxada demais para alguém que comandava bilhões, ele exibia aquela serenidade perigosa de quem não precisava provar absolutamente nada a ninguém, enquanto os dedos longos giravam, com uma precisão quase entediante, uma caneta de metal que refletia a luz fria do ambiente.

Ele escutava, ou, pelo menos, dava a impressão de que escutava.

Porque Richard Coleman, um dos acionistas mais antigos da empresa, grisalho, experiente e acostumado a ser ouvido sem interrupções, falava há quase dez minutos, sustentando um raciocínio que, para ele, fazia sentido.

— E por isso acredito que a proposta de expansão para o mercado asiático é precipitada — concluiu, com a segurança de quem esperava aprovação.

Edward não respondeu. Não imediatamente.

Ele apenas continuou girando a caneta, mantendo o olhar baixo por alguns segundos a mais do que o socialmente confortável, deixando que o silêncio começasse a se infiltrar na sala como uma presença incômoda, daquelas que ninguém sabe exatamente como quebrar.

E foi nesse intervalo que os olhares começaram a se cruzar discretamente entre os executivos, como se todos estivessem tentando medir, ao mesmo tempo, o humor do homem que ainda não havia dito uma única palavra.

Até que Coleman, finalmente, não aguentou.

— Senhor Fitzgerald?

Edward levantou os olhos devagar. E pousou o olhar diretamente sobre o homem, com uma frieza tão precisa que não precisava de volume para ser ameaçadora.

— Terminou?

A pergunta veio simples, porém carregada.

Coleman hesitou por um segundo, claramente pego de surpresa.

— Sim.

Edward assentiu, de forma lenta e quase educada.

— Ótimo.

Ele então deixou a caneta sobre a mesa com um movimento controlado, como se até aquele pequeno gesto estivesse sendo calculado, e finalmente falou, com uma tranquilidade que tornava tudo ainda mais desconfortável:

— Porque eu não ouvi absolutamente nada de útil nos últimos dez minutos.

O silêncio que se seguiu foi imediato, pesado e visivelmente constrangedor.

Coleman piscou, claramente desorientado.

— Desculpe?

Edward inclinou levemente a cabeça, como quem analisa algo de valor duvidoso.

— Você disse que a expansão é precipitada.

— Exatamente.

Sem alterar a expressão, Edward abriu um dos relatórios sobre a mesa, folheando-o com calma, como se tivesse todo o tempo do mundo, o que, de certa forma, ele tinha.

— Curioso…

Ele deslizou o documento pela mesa de vidro na direção de Coleman, e o leve som do papel pareceu mais alto do que o normal no silêncio da sala.

— Porque, pelo que está descrito neste relatório — que, imagino, você não se deu ao trabalho de ler …

Alguns executivos imediatamente baixaram o olhar, como se pudessem, de alguma forma, se tornar invisíveis.

Edward nem sequer olhou para eles.

— O mercado asiático representa um crescimento potencial de vinte e sete por cento nos próximos três anos.

Coleman abriu a boca, tentando recuperar o controle.

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