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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 33

“Algumas pessoas confundem acesso com direito… até serem lembradas, da pior forma possível, de que nunca tiveram nenhum dos dois.”

Algumas pessoas não sabem quando já perderam o direito de entrar… até abrirem a porta errada.

Edward abriu a porta com um gesto tranquilo, quase preguiçoso, como quem não apenas esperava aquela visita, mas já havia previsto cada segundo dela e, mais do que isso, já sabia exatamente como ela terminaria.

E, de fato… sabia.

Liliana Hart não entrou como alguém que havia sido convidada.

Ela entrou como quem retornava. Como quem ainda acreditava, com uma confiança perigosamente equivocada, que aquele espaço e aquele homem, ainda lhe pertenciam de alguma forma.

A forma como ela apoiava o peso em um dos pés, o leve erguer do queixo, o sorriso calculado que não pedia permissão, apenas se instalava, tudo nela gritava posse.

Uma posse que já não existia.

E Edward…

Não fez absolutamente nada para corrigir isso.

Ele permaneceu encostado no batente, completamente à vontade, como se estivesse assistindo a uma cena previsível demais para exigir qualquer tipo de reação. Estava descalço, vestindo apenas uma calça de moletom cinza que caía baixa nos quadris, revelando a linha firme do abdômen e a definição precisa dos músculos, enquanto o caimento relaxado do tecido criava um contraste perigoso entre descuido e controle, porque, mesmo aparentemente relaxado, tudo nele era calculado.

Na mão direita, segurava o celular.

Nos olhos, não havia nenhuma emoção, nenhum interesse, apenas uma ausência fria e completa.

— Não, Adrian… — disse, com a voz baixa, estável, carregando aquela calma que não era gentileza, mas escolha — você já tem todas as informações necessárias, então resolva isso sem precisar me envolver em algo que claramente está dentro da sua competência.

A pausa que veio em seguida não foi hesitação.

Foi puro desinteresse, e foi nesse intervalo que ele ergueu o olhar e encontrou o dela. O seu olhar era frio, direto e sem qualquer vestígio de reconhecimento emocional, como se estivesse olhando para alguém completamente irrelevante.

— Ótimo. Então faça.

Desligou o telefone com a mesma tranquilidade com que falava, sem pressa, sem desviar o olhar, sem oferecer a ela sequer o mínimo gesto de recepção.

E só então se afastou da porta. Não para recebê-la, mas para permitir que ela entrasse.

Liliana passou por ele como se ainda tivesse direito àquele espaço, como se cada móvel, cada detalhe daquele apartamento ainda guardasse algo que a legitimasse ali. Mas Edward não se moveu para acompanhá-la.

— Eu senti sua falta — disse , jogando a bolsa sobre o sofá com uma leveza ensaiada demais para ser natural, virando-se com um sorriso lento, provocativo, confortável demais para alguém que claramente não tinha mais controle da situação.

Edward não respondeu. Nem com palavras, nem com expressão.

Ele apenas observou.

E havia algo naquele silêncio que começava a incomodar.

Ela se aproximou mesmo assim devagar e segura, como alguém que ainda acreditava ter poder sobre cada reação dele.

— Você anda… sumido — murmurou, inclinando levemente a cabeça, enquanto os dedos tocavam o peito dele e começavam a descer pelo abdômen com uma familiaridade que não havia sido autorizada. Mas não chegaram longe porque Edward segurou o pulso dela com firmeza, sem brusquidão, mas também sem suavidade.

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