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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 34

“O problema de ser exceção… é acreditar que um dia você vai virar regra.”

O problema de viver como exceção… é acreditar que um dia isso vai se tornar regra.

Liliana piscou uma vez, tentando manter a expressão firme, mas aquela informação a deixou irritada.

— Não me diga que você está transando com aquela garota?

Edward descruzou os braços devagar, com um movimento controlado demais para ser casual, e deu um passo em direção a ela, depois outro, até parar bem próximo.

— Nós dois nunca fomos nada além de uma conveniência, Liliana — disse, sem elevar a voz, mas com uma clareza quase cruel — a gente só trepava, só isso.

Ele manteve o olhar fixo nela, sem qualquer emoção.

— Não existia vínculo, não existia importância e definitivamente não existia espaço para você na minha vida além disso.

Ele pausou novamente, como se quisesse que ficasse claro para ela assimilar.

— Então presta atenção — continuou, ainda mais direto — o que eu faço, com quem eu faço… deixou de ser um assunto seu no momento em que você deixou de ser útil pra mim.

Aquilo não soou como um ataque, mas como um encerramento claro, direto e sem volta.

Liliana riu, mas agora havia tensão na sua voz, como se ela estivesse tentando retomar o controle que já tinha perdido.

— Você está mentindo pra si mesmo — disparou, cruzando os braços, agora claramente mais irritada do que segura — eu sei exatamente o tipo de homem que você é.

Ela deu um passo à frente, o encarando com o olhar afiado, quase desafiador.

— Acha mesmo que aquela garotinha vai conseguir te satisfazer? — continuou, com um sorriso carregado de provocação — você sempre gostou de intensidade, Edward… de algo que ela nem deve saber como oferecer.

A voz dela baixou um pouco, mais insinuante.

— Você não vai aguentar muito tempo fingindo que virou esse homem certinho. Uma hora vai cansar — completou, inclinando levemente a cabeça — e quando isso acontecer… você sabe exatamente onde me encontrar.

Edward não respondeu de imediato.

Pelo contrário.

Um sorriso lento, claramente debochado, surgiu nos lábios dele enquanto se aproximava, encurtando a distância entre os dois até que a presença dele se tornasse impossível de ignorar.

— Tenha uma boa noite Liliana, não esqueça que temos uma reunião às dez horas.

Liliana permaneceu imóvel por um instante a mais. Seus dedos se contraíam levemente ao lado do corpo enquanto respirava fundo, tentando se conter. O orgulho ainda buscava alguma reação… mas nada veio.

Ela pegou a bolsa com um movimento firme, endireitou a postura, mesmo com o corpo tenso, e, antes de se virar completamente, lançou um último olhar para ele.

— Você vai se arrepender, Edward — disse, com a voz controlada, mas carregada de irritação.

Ele inclinou levemente a cabeça para o lado, enquanto um sorriso debochado surgia nos seus lábios.

— Será? — respondeu com calma, como se aquilo não fosse uma ameaça, mas algo completamente irrelevante.

A expressão de Liliana endureceu no mesmo instante. Os olhos estreitaram e o maxilar se contraiu. Sem dizer mais nada, ela virou de costas com brusquidão, pegou a bolsa com mais força do que o necessário e caminhou até a porta com passos firmes e apressados abrindo a porta de uma vez e saindo sem dizer mais uma palavra.

E, enquanto a porta se fechava atrás dela, Edward não pensou em Liliana nem por um segundo, mas, do lado de fora, ela já estava decidindo exatamente como faria para destruir aquela que ousou roubar o que acreditava ser seu.

Se ela nunca foi nada para ele, então ele ainda não fazia ideia do tipo de problema que ela estava prestes a se tornar.

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