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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 35

“Alguns amores não acabam… eles apenas encontram uma nova forma de machucar.”

Liliana Hart

Eu não fui deixada… fui substituída e isso era algo que eu não estava disposta a aceitar.

Eu não sei exatamente quando comecei a andar, nem quando a porta daquele apartamento ficou para trás. Na verdade, não lembro de quase nada, porque tudo o que eu sentia estava preso no meu peito, tornando difícil até respirar, como se o ar não fosse suficiente… como se algo muito importante tivesse sido arrancado de mim de repente, e pior, sem que eu tivesse a chance de impedir.

Não sei como consegui chegar até o carro. Ainda sentia o corpo trêmulo e a respiração falha, por fora minha postura era a mesma, intacta, mas por dentro eu estava quebrada. Mas, no instante em que eu puxei a porta e me joguei para dentro do banco do motorista, eu soube que não ia conseguir me conter por muito tempo.

Minhas mãos tremeram ao alcançar o volante, e fechei meus dedos com força, até que minhas unhas pressionaram o couro com intensidade suficiente para doer, mas aquela dor, era completamente insignificante perto do que ele tinha acabado de fazer comigo.

Então bati no volante várias vezes, com força, como se cada impacto pudesse tirar da minha cabeça a forma fria, vazia e distante, como ele me olhou. sem reação alguma, e foi exatamente isso que mais doeu.

Porque eu sempre dei tudo para ele. O meu corpo, a minha mente, o meu coração e no final dele simplesmente me trocou por uma garota insignificante.

— Maldita… — a palavra saiu quebrada, arrastada, mais próxima de um soluço do que de um xingamento, enquanto minha testa encostava no volante por um breve segundo, tentando encontrar algum tipo de apoio, alguma estabilidade que simplesmente não existia mais.

Foi então que as lágrimas vieram, sem aviso e sem controle, quentes, rápidas e desesperadas.

Elas escorriam pelo meu rosto enquanto eu apertava os olhos com força, como se isso fosse suficiente para impedir que tudo aquilo continuasse acontecendo, mas só piorava, porque no escuro, eu podia rever a cena novamente, como um looping sem fim.

"A gente só trepava… e só isso."

Meu peito se contraiu de forma tão brusca que por um segundo eu realmente achei que não conseguiria respirar.

Aquilo tudo era uma mentira. Porque eu conheço cada reação dele, cada olhar, cada pausa. Eu sei exatamente como o corpo dele responde quando perde o controle, porque eu fui a única que viu isso acontecer de verdade.

A única.

E não… não era só sexo.

Não era.

Eu não sou burra. Eu vi, senti e vivi cada detalhe. A forma que as mãos dele tocavam meu corpo. O jeito que ele me puxava para perto de si. Quando ele perdia o ritmo controlado e deixava escapar algo mais bruto, selvagem, real e verdadeiro.

Aquilo não era vazio, nunca foi, nem por um segundo.

— Aquela garota… — murmuro, sentindo o gosto amargo da palavra na minha boca, enquanto passo a mão pelo rosto de forma impaciente, tentando limpar as lágrimas que insistem em cair — aquela maldita garota…

Meu maxilar se contrai com força, pressiono os dentes até sentir dor, enquanto uma imagem invade minha mente com uma clareza quase insuportável: ela, ocupando o lugar que deveria ser meu.

E então a voz dele volta.

Fria, controlada e segura.

— E quem disse que eu estou sem transar?

Meu estômago revirou e a raiva subiu de uma vez, queimando e tomando tudo, porque eu conseguia ver, conseguia imaginar.

As mãos dele, as mesmas que me faziam perder o controle, tocando outro corpo que não é o meu, segurando, puxando, reivindicando, enquanto seus lábios exploram outra boca com aquela intensidade que nunca parecia ensaiada ou superficial.

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