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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 43

“O problema nunca foi o limite…foi o fato de eu querer atravessá-lo.”

Dayse Whitmore

Eu deveria ter dito não.

Deveria ter recuado no instante em que ele perguntou sobre o sonho.

Mas, naquele momento, já não era mais uma questão de escolha, era uma questão de até onde eu ainda conseguiria resistir a ele. Porque quando Edward Fitzgerald decide atravessar um limite, ele não espera respostas, ele simplesmente faz você esquecer que um dia existiu escolha.

— No meu sonho você estava de joelhos bem aqui… chupando meu pau com tanta vontade, gemendo meu nome enquanto eu te fodia contra essa mesa. E agora… você está aqui, tremendo nos meus braços, mas ainda tentando fingir que não quer a mesma coisa.

Eu tentei responder, mas as palavras simplesmente desapareceram quando ele me puxou com firmeza, erguendo meu corpo sem esforço e me colocando sobre a mesa dele, como se aquela fosse a posição mais natural do mundo.

O impacto leve contra a madeira fez meu coração disparar ainda mais, enquanto minhas mãos buscavam apoio instintivamente.

Antes que eu pudesse reagir, a mão dele deslizou ousadamente para baixo, até o meio das minhas pernas. Os dedos afastaram o tecido da calcinha tocando diretamente na minha intimidade molhada.

Edward soltou um som baixo de satisfação contra meu ouvido.

— Olha só como você está molhada pra mim, Dayse… — sussurrou, com a voz rouca e provocadora, enquanto roçava os lábios na pele sensível da minha orelha. — Mesmo dizendo não… seu corpo diz o contrário.

Não consegui evitar e me deixei levar.

Um gemido baixinho escapou dos meus lábios quando ele começou a me masturbar devagar por cima da calcinha, seus dedos desenhavam círculos precisos e lentos sobre o ponto mais sensível. Eu sentia um calor se espalhar pelo baixo-ventre, as pernas tremerem e o clitóris latejar sob o toque ritmado.

Fechei os olhos com força, inclinando a cabeça para trás e mordendo o lábio inferior para tentar conter os sons que insistiam em sair.

— Edward… Ann…

Seus pés deslizaram no piso liso e ele caiu para trás, batendo no chão com um baque surdo.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor, constrangedor e absurdo.

Eu fiquei parada, sentindo o coração disparado, a respiração descompassada, a camisa ainda aberta e o corpo ainda latejando de desejo não satisfeito. Adrian de costas, Edward no chão, eu no meio daquela cena que parecia saída de um pesadelo erótico.

Sem conseguir dizer absolutamente nada, eu fechei rapidamente os botões da camisa com as mãos trêmulas, peguei minha bolsa e saí da sala quase correndo, com o rosto queimando de vergonha e o corpo ainda vibrando com a sensação do toque dele.

E enquanto eu atravessava o corredor tentando recuperar o controle, uma única certeza se formava, perigosa e impossível de ignorar:

Eu não tinha fugido dele.

Eu tinha fugido do que eu mesma estava prestes a permitir

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