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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 44

“O corpo não esquece… principalmente quando ele quer repetir.”

Dayse Whitmore não deveria ter saído daquela sala daquele jeito, mas também não deveria ter ficado.

O problema é que, naquele momento, nenhuma das duas opções parecia segura.

Depois de sair praticamente correndo da sala da presidência, Dayse atravessou os corredores largos do andar executivo com o coração ainda martelando dentro do peito. Suas pernas pareciam instáveis, como se o chão pudesse desaparecer a qualquer momento. A camisa, agora abotoada de qualquer jeito, ainda guardava o calor das mãos dele. Entre as pernas, a sensação úmida e latejante do toque de Edward persistia, como um lembrete constante e incômodo de como seu corpo havia traído sua razão em questão de minutos.

Quando as portas do elevador se abriram no andar do departamento jurídico, ela respirou fundo, tentando recompor a expressão antes de entrar, mas não adiantou muito.

Clara, que estava de pé perto da máquina de café com uma xícara na mão, foi a primeira a notar. Seus olhos se estreitaram imediatamente ao ver a amiga. Dayse caminhava mais devagar que o normal, estava com o rosto corado, os cabelos ligeiramente desalinhados e o olhar perdido em algum ponto distante, como se ainda estivesse presa na sala de cima.

Os olhos se estreitaram imediatamente.

— Ué… — murmurou, inclinando a cabeça enquanto analisava cada detalhe de Dayse — o que aconteceu com você? Parece que foi atropelada… e gostou.

Dayse tentou ignorar, caminhando até a mesa, sentando-se e ligando o computador em seguida, como se aqueles movimentos automáticos fossem suficientes para reorganizar o que ainda estava completamente fora de controle dentro dela.

— Nada… — respondeu, rápido demais — só uns contratos que ele pediu para eu revisar novamente.

Marina apareceu logo em seguida, saindo da sala de reuniões com uma pasta nas mãos, mas bastou olhar para Dayse para que a expressão mudasse completamente.

— Dayse… você tá bem? — perguntou, se aproximando — você está… diferente. Meio perdida. Ele falou alguma coisa? Foi grosso? Quer água?

Dayse abriu a boca para responder, mas nenhuma palavra saiu, porque, no instante em que tentou falar, a lembrança do toque dele voltou com força, seguida pela imagem da porta se abrindo e do constrangimento que tomou conta dela naquele momento.

Clara não perdeu um segundo. Cruzou os braços, e um sorriso lento, perigoso e cheio de intenção surgiu nos lábios.

— Ah, não… — murmurou, divertida — essa cara aí eu conheço.

Marina franziu a testa.

— Clara?

— Eu aposto — continuou, ignorando completamente — que ele te masturbou.

Dayse sentiu o calor subir pelo rosto de forma rápida e inevitável.

Clara arregalou levemente os olhos e sorriu mais.

— Meu Deus… — sussurrou — ele te masturbou!

— CLARA — Marina repreendeu a amiga chocada, olhando ao redor para ver se alguém por acaso tinha ouvido. Mas graças aos céus, elas estavam sozinhas no departamento.

— Eu estou falando baixo! — ela rebateu, mas sem perder o brilho nos olhos — mas não tem como não ficar em êxtase só de imaginar aquele homem daquele tamanho batendo uma siririca… Dayse minha amiga, me perdoe, mas fiquei excitada.

Dayse apertou os dedos na borda da mesa, evitando qualquer contato visual, sentindo o rosto esquentar rapidamente enquanto arregalava levemente os olhos e tentava responder, mas nenhum som saiu, porque o silêncio, naquele momento, já dizia mais do que qualquer explicação poderia dizer.

Marina piscou.

Uma vez.

Duas.

— Dayse… — disse, mais baixo agora — isso é sério?

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