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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 47

“Há homens que disputam espaço… e há aqueles que entram sabendo que ele já é deles.”

Adrian entrou no pub ao lado de Edward ainda com a imagem da cena do escritório recente demais para ser ignorada, passando a mão pelo rosto de forma lenta, como se aquele gesto fosse suficiente para reorganizar pensamentos que, honestamente, ele preferia não ter.

— Eu realmente espero que você tenha mais cuidado da próxima vez.

Edward não respondeu de imediato.

Apenas soltou um riso curto pelo nariz, aquele tipo de reação que já dizia mais do que qualquer justificativa poderia.

— Adrian, eu estava apenas acertando uns detalhes sobre o jantar de amanhã com a minha noiva.

— Edward, você é o presidente da empresa, reuniões de trabalho não costumam envolver sua noiva em cima da sua mesa e muito menos você com as mãos onde claramente não deveriam estar.

— Adrian… — a voz saiu baixa, arrastada, carregada de um sarcasmo elegante — você realmente ainda se surpreende comigo ou só gosta de fingir que se importa?

Adrian não desviou o olhar.

— Eu gosto de lembrar que existem limites.

Edward soltou um riso curto, dessa vez mais evidente, inclinando levemente a cabeça para o lado, como se considerasse a ideia por um segundo antes de descartá-la com facilidade.

— Limites são úteis… — ele começou, apoiando o braço no encosto da cadeira, completamente à vontade — para quem não sabe exatamente até onde pode ir.

Adrian parou por meio segundo, virando o rosto para encará-lo com um olhar que misturava incredulidade e reprovação.

— Você é impossível.

Edward deu de ombros, completamente indiferente.

— Eu só parei de ignorar algo que estava ficando… interessante demais.

Adrian soltou um suspiro mais pesado, balançando levemente a cabeça.

— Interessante? — repetiu, com ironia — você quase perdeu o controle dentro da sua própria sala, com a porta destrancada, no meio do expediente e ainda acha que isso entra na categoria de “interessante”?

Edward finalmente olhou para ele, arqueando a sobrancelha de leve, como se realmente considerasse a pergunta.

— Eu não “quase” perdi o controle — corrigiu, com calma — eu escolhi não terminar o que comecei.

O silêncio que se seguiu durou um segundo a mais do que o confortável.

Adrian piscou devagar.

— Isso não ajuda em nada.

Edward soltou um riso baixo, claramente pouco interessado em amenizar a situação.

— Talvez você só esteja precisando exatamente disso — continuou, agora com um tom mais provocativo — arrumar uma mulher quente o suficiente para te distrair por algumas horas.

Adrian parou de andar por um instante. Levando a mão ao rosto novamente, dessa vez com mais força, como quem tenta decidir se responde ou simplesmente desiste.

— Você só pensa com a cabeça de baixo — disse, direto, sem suavizar — e o pior é que nem tenta disfarçar.

— Não vejo motivo pra fingir algo que é óbvio.

— O problema é exatamente esse — retrucou Adrian — pra você tudo é impulso até virar problema… e, quando vira, você age como se já estivesse resolvido.

Edward não respondeu. Mas também não discordou.

E foi nesse momento que os dois viram.

Dayse estava de pé ao lado de Clara e Marina, com os ombros erguidos de forma quase imperceptível, como se estivesse sustentando não apenas a própria postura, mas também o peso do que quer que estivesse sendo dito ali.

Na sua frente, um homem permanecia parado, com o maxilar travado, e o olhar carregado de uma irritação que ele claramente não fazia questão de esconder.

Adrian passou a mão pelo rosto mais uma vez, soltando o ar devagar.

— Ah… não — murmurou, já prevendo o desfecho.

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