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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 48

“Alguns homens competem… outros apenas deixam claro que já venceram.”

Peter ainda não sabia, mas, naquele momento, não estava prestes a discutir o passado, estava prestes a ser colocado exatamente no lugar que merecia.

A mão de Peter permaneceu estendida, ignorada. Suspensa no ar por tempo suficiente para se tornar constrangedora.

Clara virou o rosto, claramente segurando uma risada. Marina desviou o olhar por um segundo, tentando manter a compostura.

Peter abaixou a mão lentamente, tensionando a mandíbula e visivelmente irritado e incrédulo com o que acabava de ouvir.

— Noivo? — repetiu, com um riso curto — eu jamais imaginei que ela fosse tão rápida.

O canto da boca de Edward se curvou lentamente, não em surpresa, mas em um tipo de divertimento frio, quase cruel, como se aquela tentativa de provocação fosse previsível demais para realmente incomodá-lo.

Ele inclinou levemente a cabeça para o lado, observando Peter por um segundo a mais do que o necessário, como quem avalia algo que já não tem qualquer valor real.

— Rápida? — repetiu, com calma, deixando a palavra escapar com um leve traço de ironia — curioso você escolher exatamente isso como ponto de análise. Porque pelo o que fiquei sabendo, foi você que estava fodendo com a melhor amiga dela no seu apartamento, não foi?

Clara soltou um riso baixo, sem qualquer tentativa real de esconder, Marina arregalou os olhos de imediato, completamente impactada com o rumo que aquilo havia tomado. Adrian sorriu e Peter apertou o punho ao lado do corpo, fechando os dedos com força suficiente para denunciar a irritação que ele tentava conter, mas, dessa vez, ele não disse nada.

Edward então deslizou o olhar de forma breve até Dayse, apenas o suficiente para que o gesto não passasse despercebido, antes de voltar para Peter com a mesma tranquilidade controlada.

— Mas eu entendo — continuou, com a voz baixa, firme, e perigosamente educada — quando alguém perde algo de valor, é comum tentar reduzir aquilo que não conseguiu manter.

Peter travou o maxilar e Edward não parou.

— Inclusive… — acrescentou, agora com um meio sorriso que não alcançava os olhos — eu deveria te agradecer.

A tensão aumentou entre eles.

Clara prendeu o riso e Adrian desviou o olhar por um segundo, já antecipando o impacto.

— Porque, sinceramente… — Edward deu um passo mínimo à frente, ainda mantendo Dayse sob o toque firme e inquestionável — se você não tivesse sido incapaz de perceber o que tinha nas mãos eu não teria a oportunidade de ter essa mulher maravilhosa livre para mim.

O olhar de Peter se manteve fixo, duro, carregado de uma irritação que ele claramente tentava controlar, mas Edward simplesmente não demonstrava qualquer tipo de pressa em encerrar aquilo, porque, na verdade, ele não estava reagindo, ele estava conduzindo.

E fazia isso com uma naturalidade quase arrogante.

A mão dele, que já estava apoiada na cintura de Dayse, começou a se mover devagar, firme e segura, deslizando pela lateral do corpo dela até se ajustar perfeitamente à curva da sua cintura, com um encaixe íntimo demais para aquele ambiente, como se aquele toque não fosse apenas um gesto… mas uma forma silenciosa e inequívoca de deixar claro que ela era dele.

O corpo de Dayse reagiu no mesmo instante com um arrepio sutil que percorreu sua pele, começando no ponto exato onde os dedos dele pressionavam e se espalhando de forma traiçoeira, fazendo com que sua respiração perdesse o ritmo por um segundo breve demais para ser controlado, mas longo o suficiente para ser percebido por ele.

Os lábios dele voltaram a se aproximar do pescoço dela, mas dessa vez o movimento foi ainda mais lento, era como se ele estivesse saboreando cada segundo daquela aproximação, cada reação que arrancava dela, cada olhar ao redor que ele simplesmente escolhia ignorar.

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