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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 51

“Algumas verdades não são confessadas… são exibidas.”

Dayse ainda não tinha entendido completamente o que estava acontecendo, mas já sabia, com uma certeza perigosa, que aquilo tinha passado do limite.

— O que foi tudo isso? — perguntou, direta, sem rodeios, mas com a voz levemente mais baixa do que pretendia, como se ainda estivesse tentando recuperar o controle que ele tinha bagunçado sem esforço.

Edward não respondeu de imediato, e esse silêncio, disse muito mais do que qualquer palavra poderia falar. Ele se limitava a observá-la com uma calma quase irritante, prestando atenção em cada detalhe, cada reação, cada pequena falha na postura que ela tentava sustentar.

Os braços se cruzaram diante do corpo, num gesto relaxado demais para alguém que tinha acabado de provocar aquele tipo de caos, enquanto a cabeça inclinava levemente para o lado, como se estivesse analisando não a pergunta… mas a reação dela.

O sorriso surgiu devagar, carregado de intenção, satisfação e uma certeza perigosa de que ele sabia exatamente o efeito que causava.

— Ora… — começou, com a voz baixa e arrastada, como se aquilo fosse óbvio demais para precisar ser explicado — eu estava apenas fazendo um favor pra você.

O olhar dela estreitou.

— Deixando bem claro pro seu ex-namorado… — o canto da boca dele se curvou levemente — que você não está mais disponível.

O coração dela falhou por um segundo. E ela odiou o fato de todo o corpo dela reagir a ele mais do que gostaria.

Edward diminuiu ainda mais a distância entre eles ficando perto o suficiente para que a presença dele voltasse a interferir na respiração dela e que qualquer tentativa de manter distância se tornasse irrelevante.

Ele inclinou o rosto na direção dela, devagar deixando que o calor da respiração tocasse a pele antes mesmo de qualquer palavra, antes mesmo de qualquer contato mais direto, criando aquela antecipação insuportável que ele parecia gostar de construir.

— E tudo o que eu disse… — sussurrou, próximo demais do ouvido dela — não foi exagero. Foi a mais pura verdade.

O corpo dela reagiu antes da mente.

O calor subiu rápido demais, tingindo a pele do rosto, descendo pelo pescoço, espalhando-se com uma intensidade que ela definitivamente não queria sentir ali, naquele momento, muito menos na frente dele.

Dayse desviou o rosto rapidamente, como se aquele pequeno gesto fosse suficiente para recuperar algum tipo de controle… mas não era, porque o corpo dela ainda permanecia ali, preso à proximidade dele, e a presença dele continuava impossível de ignorar.

E, como se aquele momento tivesse sido apenas mais um detalhe irrelevante para ele, Edward se afastou o suficiente para retomar o controle da situação com a mesma naturalidade de sempre.

— Ah, antes que eu esqueça… — disse, com um tom quase casual, como se não tivesse acabado de humilhar alguém em público — esse é Adrian, meu secretário e melhor amigo.

Ele fez um leve gesto com a cabeça.

Adrian deu um passo à frente, elegante, discreto, mas com aquele ar de quem observa tudo e guarda mais do que revela, ajustando levemente o punho da camisa antes de oferecer um sorriso controlado.

— Adrian Keller — disse, estendendo a mão, dessa vez sendo devidamente correspondido.

Clara foi a primeira.

— Clara Vasconcelos— respondeu, apertando a mão dele com firmeza, o avaliando de cima a baixo sem qualquer tentativa de disfarçar — e, só pra deixar claro… eu já estava interessada antes mesmo da apresentação formal.

Adrian soltou um riso curto, corando.

Marina, ao lado, respirou fundo antes de se apresentar, tentando manter a compostura.

— Marina Duarte.

— Prazer, Marina.

A troca foi rápida, mas não superficial.

Edward observava tudo em silêncio. Aproveitou que Adrian conversava com Marina e se inclinou novamente para Dayse e disse:

— Amanhã nós temos um jantar, um evento corporativo. — murmurou, com a voz baixa, firme, sem espaço para negociação. — eu preciso que você esteja ao meu lado.

Dayse virou levemente o rosto, o suficiente para olhar para ele de lado, estreitando os olhos com um misto perigoso de desafio e algo que ela ainda não estava pronta para nomear.

— Precisa… ou quer? — devolveu, no mesmo tom baixo.

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