“Ele sempre controlou tudo… até encontrar alguém que gostava de testar limites.”
Dayse não estava mais tentando manter o controle, e isso tornava tudo mais perigoso.
Em algum momento entre uma música e outra, o bar ao redor deles pareceu desaparecer.
E não foi só impressão.
Marina já tinha ido embora, provavelmente desistindo de tentar controlar uma situação que claramente já tinha saído do controle há muito tempo. Adrian e Clara também tinham desaparecido em algum ponto da noite, deixando para trás apenas o eco das risadas e o caos que ajudaram a alimentar.
Agora, restavam apenas os dois.
Dayse girou lentamente o corpo dentro do círculo formado pelos braços dele, até ficarem frente a frente. O vestido subiu perigosamente nas coxas com o movimento, revelando ainda mais da pele macia e dourada, mas, naquele momento, ela já não parecia se importar com quem estava olhando.
Sem hesitar, ergueu os braços e os envolveu ao redor do pescoço dele, os dedos se entrelaçando na nuca de Edward enquanto ela colava o corpo ao dele com uma intimidade descarada, como se aquela proximidade já não fosse mais uma escolha, mas um impulso inevitável.
A voz saiu baixa, rouca, arrastada pelo álcool e carregada de provocação.
— Você não presta… — murmurou, com os lábios próximos demais dos dele, o hálito quente roçando sua pele — mas é gostoso pra caramba.
Edward soltou uma risada baixa, grave, enquanto as mãos deslizavam pela cintura dela com calma, descendo até se firmarem na curva do quadril, segurando-a com uma firmeza que não era brusca, mas também não era negociável.
Os olhos dele brilhavam.
Não só de desejo. Mas de controle.
— Acho que já está na hora de eu te levar pra casa — murmurou, com a voz baixa, próxima, quase soando como um aviso — antes que eu esqueça onde a gente está.
Dayse fez um bico leve, manhoso, inclinando o rosto com um charme despreocupado, com os olhos semicerrados brilhando de um tipo de ousadia que o álcool só tinha intensificado.
— Mas eu queria beber mais um pouco…
Edward soltou um pequeno riso pelo nariz.
— Já deu por hoje.
O tom veio firme e sem espaço para discussão. Mas ainda assim, carregado de um divertimento discreto.
— Seu chato… — reclamou, se afastando só o suficiente para encará-lo melhor.
Ele não respondeu de imediato. Apenas observou.
E então disse:
— Eu te levo.
Dayse sorriu devagar. Mordendo o lábio inferior de forma deliberada, sustentando o olhar com uma provocação quase infantil… e perigosamente consciente.
— Eu não vou transar com você, senhor Fitzgerald.
Edward não respondeu com palavras. Apenas sustentou o olhar dela por um segundo longo demais, enquanto o canto da boca se curvava em um sorriso lento, perigoso, como se aquela frase tivesse sido interpretada não como um limite, mas como um desafio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe