“Alguns homens dizem sim… os perigosos fazem você desejar o não.”
Dayse não estava acostumada a ser recusada, muito menos por alguém que claramente a queria.
Sem aviso, ela abriu o botão da calça dele com habilidade, puxou o zíper para baixo e deslizou a mão para dentro da cueca. Seus dedos envolveram a pele quente e sedosa do membro de Edward, apertando levemente na base antes de subir devagar, sentindo cada veia pulsando sob seu toque. Ela começou a masturbá-lo com movimentos lentos e firmes, roçando polegar contra a glande inchada e sensível, espalhando o líquido pré-gozo que já escapava.
— Por favor… — sussurrou com a voz manhosa e cheia de desejo, roçando os lábios no pescoço dele enquanto a mão trabalhava ritmadamente. — Deixa eu chupar você… quero ver o grande Edward Fitzgerald perder o controle.
O corpo dele reagiu rápido e essa era a parte perigosa. Porque não era falta de vontade, era excesso. Manter o controle exigia mais esforço do que ele estava disposto a admitir.
Edward soltou um gemido rouco, enquanto os dedos apertaram o volante com força, até os nós ficarem esbranquiçados sob a pressão. A língua passou lentamente pelo lábio inferior, num gesto automático, tentando conter o que de fato ele queria fazer.
O olhar escureceu. Ele piscou devagar uma vez. Como se estivesse se obrigando a se recompor antes de tomar uma decisão que o próprio corpo já tinha abandonado.
O maxilar travou.
Perder o controle?
Um sopro quase irônico atravessou seus pensamentos, porque ela realmente achava que aquilo era sobre ele perder alguma coisa e não era. Se ele cedesse, não seria perda, seria domínio, seria ela aprendendo, do jeito mais lento, mas intenso e mais irreversível possível, exatamente o que acontece quando ele decide parar de se controlar.
— Não, Dayse — respondeu com a voz grave e controlada, embora estivesse claramente por um fio. — Eu quero transar com você sóbria. Quero que você lembre de cada segundo… de cada estocada, de cada vez que eu te fizer gozar. Hoje você tá bêbada demais. Amanhã, quando estiver lúcida, eu vou te foder do jeito que você merece… devagar, fundo e por horas.
Dayse parou os movimentos da mão por um instante, arregalou os olhos e se afastou irritada, retirando a mão de dentro da calça dele com um muxoxo de frustração. Cruzou os braços sobre os seios bufando.
O gesto não era apenas birra, era uma tentativa clara de esconder o quanto aquilo tinha atingido ela. Porque não estava acostumada a ser recusada. Muito menos por alguém que claramente a queria.
Edward a queria mais do que deveria. O problema era que ele também sabia exatamente quando não ceder.
Ela bufou, virando o rosto para a janela irritada.
— Idiota… — murmurou, emburrada, embora o desejo ainda queimasse em seu corpo.
O resto do trajeto foi feito em silêncio , mas o clima tenso ainda existia entre os dois. Quando finalmente chegaram ao prédio de Dayse, ela não esperou. Assim que Edward parou o carro, ela abriu a porta e desceu rapidamente, quase caindo no chão ao tropeçar nos saltos.
— Droga de saltos. — levou a mão retirando cada um deles e segurando nas mãos.
Edward suspirou fundo, passou a mão pelo rosto e saiu do carro, trancando-o antes de segui-la até a entrada do edifício.
Dentro do elevador, os dois permaneceram em silêncio absoluto.
Dayse estava encostada em um canto com os braços cruzados, olhando para o chão. Edward estava de frente para ela, com os olhos fixos em seu corpo, especialmente nas coxas. Nenhum dos dois disse uma palavra, mas a tensão sexual entre eles era gritante, como se o menor toque pudesse fazer tudo explodir.
Quando as portas do elevador se abriram no andar dela, Dayse saiu primeiro e caminhou direto para o apartamento, abrindo a porta com a chave. Edward entrou logo atrás, fechando a porta com um clique suave.
Sem dizer nada, Dayse caminhou em direção ao quarto, com os passos um pouco instáveis pelo álcool. Parou no meio do cômodo, se virando de frente para ele e, com um olhar desafiador, segurou a barra do vestido vermelho puxando-o para cima devagar, revelando a curva da cintura, os seios firmes e os mamilos rosados já endurecidos. Deixou o vestido cair no chão aos seus pés, ficando apenas com uma calcinha minúscula de renda vermelha que mal cobria sua intimidade.

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