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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 56

“Alguns homens perdem o controle quando cedem ao desejo…outros perdem quando precisam resistir a ele.”

O problema de um homem como Edward Fitzgerald nunca foi o desejo.

Foi o fato de que, quando ele finalmente o sentia de verdade, controlar deixava de ser uma escolha e passava a ser uma guerra.

E naquela manhã, enquanto atravessava a empresa como se tudo ainda estivesse sob controle, havia algo nele que já tinha perdido.

Edward Fitzgerald não parecia um homem que tinha tido uma boa noite e Adrian percebeu isso antes mesmo de ele dizer qualquer coisa.

Não foi pelo atraso, porque Edward nunca se atrasava, nem pela roupa, que estava impecável, como sempre, o terno alinhado ao corpo como uma extensão natural de quem estava acostumado a comandar ambientes inteiros sem precisar levantar a voz.

Foi… o olhar.

Havia algo diferente ali.

Mais escuro, mais tenso e mais irritado.

Edward entrou na sala de reuniões sem anunciar sua presença, mas ainda assim foi como se o ar tivesse mudado de densidade no instante em que ele cruzou a porta, fazendo conversas morrerem no meio das frases e olhares se voltarem automaticamente para ele.

Adrian, que já estava sentado à direita da mesa, interrompeu o movimento de folhear alguns relatórios e ergueu os olhos com uma atenção imediata e precisa, como alguém que já conhecia aquele padrão.

E não gostou do que viu.

Porque Edward não estava apenas sério. Ele parecia afiado. O tipo de afiado que cortava antes mesmo de tocar.

— Podem começar. — disse, sem sequer cumprimentar ninguém, com a voz baixa, firme, carregada de uma impaciência controlada que não era comum, mas que, quando aparecia, significava problema.

Um dos diretores tentou iniciar a apresentação, mas bastaram poucos minutos para que o clima começasse a se deteriorar.

— Isso está errado.

A interrupção veio seca, direta e sem qualquer tentativa de suavizar.

O homem à frente da tela hesitou, claramente pego de surpresa.

— Senhor, eu acredito que…

— Você acredita ou você verificou? — Edward cortou novamente, inclinando levemente a cabeça, mantendo os olhos fixos nele com uma intensidade desconfortável. — Porque essas são duas coisas completamente diferentes e, no meu mundo, apenas uma delas é aceitável.

O silêncio caiu pesado.

Adrian observou o modo como Edward girava lentamente a caneta entre os dedos, o movimento aparentemente casual contrastando com a tensão sutil no maxilar, com a forma como os ombros estavam levemente mais rígidos do que o habitual.

Observou o tempo de resposta.

Mais curto.

Mais agressivo.

Mais… impaciente.

— Refaça — Edward continuou, empurrando o relatório de volta pela mesa com um gesto seco. — E da próxima vez, me entregue algo que não me faça perder tempo.

O homem assentiu rapidamente, claramente desconfortável.

E aquilo por si só, não era normal. Não daquele jeito. Edward sempre foi exigente, mas hoje ele estava… pessoal.

E Adrian percebeu no tom de voz dele, na escolha das palavras e no fato de que Edward não estava apenas corrigindo erros, estava descontando alguma coisa.

A reunião seguiu. Ou, pelo menos, tentou.

Porque cada comentário de Edward vinha carregado de um nível de sarcasmo que beirava o provocativo, cada observação parecia cuidadosamente escolhida para atingir exatamente onde doía mais, e cada silêncio dele entre uma fala e outra parecia mais pesado do que qualquer crítica direta.

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