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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 7

Dayse Whitmore

— Ele quer que eu me case com ele.

Marina ficou imóvel por dois segundos inteiros, como se estivesse tentando processar a bomba que eu acabava de soltar.

Então piscou.

— O quê?

Clara começou a rir.

— Você ainda não ouviu nada amiga.

— Clara! — reclamei.

Mas Marina ainda estava olhando para mim como se eu tivesse acabado de dizer que a Terra era plana.

— Dayse… — murmurou ela lentamente. — Você está falando sério?

— Sim. Na verdade é um casamento de mentira. Ele precisa de uma falsa esposa por causa do avô, e… em troca… ele resolveria o problema do contrato.

Marina abriu a boca, fechou e depois abriu novamente.

— Espera… espera… espera…

Ela colocou as duas mãos na mesa.

— Você está me dizendo que o presidente da empresa te chamou na sala dele e pediu para casar com você?

— Exatamente.

Clara levantou o copo.

— Não é romântico?

Eu revirei os olhos. Mas Marina ainda não tinha terminado de processar.

— Isso é um absurdo.

— Eu sei.

— Parece um roteiro de novela das seis, isso sim. — disse Clara com um sorriso nos lábios.

Marina ainda me encarava surpresa, como se tentasse processar tudo o que eu havia dito.

— E você… o que respondeu?

Antes que eu pudesse responder, Clara se inclinou sobre a mesa com um sorriso perigosamente divertido.

— Ah, Marina… essa ainda nem é a melhor parte.

Eu estreitei os olhos para ela.

— Clara, eu juro que…

Mas ela ignorou completamente.

— A melhor parte é que a nossa querida Dayse aqui…

Ela apontou para mim novamente.

— Já passou uma noite inteira com aquele Deus do olimpo.

Marina congelou e virou lentamente a cabeça para mim.

— Dayse…

Eu fechei os olhos por um segundo, sabendo exatamente o que viria. Quando os abri novamente, ela ainda estava me encarando.

— Você está me dizendo que o homem com quem você passou a noite… é o Edward Fitzgerald?

Eu soltei o ar lentamente.

— Sim.

O silêncio que caiu sobre a mesa foi tão pesado que parecia possível tocá-lo.

— Meu Deus!

Clara tomou um gole da bebida e murmurou, satisfeita:

— Agora a história ficou interessante.

Engoli em seco e peguei o copo sobre a mesa.

— Isso não é interessante — murmurei, tomando um gole da bebida. — Isso é um desastre.

Clara sorriu como se estivesse assistindo ao começo de um espetáculo.

— Ah, querida… desastres são sempre interessantes.

Marina ainda parecia estar tentando organizar todas as peças daquela história dentro da própria cabeça.

Eu conseguia ver claramente o momento em que ela tentava alinhar os fatos: o contrato errado, a reunião com o presidente, a proposta absurda de casamento… e agora a pequena revelação que Clara tinha jogado na mesa com a delicadeza de uma granada.

Ela respirou fundo, apoiando os cotovelos sobre a mesa enquanto me observava com atenção.

— Dayse… — começou com cuidado — o que você pretende fazer?

Eu ainda nem tinha aberto a boca quando Clara respondeu por mim.

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