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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 88

“Alguns homens não provocam por impulso… Eles fazem isso com precisão, porque sabem exatamente onde vai doer.”

Algumas reações não precisam ser explicadas e Adrian tinha acabado de entregar exatamente o que Edward queria ver.

Ele ainda não tinha conseguido voltar ao normal, e não era por falta de tentativa, mas porque cada vez que o olhar dele, mesmo que por um segundo, ameaçava se mover na direção da casa, o corpo reagia antes da razão, como se ele estivesse tentando conter algo que já tinha escapado completamente do controle.

O maxilar permanecia tensionado, os ombros levemente rígidos, e havia um desconforto evidente na forma como ele segurava o copo, girando o líquido sem realmente beber, como se precisasse de alguma distração física para não demonstrar o quanto aquilo tudo tinha mexido com ele.

Edward estava sentado próximo da piscina, com o corpo relaxado e a postura despreocupada, como se não estivesse prestando atenção em nada específico. Mas estava.

Ele observava Adrian.

Acompanhava cada reação, cada movimento, cada tentativa falha do amigo de parecer normal. Deixou o silêncio se estender de propósito, apenas olhando, esperando, avaliando até onde Adrian conseguiria se controlar… antes de decidir intervir.

Ele inclinou levemente a cabeça na direção de Adrian, deixando o olhar percorrer sem qualquer disfarce o rubor que subia pelo pescoço do amigo até alcançar o rosto, e então soltou um sorriso lento, quase preguiçoso mas perigoso demais para ser inocente.

— E então… — começou, em um tom calmo demais para ser inocente, girando o copo na mão enquanto desviava o olhar por um segundo, apenas para voltar em seguida, direto, preciso — me diz uma coisa… você gostou da surpresa?

Adrian não apenas travou. Ele praticamente congelou.

O movimento foi instantâneo. O corpo inteiro reagiu de uma vez só, como se aquela pergunta tivesse atingido um ponto que ele claramente não estava preparado para defender, enquanto o olhar desviava rápido e o leve rubor subia pelo rosto sem qualquer permissão.

Ele piscou uma vez, duas. E demorou mais do que deveria para conseguir formular qualquer resposta minimamente coerente.

— Eu… — limpou a garganta, passando a mão pelo cabelo em um gesto nervoso — eu não faço ideia do que você está falando.

Rápido e firme demais, o que o tornava completamente pouco convincente.

Edward soltou uma risada baixa, arrastada, enquanto inclinava levemente a cabeça e se aproximava só o suficiente para invadir o espaço do amigo com uma intimidade provocativa.

— Não faz? — repetiu, devagar, como se estivesse saboreando cada palavra — curioso… porque, pela forma como você parou de respirar quando ela saiu daquele carro, eu diria que você entendeu perfeitamente.

Ele fez uma pausa curta, analisando a reação do outro com um prazer quase indecente.

E então completou, mais baixo, mais direto:

— Sabe sim… — murmurou — e tá vermelho pra caralho.

Adrian travou de vez.

Porque, naquele exato momento, ele percebeu que não tinha sido apenas Edward que tinha notado. Augustus e o amigo dele, também estavam olhando para ele curiosos.

E, ao contrário de Edward, os dois eram mais discretos.

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