“Alguns homens não pedem… eles simplesmente tomam.”
Algumas decisões não são anunciadas. Elas simplesmente acontecem.
E, no momento em que Edward se levantou, ficou claro que ele já tinha decidido.
— Você não vai se juntar à sua noiva? — perguntou Augustus, lançando um olhar atento na direção da piscina enquanto girava o copo entre os dedos, como se a pergunta fosse casual, embora carregada de intenção.
Edward Fitzgerald não respondeu de imediato.
Ele apenas manteve o olhar fixo à frente por um segundo a mais do que o necessário, como se estivesse avaliando algo que não precisava ser dito em voz alta, antes de ignorar completamente o comentário do avô e se levantar com uma calma que não combinava com a tensão evidente no ar.
Começou a caminhar em direção a piscina, como alguém que já tinha tomado uma decisão e não via motivo para explicá-la.
Na piscina, Dayse estava de costas para onde eles estavam.
Tentava, com um esforço cada vez menos convincente, prestar atenção na conversa animada entre Clara e Beatrice, respondendo no momento certo, sorrindo quando precisava, mas sem realmente absorver nada do que estava sendo dito, porque a mente ainda estava presa ao que tinha acabado de acontecer.
A vergonha ainda estava ali.
Viva e misturada com irritação.
Principalmente quando o olhar dela escapava, inevitavelmente, para Clara, que agora parecia perfeitamente confortável dentro da água, exibindo um biquíni modesto, discreto, completamente fora do padrão provocador que costumava usar… como se tivesse escolhido aquilo de propósito.
E Dayse sabia que tinha sido.
— Você fez isso de propósito… — murmurou, baixo, sem encará-la diretamente.
Clara apenas sorriu de lado, como se aquilo fosse óbvio demais para precisar de confirmação.
Foi então que Beatrice levantou o olhar para fora da piscina e sorriu.
Clara acompanhou o movimento no mesmo instante e, ao identificar quem se aproximava, mordeu levemente o lábio inferior, claramente tentando conter a própria reação.
Dayse gelou.
O corpo inteiro reagiu antes que a mente acompanhasse, porque ela não precisava se virar para reconhecer quem era. O som da água se abrindo denunciou a presença, as pequenas ondas se espalharam ao redor, quebrando a falsa tranquilidade do momento, e, antes que Dayse pudesse dizer qualquer coisa ou sequer se preparar, ela já sentiu braços firmes envolvendo sua cintura por trás.
Braços firmes e possessivos.
O corpo dela enrijeceu por um instante, enquanto o calor se espalhava pela pele assim que os lábios dele tocaram seu ombro em um beijo lento, intencional e íntimo demais para passar despercebido.
— Veio se refrescar, princesa… — murmurou com a voz baixa, próxima demais — nem me convidou?
Dayse deixou escapar um sorriso sem graça, sentindo a respiração falhar levemente pela proximidade, pela forma como o corpo dele se encaixava ao dela sem pedir permissão, enquanto tentava manter alguma aparência de normalidade diante das outras.
Beatrice virou o rosto na direção dos dois, com o olhar divertido percorrendo a cena.
— Sempre possessivo, não é mesmo priminho? — comentou, com um leve arquear de sobrancelha.
Edward não se afastou, nem diminuiu o contato. Muito pelo contrário.
A mão dele permaneceu firme na cintura dela, como se reforçasse o que já estava implícito, enquanto inclinava levemente o rosto na direção da prima.
— Você sabe, priminha… — respondeu, tranquilo, com um leve sorriso — eu nunca abro mão do que é meu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe