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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 92

“O problema nunca foi o teatro… foi quando parou de ser fingimento.”

Algumas provocações não são feitas para serem ignoradas. Elas são feitas para testar limites.

E, no momento em que Margareth sorriu, ficou claro que alguém ali ia perder o controle.

— Vocês dois estão muito contidos… — disse Margareth, com um sorriso calmo, mas carregado de malícia — nem parecem um casal de verdade.

O comentário foi direto e provocativo, feito no momento certo. O clima ao redor da piscina mudou na hora. As conversas diminuíram, alguns olhares se voltaram para eles, e Dayse percebeu a atenção de todos, como se o espaço tivesse ficado menor de repente.

Ela tentou manter o sorriso no lugar.

— Acho que estamos indo bem…

Mas não conseguiu terminar a frase.

A mão de Edward deslizou com firmeza pela cintura dela e a puxou contra o corpo dele sem qualquer hesitação. Antes que Dayse pudesse reagir, a outra mão dele subiu devagar pela lateral do seu corpo, por baixo da água, até roçar a curva externa do peito dela. Os dedos dele pressionaram levemente a lateral macia, roçando o polegar bem perto do bico do seio, de forma deliberada e possessiva.

Dayse soltou um gemido baixo e involuntário ao sentir o toque, sentindo o seu corpo lhe trair no mesmo instante.

Edward inclinou o rosto até o ouvido dela, com a voz rouca e carregada de safadeza:

— Tá sentindo como eu tô duro pra você, Dayse? — murmurou, pressionando o quadril contra ela para que sentisse claramente o volume rígido e latejante dele roçando contra sua barriga. — Essa porra tá latejando desde que você entrou nessa piscina com esse biquíni minúsculo.

Ela arfou e arregalou os olhos por um segundo, mas logo controlou a expressão para quem estava olhando.

— Edward… — sussurrou com a voz tremendo levemente.

— Shhh… minha avó tá olhando — ele respondeu, mas o tom era qualquer coisa menos respeitoso. Era puro desejo disfarçado de provocação. — Então finge que tá gostando… mesmo que a gente saiba que você tá adorando sentir o quanto eu estou excitado por você.

Dayse não respondeu de imediato. Mas também não recuou. Muito pelo contrário.

A mão dele apertou a cintura de Dayse com mais firmeza enquanto, sem pressa, a guiava para o lado da piscina, afastando os dois do centro e conduzindo-a até a parte mais lateral, onde estavam menos expostos, longe dos olhares curiosos que ainda tentavam disfarçar atenção.

Dayse só se deu conta quando sentiu as costas encontrarem a parede fria da piscina.

— Porra… você geme tão gostoso — ele sussurrou contra os lábios dela, entre um beijo e outro, com a voz baixa e rouca só para ela ouvir. — Imagina eu te fodendo bem aqui, bem devagar, enquanto todo mundo acha que a gente só tá se beijando…

O beijo ficou mais molhado, mais urgente. A mão dele desceu novamente, apertando a bunda dela por baixo d’água, puxando-a com força contra sua ereção.

Do outro lado da piscina, Clara fingia conversar com Beatrice, mas seus olhos brilhavam de orgulho. Camila observava tudo com uma expressão fria e atenta. Margareth e Helena se entreolharam satisfeitas e logo voltaram a conversar.

Adrian, por sua vez, não conseguia desviar o olhar, porque aquilo não parecia mais encenação. Parecia que dois corpos estavam se consumindo mutuamente.

Quando Edward finalmente se afastou, ele não foi longe. Encostou a testa na dela, com as respirações ofegantes se misturando, e murmurou com a voz grave e cheia de promessas sujas:

— Continua fingindo que é só teatro, amor… mas nós dois sabemos, que você tá molhada pra caralho agora, não é?

Dayse não respondeu. Não conseguia. Porque, pela primeira vez desde que aquele jogo começou, ela já não sabia mais se ainda queria fingir.

E, pela forma como Edward a olhou, ficou claro.

Ele sabia que ela o desejava.

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