“O problema nunca foi o teatro… foi quando parou de ser fingimento.”
Algumas provocações não são feitas para serem ignoradas. Elas são feitas para testar limites.
E, no momento em que Margareth sorriu, ficou claro que alguém ali ia perder o controle.
— Vocês dois estão muito contidos… — disse Margareth, com um sorriso calmo, mas carregado de malícia — nem parecem um casal de verdade.
O comentário foi direto e provocativo, feito no momento certo. O clima ao redor da piscina mudou na hora. As conversas diminuíram, alguns olhares se voltaram para eles, e Dayse percebeu a atenção de todos, como se o espaço tivesse ficado menor de repente.
Ela tentou manter o sorriso no lugar.
— Acho que estamos indo bem…
Mas não conseguiu terminar a frase.
A mão de Edward deslizou com firmeza pela cintura dela e a puxou contra o corpo dele sem qualquer hesitação. Antes que Dayse pudesse reagir, a outra mão dele subiu devagar pela lateral do seu corpo, por baixo da água, até roçar a curva externa do peito dela. Os dedos dele pressionaram levemente a lateral macia, roçando o polegar bem perto do bico do seio, de forma deliberada e possessiva.
Dayse soltou um gemido baixo e involuntário ao sentir o toque, sentindo o seu corpo lhe trair no mesmo instante.
Edward inclinou o rosto até o ouvido dela, com a voz rouca e carregada de safadeza:
— Tá sentindo como eu tô duro pra você, Dayse? — murmurou, pressionando o quadril contra ela para que sentisse claramente o volume rígido e latejante dele roçando contra sua barriga. — Essa porra tá latejando desde que você entrou nessa piscina com esse biquíni minúsculo.
Ela arfou e arregalou os olhos por um segundo, mas logo controlou a expressão para quem estava olhando.
— Edward… — sussurrou com a voz tremendo levemente.
— Shhh… minha avó tá olhando — ele respondeu, mas o tom era qualquer coisa menos respeitoso. Era puro desejo disfarçado de provocação. — Então finge que tá gostando… mesmo que a gente saiba que você tá adorando sentir o quanto eu estou excitado por você.
Dayse não respondeu de imediato. Mas também não recuou. Muito pelo contrário.
A mão dele apertou a cintura de Dayse com mais firmeza enquanto, sem pressa, a guiava para o lado da piscina, afastando os dois do centro e conduzindo-a até a parte mais lateral, onde estavam menos expostos, longe dos olhares curiosos que ainda tentavam disfarçar atenção.
Dayse só se deu conta quando sentiu as costas encontrarem a parede fria da piscina.

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