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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 94

“Provocar é fácil. Difícil é lidar com as consequências.”

A pior decisão que alguém pode tomar não é beber demais… é beber quando já está prestes a perder o controle.

Do outro lado, perto do bar da piscina, Dayse ainda sentia o corpo quente e agitado. O coração martelava contra as costelas enquanto ela caminhava até onde Clara e Beatrice estavam. A água que escorria pelo seu corpo deixava um rastro brilhante no piso de pedra clara. Ela pegou a saída de banho envolvendo o corpo, tentando minimizar o calor que ainda ardia no seu corpo.

Clara foi a primeira a notar a aproximação da amiga.

Um sorriso safado, lento e cheio de cumplicidade curvou seus lábios enquanto encarava Dayse de cima a baixo, claramente divertindo-se com o estado da amiga. Beatrice, por sua vez, fingia estar muito interessada no próprio copo de bebida, olhando para o horizonte como se nada de interessante tivesse acontecido nos últimos minutos. Sua expressão era de pura neutralidade, embora o leve rubor em suas bochechas a entregasse.

Dayse parou ao lado delas, apoiando um cotovelo no balcão do bar. Seus olhos encontraram os de Clara por um segundo, e ela sustentou o olhar com desafio, mas não disse nada ainda.

Ela então se virou para o rapaz que preparava os drinks atrás do balcão, um jovem de cabelo escuro e sorriso profissional e falou com a voz ainda um pouco rouca:

— Por favor, você tem… tequila?

O bartender confirmou com a cabeça, já se virando para pegar a garrafa e um shot glass. Ele preparou a dose com rapidez e eficiência, colocando o copinho na frente dela junto com um pequeno prato de limão e sal.

Beatrice não conseguiu se segurar por muito tempo. Aproximou-se um pouco mais de Dayse, erguendo uma sobrancelha com um sorrisinho discreto.

— Tequila? — perguntou com a voz leve, quase inocente. — Por essa eu não esperava.

Clara sorriu ainda mais largo, se inclinando sobre o balcão com um ar de quem sabia exatamente o que estava acontecendo.

— A Dayse adora uma bebida mais forte, principalmente quando precisa… esfriar a mente — completou com o tom carregado de malícia, e os olhos brilhando enquanto observava a amiga.

Dayse ignorou o comentário. Pegou o shot de tequila, lambeu o sal na mão, bebeu o líquido de uma vez só e mordeu o limão com força. O ardor desceu queimando pela garganta, espalhando um calor diferente pelo corpo. Um que ajudava a disfarçar o outro, ainda mais perigoso, que latejava entre suas pernas. Sem esperar, ela empurrou o copinho vazio de volta para o bartender.

— Mais um — pediu, com a voz firme.

Clara se aproximou ainda mais da amiga, baixando o tom de voz para que só Dayse e Beatrice ouvissem. Seu sorriso safado não diminuiu nem por um segundo.

— Só toma cuidado, você sabe como a tequila te deixa mais… ousada — murmurou, quase sussurrando, com um olhar significativo. — E pelo que eu vi lá na piscina, você já está bem no limite hoje.

Dayse sentiu um arrepio percorrer a espinha.

O gosto da tequila ainda queimava na língua, misturando-se ao desejo que não havia diminuído desde que havia saído da piscina. Ela virou o rosto para encarar a amiga, com os olhos semicerrados, enquanto um sorriso lento e provocador surgia em seus lábios rosados.

— Talvez eu queira ficar ousada hoje, Clara — respondeu com a voz baixa e carregada de desafio. — Talvez eu esteja com vontade de estar no controle.

Beatrice quase engasgou com o próprio drink, arregalando os olhos discretamente enquanto fingia tossir. Clara, por outro lado, soltou uma risadinha baixa, claramente encantada com a resposta da amiga.

Dayse pegou o segundo shot que o bartender acabou de servir, girando o copinho entre os dedos por um momento. O álcool já começava a aquecer seu sangue, deixando sua pele mais sensível, e os pensamentos mais soltos. Ela olhou para o líquido transparente e, sem hesitar, repetiu o ritual: sal, tequila, limão. O terceiro shot desceu ainda mais fácil, e um calor agradável se espalhou pelo seu estômago.

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