“Alguns jogos começam com provocação… e terminam quando alguém esquece como parar.”
O erro nunca foi o desejo entre eles… foi o momento em que decidiram provocar como se estivessem no controle.
— Vou beber com você — disse ele, rouco, sem pedir permissão.
O bartender colocou mais um shot na frente dele. Edward pegou o saleiro, espalhou o sal no dorso da mão, lambeu devagar, virou a tequila de uma vez e mordeu o limão com força. Dayse ficou hipnotizada. O jeito como a língua dele passou pelo sal, o movimento do pomo de Adão subindo e descendo quando ele engoliu, o filete de limão que escorreu pelo canto da boca dele… tudo aquilo a deixou molhada de novo, excitada de um jeito quase vergonhoso.
Edward percebeu o olhar dela. Virou o rosto devagar, enquanto um sorriso perigoso curvava os lábios.
— O que foi, princesa? — sussurrou, aproximando-se até seus lábios quase tocarem a orelha dela. — Tá a minha boca em outro lugar?
Dayse sentiu um arrepio violento percorrer a espinha. Ele continuou, com a voz baixa e safada só para ela:
— Porque eu tô pensando em te jogar em cima desse balcão e chupar você até suas pernas tremerem. Quero sentir esse gosto doce misturado com tequila na minha língua…
Ela apertou as coxas uma contra a outra, sentindo a respiração acelerar ainda mais.
Edward desceu o olhar pelo corpo dela e parou nos seios. Os mamilos estavam marcados, duros e evidentes contra o tecido fino e molhado do biquíni. Um sorriso lento e predatório se abriu em seus lábios.
Dayse sentiu o rosto queimar, mas não cobriu os seios. Pelo contrário, o olhar dele a deixou ainda mais excitada.
Edward notou e deu uma risadinha baixa.
— Tá molhada de novo, né? — murmurou, roçando os dedos discretamente na lateral da cintura dela. — Eu consigo sentir o cheiro do seu desejo em você, mesmo daqui.
Dayse virou o rosto, o encarando com os olhos brilhando pelo álcool e pela excitação. Ela se inclinou um pouco para frente, deixando o bico dos seios roçarem o peito dele por um segundo.
— E você? Ainda duro por minha causa? — provocou com a voz manhosa. — Ou já aprendeu a se controlar?
Edward segurou o pulso dela com firmeza, puxando-a mais para perto.
— Eu tô duro pra caralho, Dayse. E a culpa é sua. Se a gente não estivesse cercado de gente, eu já teria te arrastado para algum canto escuro, abaixado esse biquíni e te fodido até você esquecer o próprio nome.
Ela mordeu o lábio, sentindo o corpo inteiro latejar. Edward continuou sussurrando safadezas no ouvido dela:
— Imagina eu te virando de costas nesse balcão… segurando seu cabelo enquanto meto fundo… te fazendo gemer meu nome bem baixinho pra ninguém ouvir.
Dayse fechou os olhos por um segundo, deixando-se levar pelo tom rouco e possessivo dele. A mão dele desceu discretamente até apertar de leve sua bunda por cima da saída de banho, apertando a carne macia.
— Edward… — murmurou, quase gemendo.
Ele sorriu contra a orelha dela.
— Isso mesmo. Geme meu nome assim de novo que eu fico ainda mais louco.
Os dois estavam perdidos naquele jogo perigoso, a respiração dela falhou quando ele se aproximou mais um passo. Que nem perceberam quando duas vozes familiares e claramente alteradas se aproximaram.
— Aaaaai, olha só esse casalzinho! — Beatrice praticamente gritou, já bem alegre, cambaleando um pouco ao lado de Clara.
Clara ainda estava sóbria e segurava um copo de bebida quase vazio enquanto achava graça a empolgação de Beatrice.

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