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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 49

Ela tentou se afastar, mas Renato foi mais rápido e a ajudou a se levantar. O movimento fez com que seus corpos se aproximassem no mesmo instante. Constrangida, Sara virou o rosto rapidamente, tentando escapar daquela proximidade inesperada.

Estar perto dele a deixava nervosa. Nunca havia ficado tão próxima de um homem como ficava ao lado de Renato e, além disso, não podia negar que ele era bonito, atraente demais para o seu próprio conforto. Aquilo só aumentava o constrangimento.

— Já amanheceu? — perguntou, tentando disfarçar o incômodo.

— Sim. Dormiu bem? — ele questionou.

— Demorei para pegar no sono — revelou.

Renato olhou para o sofá, depois voltou o olhar para ela.

— Como conseguiu dormir aí?

— E eu tive escolha? — rebateu, afastando-se do toque dele. — Até quando vamos ficar aqui? — perguntou, tentando mudar de assunto.

— Não sei — respondeu. — Temos um baile hoje à noite.

— É verdade.

Ela se afastou, caminhando em direção à porta do banheiro, mas foi impedida quando Renato falou atrás dela.

— Espera — pediu.

Sara parou e se virou devagar, encarando-o.

— O que quer de mim?

Renato demorou alguns segundos para responder. Parecia escolher as palavras com cuidado, algo incomum para ele.

— Sobre o que aconteceu ontem — disse, por fim. — Você foi bem cautelosa e me ajudou a não fazer nada por impulso.

Sara sentiu o coração acelerar, mas manteve o semblante firme.

— Quero que saiba que te agradeço por isso. Tenho um nome a zelar e não posso deixar que qualquer coisa me tire do sério — continuou.

Ele deu um passo à frente, mas parou antes de invadir o espaço dela.

— Você é esperta, Sara, sou homem o bastante para reconhecer isso.

— Do que me adianta o seu reconhecimento? Estou no meio de tudo isso sem direito a escolhas.

Renato assentiu lentamente.

— É claro que você tem escolha! — rebateu. — Se me ajudar do jeito certo, posso pensar em como recompensá-la.

Ela franziu o cenho.

— E como seria isso?

— Com respeito. — Fez uma pausa. — E com um acordo claro entre nós.

— Que tipo de acordo?

— Você não será humilhada enquanto estiver ao meu lado — afirmou. — Nem por mim, nem por ninguém. E eu não vou tomar decisões que te joguem contra a sua vontade no meio de guerras que não são suas.

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