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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 62

Alessandro estava somente com uma toalha enrolada na cintura, os cabelos ainda úmidos, sinal de que havia acabado de sair do banho.

Pela expressão debochada em seu rosto, não parecia um homem tomado por remorso ou medo. Pelo contrário, parecia alguém que esperava por aquilo havia tempo.

— Então você está aí, seu canalha! — disparou Renato, virando-se para ele. — Como ousou ir atrás da minha esposa e tocá-la?

— Ah, para com esse drama — Alessandro desdenhou. — Acha mesmo que essa história de esposa cola? Você só está com ela porque precisou substituir a Raquel de última hora.

— Eu não me importo com o que você pensa — gritou, dando um passo à frente. — Não pense que pode intimidar a Sara como se nada fosse acontecer com você.

— Quer mesmo que eu acredite que está aqui por ela? — provocou, com um sorriso torto. — Seja sincero consigo mesmo, Renato. Você só apareceu porque encontrou uma desculpa para descontar suas frustrações.

Ele não respondeu. A provocação foi o estopim.

Renato avançou sem aviso, agarrando Alessandro pelo pescoço e o jogando contra a parede. O impacto arrancou o sorriso debochado do rosto dele no mesmo instante.

— Você passou do limite — rosnou, antes de acertar o primeiro soco.

Alessandro tentou reagir, mas não teve tempo. Renato o atingiu novamente, e mais uma vez, sem dar espaço para defesa. Cada golpe carregava a fúria guardada desde o momento em que soube o que o amigo havia feito no dia de seu casamento.

— Renato, para! — A voz de Raquel ecoou pelo quarto, desesperada.

Alessandro tentou empurrá-lo, acertou um golpe fraco, mas isso só piorou a situação. Renato voltou para cima, prensando-o contra a parede e acertando mais dois socos seguidos.

— Você nunca mais chega perto dela — avisou, com a respiração pesada. — Nunca mais.

Com dificuldade, Alessandro conseguiu se soltar e cambaleou para o lado, apoiando-se em um móvel. No mesmo instante, a toalha que usava escapou de seu corpo, deixando-o completamente nu.

— Você ficou louco… — murmurou, ofegante, tentando se equilibrar.

— Louco não — rebateu, avançando outra vez. — Apenas resolvendo um problema que você criou.

Ele ainda tentou se esquivar, mas Renato foi mais rápido, derrubando-o no chão e finalizando a briga com mais um golpe certeiro, antes de ser finalmente puxado para trás por Raquel, que se colocou entre os dois.

— Chega! — gritou ela, em pânico.

Renato parou, com o peito subindo e descendo com força. Olhou Alessandro caído no chão, depois ajeitou a camisa, ainda tomado pela raiva.

— Eu até confesso que, quando descobri que vocês dois tinham fugido, senti raiva. Vontade de matá-los — rosnou. — Mas agora, vendo vocês juntos, percebo que combinam perfeitamente. Você nunca valeu nada. Sempre viveu à minha sombra, se aproveitando da amizade verdadeira que um dia eu te ofereci.

Então se virou para Raquel, com o olhar ainda mais frio.

— E você… — continuou. — Cheguei a acreditar que fosse a mulher da minha vida. Mas te vendo agora, tão baixa e sem nenhum escrúpulo, percebo que a sua fuga foi, na verdade, um livramento para mim.

Confessou, se sentindo um pouco aliviado com aquele desabafo.

Ele se levantou com dificuldade, ajeitando a toalha na cintura, e a olhou de cima para baixo, sem qualquer traço de carinho.

— Não me olhe assim — disparou, frio. — Se o Renato te descartou daquele jeito, é porque você não vale tudo isso que pensa.

Ela engoliu em seco, sentindo os olhos arderem.

— Eu larguei tudo por você… — murmurou.

— E daí? — cortou, com desprezo. — Você só tinha graça enquanto servia para provocá-lo. Agora que perdeu a utilidade, não me serve para mais nada.

— Está dizendo que não me ama? — insistiu, já sentindo um nó se formar na garganta.

— Amor? — zombou, com escárnio. — Eu nunca senti isso por você. O que eu queria era destruir o Renato de alguma forma. Pensei que, tirando você do lado dele, ele ficaria acabado. Mas vejo que você não era tão importante quanto eu imaginava.

Sem conseguir acreditar no que ouvia, Raquel se arrastou pelo chão, indo em direção aos pés dele, as lágrimas já escorriam sem controle de seus olhos.

— Amor, por favor… me diga que isso é mentira. Não pode ter me enganado assim. Não depois de tudo o que eu fiz por você.

— Levanta desse chão e para com esse drama agora mesmo! — exigiu, sem paciência. — Arruma as suas coisas e volta para a sua casa. Você não é mais útil para mim.

As palavras foram o golpe final. Ali, caída no chão frio, Raquel entendeu que havia perdido tudo e sido enganada.

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