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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 65

O beijo dele era quente e tinha gosto de álcool. Mesmo assim, foi diferente de tudo o que Sara havia imaginado. Não havia muita pressa, nem violência. Havia algo contido ali, quase como se Renato estivesse lutando contra si mesmo enquanto a segurava com firmeza, mas também com cuidado.

Ela tentou se afastar no primeiro instante, mais por reflexo do que por vontade. Ele a manteve ali, com as mãos firmes, como se quisesse deixá-la segura dentro daquele gesto.

— Renato… — murmurou, sentindo o coração disparar.

Ele não respondeu de imediato. Apenas encostou a testa na dela, respirando fundo, como se estivesse tentando organizar os próprios pensamentos.

— Se disser para eu parar, eu paro — disse, baixo. — Mas não minta para mim.

A sinceridade inesperada a desarmou. Sara engoliu em seco, sentindo o peso da escolha que estava fazendo. Não era apenas um beijo. Aquela seria sua primeira noite com um homem. Sabia que haveria consequências, marcas que talvez carregasse por toda a vida, mas, naquele instante, não sabia como reagir.

Ela não disse nada.

E o silêncio foi a resposta que ele precisava.

Renato voltou a beijá-la, dessa vez com menos urgência, como se estivesse provando cada segundo. As mãos dele subiram devagar pelas costas dela, não exigindo, não pressionando. Apenas tocando. Como se quisesse memorizar aquele momento antes que o dia chegasse.

Sara sentiu o corpo relaxar aos poucos. O quarto estava em penumbra, iluminado somente pela luz fraca que vinha do outro cômodo. Tudo parecia distante, como se o mundo e seus problemas tivessem ficado do lado de fora daquela porta.

Passando o braço ao redor dela, ele começou a retirar com cuidado sua roupa. Mesmo com a embriaguez ainda presente, havia lucidez suficiente em seus gestos para mostrar que estava ali por inteiro.

Quando já estava nua, Sara sentiu o rosto queimar de vergonha. Sabia que, a partir dali, não haveria mais nenhuma interrupção. Ele também se despiu, sem pressa.

Quando já não havia qualquer tecido entre eles, Renato se afastou apenas o suficiente para pegar um preservativo na carteira, que havia deixado no bolso da calça. Após colocá-lo, voltou a beijar Sara, dessa vez mais faminto. Afastou as pernas dela, posicionando-se entre elas.

O que aconteceu em seguida foi completamente novo para ela. Tudo o que um dia havia idealizado foi levado pelo vento, para bem longe. Sua primeira vez aconteceu sem amor, sem promessas, apenas envolta a sentimentos que ela ainda não sabia nomear.

Pelo que viveu naquela cama, não podia negar que havia gostado. O corpo reagiu antes mesmo que a mente conseguisse compreender, traindo seus receios e expectativas, sentiu prazer. Havia sido diferente do que imaginou, mas real demais para ser ignorado. Renato cumpriu o que prometeu, foi cuidadoso, não a machucou. Ainda assim, quando tudo terminou, Sara sentiu um vazio silencioso se instalar, pesado, difícil de explicar, um espaço que ela não sabia como, nem se um dia conseguiria, preencher.

Sem ter coragem de encará-lo, apoiou a cabeça no peito dele, ouvindo o ritmo irregular da respiração. O cheiro de álcool misturado ao perfume dele era estranho, mas não desagradável. Havia algo reconfortante naquela proximidade inesperada.

— Você deve me odiar — ele murmurou, quase para si mesmo.

Ela levantou o rosto, encarando-o.

— Por quê?

Ele demorou a responder.

— Porque eu não sou fácil — disse, por fim. — Porque estou usando você para machucar outra pessoa.

As palavras pesaram o clima, mas ela apenas engoliu em seco antes de responder.

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