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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 68

Enquanto ele saía da sala, Sara olhou para Lorena e, em seguida, para Humberto, que não desviava os olhos dela. Aquilo a deixou novamente constrangida, sem saber como reagir àquela exposição.

Lorena engoliu o próprio ódio, forçando uma expressão neutra enquanto reprimia a vontade de reagir. As mãos se fecharam discretamente ao lado do corpo, as unhas pressionaram a palma como forma de controle. Não disse nada. Apenas respirou fundo, lembrando a si mesma de que precisava manter as aparências, pelo menos por enquanto.

Como não podia fazer nada com Sara naquele momento, Lorena voltou o olhar para Humberto, que ainda permanecia parado na sala.

— O que está esperando? Não ouviu o que o Renato disse? — questionou, em tom ríspido.

— Ah, claro — respondeu ele, meio sem graça, ainda com os olhos presos em Sara.

— Eu te ajudo — disse Sara, pegando uma das malas para sair dali com ele. Naquele instante, tudo o que menos queria era ficar sozinha com Lorena, ainda mais sem saber o que ela poderia dizer.

— Não precisa, senhora — respondeu Humberto, impedindo que ela carregasse qualquer coisa.

Mesmo assim, os dois seguiram juntos pelo corredor.

— Não precisa me chamar de senhora — ela o corrigiu, quando já estavam a sós, tentando soar natural.

— Preciso, sim. Sou apenas um funcionário aqui — respondeu, mantendo certa distância.

— Não sou diferente de você, Humberto — disse ela, parando de repente para encará-lo.

Ele também parou. Quando seus olhares se encontraram, houve um breve silêncio. Humberto pareceu surpreso com a fala dela, como se não esperasse aquela resposta. Por um instante, nenhum dos dois disse nada, até que ela continuou:

— Tudo o que conversamos antes continua igual — confessou em voz baixa. — Não é porque ainda estou aqui que significa que quero estar. É difícil explicar isso agora, mas preciso que saiba que nada mudou.

Percebendo o esforço dela para se justificar, Humberto a encarou por um instante antes de um sorriso discreto surgir em seu rosto.

— Eu te entendo, Sara — confessou, com sinceridade. — E entendo que as condições não são nada favoráveis, mas preciso confessar uma coisa — disse ele.

— O quê? — ela perguntou, curiosa.

— Fico feliz em vê-la novamente.

Percebendo que o clima entre eles se tornava mais leve, Sara também sorriu.

— Eu também fico feliz em te ver. Das pessoas deste lugar, você é uma das poucas em quem sei que posso confiar.

— Com toda a certeza — respondeu ele.

Parecendo resolvidos, os dois voltaram a caminhar até chegarem à porta do quarto de Renato. Com discrição, Humberto bateu antes de entrar. Deixou as malas em um canto do quarto e, em seguida, saiu, lançando um último olhar discreto para ela.

— Nos vemos por aí — ele sussurrou, antes de desaparecer pelo corredor.

Fez isso sem pressa, com movimentos precisos, como se soubesse exatamente o efeito que causava. Sem perceber, Sara não conseguiu desviar o olhar. Quisesse ou não admitir, havia algo nele, um magnetismo silencioso, que a deixava sem fôlego.

Ele ergueu os olhos para ela novamente.

— E quer saber de uma coisa? — disse, aproximando-se. — Eu te quero agora.

Sem dar espaço para hesitação, ele tocou a nuca dela e ergueu-lhe o rosto, aproximando-se até que os lábios se encontrassem. O beijo foi intenso, urgente, deixando claro o quanto ele queria aquilo. Sara chegou a recuar por reflexo, mas ele a manteve próxima, com a outra mão a puxou para bem perto de si.

Aquela proximidade a fez estremecer. A atitude dele tinha algo de possessivo, e isso a arrepiou no mesmo instante. Não havia amor ali, ela sabia. Ainda assim, seu corpo reagia, traindo a distância que o coração insistia em manter, como se estivesse, pouco a pouco, se acostumando com os toques daquele homem.

Percebendo que ela cedia pouco a pouco, Renato deslizou a mão com pressa pelo vestido dela, livrando-a do tecido, e ele a ergueu sem esforço, encostando-a contra a parede, pressionando o seu corpo ao dela, deixando bem evidente a sua excitação.

Sara sentiu o ar lhe faltar. O contato direto, o peso dele sobre si, o calor que se espalhava sem controle. Suas pernas tremeram, não de medo, mas de rendição. Sem perceber, seus dedos se fecharam na camisa dele, como se buscassem apoio para aquele furacão de sensações que a atravessava.

O coração batia acelerado, descompassado. O corpo já não resistia, respondia. Cada toque a fazia estremecer, cada aproximação arrancava dela uma entrega inevitável. Não havia mais espaço para hesitação. Somente para sentir.

Por um instante, ele se afastou de seus lábios e desceu os beijos pelo seu pescoço com lentidão. O contraste entre a provocação e a expectativa fez com que ela perdesse o controle, deixando escapar um gemido baixo, involuntário. Renato sorriu contra a pele dela, satisfeito com a reação.

— Isso, Sara… — provocou, com a voz rouca. — Quero ouvir a sua voz. Não vou parar até você gemer meu nome.

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