“O perigo não era me dar a ele. Era descobrir que ele também era meu.”
Elena Rossi
Naquela manhã eu descobriria uma coisa perigosa sobre o amor.
Ele não transforma apenas quem é tocado. Transforma, principalmente, quem aprende a provocar o tremor.
— Assim… isso, meu amor… — murmurou com a voz rouca de prazer. — Você é tão delicada… tão perfeita.
Encorajada pelas palavras dele, subi um pouco mais e dei outro beijo, agora na glande inchada. O gosto era levemente salgado, masculino, e estranhamente viciante. Abri os lábios devagar e a envolvi, só a ponta, sentindo o peso dele na minha língua. Damian gemeu mais alto, e seus dedos apertaram de leve meus cabelos, mas sem puxar, apenas segurando, como se precisasse se ancorar em mim.
— Porra, Elena… você não faz ideia do quanto isso é bom — sussurrou com, a voz entrecortada. — Olha pra mim, princesa… deixa eu ver esses olhos enquanto você me chupa pela primeira vez.
Ergui o olhar.
Nossos olhos se encontraram e o que vi nele me desmontou: desejo puro, sim, mas também uma emoção tão grande, tão cheia de amor, que meu peito doeu de felicidade. Ele não estava me usando. Ele estava se entregando a mim tanto quanto eu me entregava a ele.
Comecei a mover a cabeça devagar, subindo e descendo, experimentando, aprendendo o que o fazia gemer mais alto. Quando acertei um ponto especialmente sensível, Damian jogou a cabeça para trás, e pude sentir o quanto ele se controlava.
— Caralho… assim, meu amor…
Ele não parava de me elogiar, de me guiar com palavras doces, de acariciar meu rosto e meus cabelos. Cada gemido dele, cada tremor do corpo dele, me deixava mais confiante. Eu nunca imaginei que dar prazer pudesse ser tão íntimo, tão bonito e saber que eu que proporcionava tudo aquilo me fazia sentir poderosa.
Damian segurou meu rosto com as duas mãos, parando meus movimentos com uma delicadeza que contrastava com o fogo que queimava em seus olhos. Eu ainda o tinha na boca, a língua timidamente acariciando a cabeça inchada, quando ele soltou um gemido rouco e profundo.
— Para, princesa… — murmurou, a voz entrecortada. — Não quero gozar na sua boca. Não hoje. Não na sua primeira vez.
Ele me puxou para cima com carinho, enquanto seus braços fortes me envolviam e me traziam para o seu colo. Minhas pernas se abriram naturalmente ao redor dos quadris dele, e eu me encaixei sobre ele como se aquele fosse o lugar mais certo do mundo. Senti a cabeça grossa e quente do pau dele roçando minha entrada molhada, pulsando contra mim, e um arrepio violento subiu pela minha espinha.
Antes de eu descer, Damian encostou a testa na minha, ainda ofegante, e soltou uma risada baixa, rouca, cheia de puro deleite masculino.
— Você não tem noção de como é bom acordar com uma chupada gostosa dessa, Elena… — disse com os olhos brilhando de diversão e desejo. — Eu quase gozei só de sentir essa boca quente me chupando pela primeira vez.
Eu corei violentamente, sentindo o rosto queimar até as orelhas. Tentei esconder o rosto no pescoço dele, mortificada e excitada ao mesmo tempo.
— Damian! — reclamei, com a voz abafada contra a pele dele, mas não consegui segurar o sorriso envergonhado que escapou.
Ele riu mais alto, apertando minha cintura com carinho, e beijou minha têmpora.


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