Capítulo 231 – Só comigo.
Brandon
A história do casamento me pegou de surpresa, e eu acabei ficando sem reação e sem palavras. Mas ver ela saindo com os olhos cheios de lágrimas e dor…
Cara, aquilo me machucou.
— Então é isso, Anderson? Depois de gritar ao mundo que mio nonno não a levaria… você se recusa a casar com minha sorella?
Por um momento, ainda fiquei sem palavras. Só que aí ouvi a voz do meu irmão:
— É melhor decidir rápido — ele já estava ao meu lado. — Porque, se não, vai perdê-la.
Aquilo foi o suficiente para que eu saísse correndo do escritório.
Passei pela sala, e vieram pra cima de mim seis mulheres furiosas… e uma bebê.
— O que você fez? — Evelyn perguntou, irritada.
— Onde ela está?
— Foi para o quarto chorando, só disse que ia embora e não nos deixou segui-la — Elena respondeu.
Corri até nosso quarto, abri a porta e vi que ela estava arrumando as coisas.
— Baby… — chamei, mas ela me ignorou.
— Amor, fala comigo… — tentei novamente.
— Não tem o que falar, Anderson — a forma como me chamou mexeu comigo.
— Eu só fiquei sem reação, me desculpa, eu…
— Sabe o que prometi a mim mesma quando decidi ficar com você? — ela me interrompeu. Sabia que a pergunta não pedia resposta.
— Que eu nunca aceitaria migalhas. Com todo amor e respeito que tenho pela Evie, eu prometi a mim mesma que nunca aceitaria o mesmo que ela.
— O que você quer dizer com isso?
— Que eu não sou ela. Não vou ficar mendigando amor.
— Alessa, a sua comparação nem faz sentido! Claro que você não é ela!
— Ainda bem que concordamos.
Ela disse e voltou ao closet, quando voltava para o quarto derrubou sua nécessaire. Abaixei para ajudá-la, e ela gritou comigo:
— Não quero sua ajuda! Só me deixa em paz, Anderson!
— Baby, mas você nem me deixou falar…
— E nem preciso. Muitas vezes, o silêncio fala mais do que mil palavras.
— Alessa, por favor, me dê…
— Eu não quero mais conversar. Nada do que você diga agora vai mudar.
— Como assim?
Ela parou o que estava fazendo e me encarou:
— Queria ter conversado lá dentro, na frente dos outros. Mas você não disse nada. — Cruzou os braços, irritada. — Sabe o pior de tudo? Que antes daquela droga de reunião começar, você disse que me amava.
— E eu amo, baby… — tentei me aproximar, mas ela se afastou.
— Ama? Pelo visto, não o suficiente. Talvez, no fundo, você ainda ame a Evie.
— Não seja ridícula! — me arrependi assim que as palavras saíram da boca.
Ela me encarou… e, no fundo dos olhos dela, eu vi o meu amor refletido.
Eu amei Alessa no instante em que ela me provocou, e eu a tomei. Nunca houve alguém como ela, e nunca haverá.
— Me desculpa se eu não deixei isso claro no escritório — passei a mão em seu rosto — mas eu te amo pra cacete. E não tem vida pra mim se você não estiver comigo.
As lágrimas escorriam por seu rosto, e eu capturava cada uma com os lábios.
Saí de cima dela e a puxei para sentar na beirada da cama. Me ajoelhei em sua frente. Ela só me olhava, sem dizer nada.
— Alessa Mancini… primeiro, eu quero dizer obrigado — senti minha voz dar uma leve tremida, mas continuei. — Por me olhar de verdade, por ver cada defeito, cada marca e rachadura, e mesmo assim escolher ficar.
Olhei para aqueles olhos cinza… e vi que se enchiam d’água sem parar.
— Por me mostrar que eu ainda posso ser feliz. Por ser a minha felicidade. Por ser a dona dos meus pensamentos, dos meus “bom dia”, “boa noite” e “boa madrugada.” — Dei uma piscadinha pra ela, que retribuiu com um sorriso.
— Obrigado, baby, por ser o amor da minha vida. Quando você foi baleada, eu te disse que ficaríamos juntos pra sempre… Eu nunca tive dúvida sobre isso. E nem medo. Meu único medo é te perder.
— Amor… — falei com a voz trêmula — você me faria o cretino mais feliz do mundo se aceitasse casar comigo. Se aceitasse selar o nosso “pra sempre.”
A todo instante, desde que a beijei, Alessa ficou calada. E aquilo começou a me incomodar. Sentia meu corpo tremer, minha garganta fechar, e… sim, lágrimas escorreriam pelo meu rosto.
Ela se inclinou para frente, segurou meu rosto entre as mãos… e beijou minhas lágrimas, como eu fiz com as dela.
— Tudo que mais quero… é me casar com você, Brandon Anderson. E mostrar pra todo mundo que sou sua pra sempre.
Ela me beijou. E, meu Deus… Esse foi o melhor beijo de todos. Não tinha o fogo dela, nem a minha posse. Só tinha amor. Carinho. E o nosso “pra sempre.”
A puxei pra mim e acabamos caindo no chão, o que fez ela rir. E os sorrisos dela… eram sempre a coisa mais linda do mundo.
— Então vamos, baby…
— Vamos nos casar.

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