Capítulo 300 – É tudo minha culpa.
Evelyn
Terroristas… O que mais falta aparecer nesse universo Sterling?
Lena e os meninos foram atrás dos cretinos e encontraram um. Só que havia outro. Vimos pelas câmeras, eu não pensei, peguei a arma e corri até eles.
Turco… fazia anos que não usava essa língua. Mas uma vez que se aprende, é como andar de bicicleta, nunca mais se esquece. Ajudei eles, e depois foram interrogá-los.
Eu atiro em pessoas, não vejo mais problema nisso. Mas tortura? Prefiro torturar só meu homem irritante e não dessa maneira.
— E aí? — Alessa me perguntou.
— Problema resolvido, eles estão lá interrogando os malditos — respondi.
— Mateo e Jane encontraram o bloqueador. Elo e eu ativaremos a rede em breve, os malditos desconfiguraram o modem — Jo me informou.
— Confio totalmente em você, minha menina — respondi a ela com um sorriso.
— Bem, agora é só esperar a rede voltar para receber as broncas do meu homem irritante — eu disse, indo em direção à porta. — Agora vou curtir minha princesinha um pouquinho.
— Vocês podiam dar uma olhada no pequeno Jack enquanto eu e Elo arrumamos tudo aqui — Jo nos pediu, e todas nós assentimos.
Seguimos para um dos quartos onde pedi para as meninas ficarem.
— Quem será que os mandou? — Aline perguntou.
— Bem, tanto meu irmão quanto Alex e Brady têm muitos inimigos. Mas não acredito que tenham até terroristas, talvez seja realemente um ataque, e demos um puta azar. — Alessa respondeu.
— Será mesmo que é só isso? — Rosario perguntou.
— Só isso? Acha pouco terroristas? — Cat perguntou, indignada.
— O que ela quer dizer, Cat, é que a história não se encaixa. Não somos um voo aleatório que eles escolheram. Eles nos escolheram porque sabiam quem éramos — expliquei a ela.
Continuamos conversando sobre os meninos, criando nossas próprias teorias, quando Mateo entrou, afobado.
— Evie, você precisa vir até a sala de reunião, é urgente! — Dei a Rachel para uma das meninas e segui com ele. Alessa, Aline e Rosario decidiram vir junto.
Assim que entrei, os meninos estavam ali, menos Javi.
Sara, Jane, Mia e Iris também estavam.
— Qual o problema? E por que a Mia está aqui? — perguntei, entrando e fechando a porta atrás de mim.
— Precisamos conversar, Chloe assumiu enquanto Mia está aqui. Javi está com ela — Elena me respondeu.
— Conseguimos as informações — Chen disse para mim, depois se virou para Alessa e Rosario. — Gostaria que vocês voltassem a ficar com as outras.
— Posso saber por quê? — Alessa perguntou, irritada.
— Estão grávidas, e não é recomendado esse tipo de emoção — ele explicou.
— É sério, Chen? Mi hija, e Evie trouxeram nossos amores ao mundo com saúde. Mesmo depois de tudo — Rosario disse.
— Diz logo, Chen, o tempo está passando — disse Elena, e não gostei do que vi nos olhos dela.
— Os terroristas estavam aqui a mando de Lorenzo Mancini — Alessa, que estava ao meu lado, por reflexo, pegou em minha mão. — A intenção era tomar o controle e derrubar o avião no aeroporto de Zurique.
— Você só pode estar brincando — Aline disse, se sentando.
— Mas não é só isso, meninas, escutem essa parte com atenção — Elena nos disse.
— Eles tinham um plano B, caso fossem pegos — Chen suspirou antes de continuar. — Explodir uma bomba aqui dentro.
— Você disse "caso fosse pego"? — Jane, que até então estava calada, perguntou.
— Sim, no momento que eles foram capturados, eles acionaram a bomba.
— Ayúdame, María! — disse Rosario, as pernas amolecendo e Mateo correndo para segurá-la.
— Rosa?! — Ele a chamou, e Aline foi até ela.
— Evie está certa, como faremos, Jo? — Lena perguntou.
— Elo vai mandar para o celular de vocês o acesso às câmeras. Cada um olha um ponto, e nisso eu foco na rede para falarmos com Ethan.
Todos nós assentimos, e, em menos de dois minutos, as imagens estavam disponíveis. Elo foi nos organizando para que não perdêssemos tempo no mesmo ponto. Tínhamos uma certa vantagem, não passava de uma hora de filmagem.
Olhávamos e nada, simplesmente não os víamos nas imagens. O tempo passava, os segundos viravam minutos, e os minutos…
— Uma hora, temos uma hora para encontrar e desarmar — Chen anunciou, e meu peito apertou. Algo estava acontecendo comigo e Alessa percebeu.
— Evie… — ela me chamou.
E de repente…
A sala começou a ficar estreita, o oxigênio parecia estar sumindo. Estava entrando em pânico e não conseguia controlar. Precisava sair dali. Levantei e corri, ouvi alguém dizer meu nome, mas ignorei.
Eu não conseguia andar, não conseguia respirar, e nem mesmo enxergar pelas lágrimas que se formavam em meus olhos.
Minha culpa!
Eu inventei essa viagem, eu incentivei as meninas, eu.
E agora todas nós íamos morrer, até mesmo minha… Rachel.
Minha princesa tão inocente. E meu pequeno Jack…
Corri para o quarto onde eles estavam. Precisava segurar minha menina, sentir seu cheiro. Assim que entrei, Vivian me olhou, confusa. Sem dizer nada, peguei minha pequena, a abracei e desabei.
Não havia o que fazer, o mundo ia desabar, nossa vida ia acabar. E eu carregarei essa culpa, até mesmo depois da morte.
Vivian se agachou ao meu lado, tentando me acalmar. Peguei meu celular e ainda não tinha sinal. Precisava do Alex, queria ouvir a voz dele, pedir desculpas, dizer que o amo…
— EVIE!! — ouvi a voz de Mateo atrás de mim. — A Sara achou… Achamos a bomba!
E por uma fração de segundo, a esperança se acendeu em mim.

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