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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 303

Capítulo 303 – Era só perguntar

Elena

Entre gritos, brigas, acusações, o que reinava neste momento era o desespero.

Enquanto Jack, Ben e Brady discutiam sobre abrir ou não a porta, notei que Evie saiu, depois Aline, Sara, Cat, Elo… E eu entendi bem para onde elas foram, ou melhor, o que foram fazer.

Então decidi fazer o mesmo. Saí da sala de reuniões e segui até uma das salas privativas, peguei meu celular e olhei para a tela por alguns instantes. Eu queria ligar para ele, olhar naqueles olhos cinzas, ouvir sua voz me chamando de “amore mio”, dizer o quanto o amo.

Mas fazer isso era assumir que desisti.

E eu ainda não desisti.

Comecei a repassar na minha cabeça todos os treinamentos que já tive, trazer na memória cada informação sobre bombas, terroristas, formas de fuga. Minha mente trabalhava a mil e sem parar nem por uma fração de segundo.

Voltei a pegar meu celular, mas dessa vez foi para fazer pesquisas.

“bombas”

“como desarmar bombas”

“Circuito redundante”

“Circuito redundante em bombas”

Alguns minutos se passaram e nenhuma dessas pesquisas no nosso querido G****e me trouxeram as respostas que eu precisava.

Pensei em ir até uma das inteligências artificiais. Qual delas poderia me explicar melhor sobre bombas? GPT? Grok? Talvez a Gemini…

Um sorriso brincou em meus lábios.

— A que ponto chegamos, Elena Fontana.

Joguei a cabeça para trás, recostei no sofá e fechei meus olhos. Respirei fundo e os abri novamente, olhei para o relógio. Dez minutos… se passaram dez minutos, o que significa que tínhamos somente mais dezesseis minutos antes…

Senti meu telefone vibrar em minha mão, e era o Enzo. No primeiro momento, eu não quis atender, mas depois…

— Ciao amore mio — a voz dele veio do outro lado.

— Oi… — respondi, praticamente sem vontade, não porque não queria falar com ele, mas sim porque sabia o motivo daquela ligação e eu não estava pronta para isso.

— Esperei para ver se me ligaria, quando vi todos os outros conversando com suas mulheres.

— Estava tentando buscar uma solução.

— E encontrou?

— Não… — respondi em derrota. — Onde está a Maria? — perguntei.

— Dormindo, se quiser eu… — Não o deixei terminar.

— Está tudo bem, melhor assim — respondi.

— Elena, tente abrir a porta, jogar isso fora. Giuseppe me disse que no compartimento de carga a porta abre, e que se fechar a porta que dá acesso ao avião, vocês têm chance.

— E quem vai até lá? — perguntei.

— Peça a um dos rapazes do Sterling.

— Sabe que quem for até lá, vai morrer, né? Será sugado!

— Bom, sacrifícios são necessários. Melhor perder um do que todos — Enzo disse como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

— Preciso tirar você daí. Temos que jogar essa bomba fora — ele começou.

— Enzo… — o chamei, mas ele não parou.

— Não posso te perder, não posso deixar você e meu filho morrer — ele pegou uma das cadeiras ao seu lado e a jogou com tudo.

— ENZO!!! — gritei, mas ele simplesmente não me ouvia. Ele gritava, xingava, chorava. Giuseppe veio para ajudá-lo, mas foi inútil. Meu mafioso havia perdido a razão.

— Papai… — a voz da Maria veio ao fundo, eu não a via, pois Enzo tinha derrubado o celular, mas a ouvia.

Meu pequeno raio de sol.

Acho que no fundo estava tudo preparado para esse dia. Deus colocou o Enzo no caminho da Maria e vice-versa, pois sabia que esse dia aqui aconteceria. E eu não poderia mais estar com eles, mas, no final, eles teriam um ao outro.

Eu o chamei mais uma vez, mas ele não me ouviu. Não era assim que queria que fosse nossa despedida. Queria dizer "eu te amo", "você foi a melhor coisa que me aconteceu", que "até nos momentos em que me faz raiva, me faz amá-lo".

Quando olhei para o celular novamente, vi que a ligação havia caído. E o relógio mais uma vez chamou minha atenção. Agora faltavam apenas…

Dez minutos…

Mas dessa vez não foi só o relógio que chamou minha atenção. Meu celular piscou e abriu na tela da conversa que tive com uma das IAs.

“Bombas com circuito redundante, podem ser desarmadas?” — Foi minha pergunta.

Quando olhei novamente para a tela, eu vi que ela tinha me respondido.

E ao ler sua resposta… um sorriso brincou em meus lábios, antes de eu murmurar:

— A solução para o nosso problema estava bem aqui... tudo que eu precisava fazer era perguntar.

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