Capítulo 307 – Aprendi muito bem.
Enzo
Cheguei a um nível da minha vida que nunca imaginei. Odeio mio nonno, e ando lado a lado com o medo de perder Elena e Alessa.
Eu tentei não mostrar fraqueza e ter esperança até o último instante. Mas quando soube que mia donna, além de correr risco, estava grávida…
Surtei.
A única coisa que conseguiu me acalmar, até tudo estar resolvido, foi mia bambina, Maria. Quando cheguei ao aeroporto e vi Elena, primeiro nossos olhos se encontraram e, depois, mia donna correu até mim como se a vida dela dependesse daquilo. Mas a verdade era que a minha vida dependia de senti-la.
Eu a agarrei, beijei. Ela chorava e acabei desabando também. Sou um Don, mas meus sentimentos por Elena são tão fortes e reais que não me importo nem um pouco em expressá-los.
Maria veio até nós, a peguei no colo e curti por alguns minutos mia donna e mia figlia.
Mio amico Sterling conseguiu uma casa excelente, e a eficiência de sua equipe precisa sempre ser exaltada. Precisávamos descansar porque o que nos aguardava no dia seguinte não seria fácil.
— Acha que ela vai ficar bem sozinha lá? — perguntei, preocupado.
— Amor, ela não está sozinha. As meninas estão lá com ela, e são excelentes babás.
— Mas ela sempre vem para a minha cama de madrugada, e se ela acordar e não me ver?
Elena sorriu para mim, sentou em meu colo.
— Enzo, se ela decidir vir até nós, uma das meninas vai trazê-la — ela me deu um selinho. — Não se preocupe, sua principessina ficará bem. E amanhã iremos atrás de uma cama para colocar aqui no nosso quarto.
Assenti, e envolvi meus braços em sua cintura. Precisava senti-la e aproveitar nosso momento juntos.
— Te amo… — Ela disse e eu sorri.
Segurei o rosto dela entre minhas mãos, a observei por um instante. Minha Elena. Mia donna. A mulher que transformou até o meu inferno em um lugar habitável.
— Dillo di nuovo… — pedi em um sussurro rouco.
— Te amo, Enzo — respondeu, me incendiando por dentro.
E antes que pudesse respirar de novo, a puxei pela nuca e a beijei como um homem que sabe que pode perder tudo a qualquer instante. Nossos lábios colidiram com fome, com urgência, e o gemido dela vibrou direto na minha garganta.
Minhas mãos deslizaram pela curva da cintura até a barra fina da camisola. Um pedaço de pano que em segundos já estava no chão. Elena ofegou quando minhas mãos tomaram seus seios, e quando soltei um palavrão baixo em italiano, ela sorriu contra a minha boca como quem sabe exatamente o efeito que tem em mim.
A joguei de costas na cama, meu corpo logo cobrindo o dela. Beijei seu pescoço, mordi seu ombro e vi a marca que havia deixado para ela não se esquecer de mim.
— Acho que preciso deixar outra marca… — eu disse sobre a pele dela, a fazendo arrepiar.
— A primeira ainda nem sumiu — respondeu, ofegante.
— Amore mio, te marcarei todo dia para que nunca esqueça que pertence a mim, que é mia vita — mordi de leve sua pele, depois a marquei sentindo-a estremecer.
Ela arqueou o corpo contra o meu, ofegante.
— Enzo… quero você.
— Tão ansiosa, mia Elena…
Entrei nela com um só movimento, profundo, possessivo, e um grito escapou de sua garganta. Me movi duro, forte, o som dos nossos corpos ecoando pelo quarto, junto aos gemidos que ela não conseguiu conter.
Segurei seus pulsos acima da cabeça, prendendo-a contra os lençóis, e a devorei com os olhos.
— Me perdoa por ter te deixado, me perdoa por achar que te afastar era o melhor — minha voz era grave, talvez esse não fosse o momento, mas eu precisava ouvir.
— Enzo… — meu nome saiu em um gemido.
— Diz, mia vita, diz que me perdoa.
Ela mordeu o lábio, o olhar cheio de fogo, entrega e amor.
— Sim… te perdoo, amor.
Abaixei o rosto até o dela, os dentes arranhando seu queixo antes de tomar sua boca num beijo selvagem.
— Te amo, Elena. Para sempre — eu disse, rouco, enterrando-me mais fundo nela. E fiz meu nome ecoar dos lábios dela, de novo e de novo, até não existir mais nada além de nós dois, pele contra pele, alma contra alma.
Depois do êxtase, ficamos largados na cama, corpos entrelaçados, o silêncio preenchido pelo som das nossas respirações. Eu passava os dedos devagar pelos fios do cabelo dela, enquanto ela desenhava círculos no meu peito.
— Como foi? — perguntei. Ela levantou para me encarar.
— Então, terei que dormir na sua cama — Elena disse em um tom de brincadeira.
— Nãaoooo — ela respondeu.
— Ué, você dorme na minha cama e eu vou para a sua — mia donna disse, e eu só curtia aquela conversa delas.
— Mas a Maria gosta de dormir com o papai e com a mamãe.
Os olhos da Elena se arregalaram. Era a primeira vez que a Maria a chamava de mãe. E aquilo mexeu com ela, e a mim aqueceu minha alma. Mia donna merecia isso, esse amor da mia bambina.
Ela esticou a mão e tocou o pequeno rosto da minha Maria.
— E a mamãe, ama dormir com a Maria.
Mia bambina sorriu, deitou-se entre nós dois e colocou seu pequeno bracinho, um de cada lado, debaixo do meu pescoço e do de Elena. E nos puxou como se fosse nos abraçar, e nós rimos dela.
— Agora a Maria tem papai e mamãe igual aos meus bebês.
Eu ri, enquanto Elena chorou.
E depois desse pequeno gesto, com essa pequena bambina em nossos braços, eu agradeci a Dio pelo plano dele não ser tirar mia donna de mim. E sim, me dar a família perfeita.
Logo as duas dormiram e eu fiquei as admirando. Meu celular vibrou, o alcancei no criado-mudo ao lado da cama. Era uma mensagem de Giuseppe.
“Consegui, Don, já tenho a localização de seu tio.”
Olhei para a tela do celular, e depois do meu momento com mie ragazze, a realidade me atingiu. Respirei fundo antes de digitar.
“Amanhã, Peppe, amanhã falaremos disso.”
Ele me retornou com um “ok” e “boa noite”. Voltei meu celular para o criado-mudo, dei um beijo em mia donna e mia bambina. Me ajeitei na cama, encarei o teto e murmurei para mim mesmo:
— Amanhã, nonno… amanhã vou te mostrar que aprendi muito bem o que me ensinou.
******
Uma calmaria para vocês antes de... Já sabem né?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo