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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 324

Capítulo 324 – Flor do deserto

Brandon

Fiquei parado olhando para o Alex, confuso com sua pergunta.

— Verdadeiros sentimentos? Amira é minha amiga! — respondi irritado.

— Desculpe irmão, mas nesse exato momento não vejo um amigo preocupado com uma amiga, e sim um homem com um amor.

— Você enlouqueceu junto com os outros?

— Não, estou mais lúcido que você, isso posso garantir.

Dei um passo para trás, passei a mão pelo cabelo tentando organizar as minhas ideias. Estava todo mundo me falando a mesma coisa.

Será que tenho sentimentos por Amira?

Não! Claro que não!

Não tive em anos, por que teria agora? Ela é minha amiga, e só isso. A gente tem um passado, uma história, ela conheceu todos os meus lados e nunca se importou. Mesmo quando não concordava, ela estava ali, comigo, para mim, por mim…

— Brady?! — A voz do Alex me tirou dos meus pensamentos.

Abaixei a cabeça, respirei fundo…

— Brady?! — ele me chamou de novo.

— Eu a amo! — eu disse sem hesitar, olhando para meu irmão. — Acho que sempre amei, mas nunca quis deixar que ela soubesse. Sempre quis deixar claro que não era nada além de uma parceria, uma sociedade.

— E que tipo de amor é?

— Dos grandes… — eu disse sorrindo, mas sem humor. — O tipo que você esconde de si mesmo, porque se recusa a sentir.

— E a Alessa?

— É a mulher da minha vida, eu não respiro se não tiver Alessa comigo. — respondi com a certeza em cada sílaba.

— Então temos um problema aqui — Meu irmão disse, seu tom era firme, mas não tinha julgamento, só compreensão e o desejo sincero de me ajudar a me resolver.

— Eu sei — respondi me sentando na cama. — Eu nunca entendi isso, eu amei Rachel, mas com o tempo descobri que era um amor de irmão, sabe? Uma necessidade de protegê-la, de estar ali, e mesmo assim eu fodi com a mente dela.

Alex caminhou e se sentou ao meu lado.

— Depois veio a Evie, eu tinha esse sentimento tão grande dentro de mim. Mas não me achava digno dele, só que era cretino demais para me afastar, então a mantive ali comigo. Mesmo a machucando, e me machucando também eu não cedia. Porque eu tinha certeza na minha cabeça que era amor.

— Mas não tinha certeza no coração. — ele afirmou.

— Não… — concordei em derrota.

— E onde entra Amira nisso?

— Acho que a verdade é que Amira não entra, ela sempre esteve. Eu é quem fui cego demais, ou simplesmente não quis admitir. — balancei a cabeça como se o gesto me ajudasse a organizar meus pensamentos. — Alex, eu nunca entendi o porquê dela me atrair dessa maneira.

— Não entendi? — perguntei confuso e Alex riu.

— Te explico. O amor pela Alessa é para sempre, não foi um que você guardou para não sentir. Ele nasceu, floresceu, e até deu frutos. Já o da Amira, ele não nasceu, você não regou, ele já estava aí, ele só secou. — meus olhos encontraram os dele, e Alex colocou a mão em meu ombro. — Os dois amores existem, mas um está florido, enquanto o outro murchou, mas nem sempre uma planta murcha morre. Às vezes com o adubo certo, regando todo dia ela volta a florescer.

— E o que eu faço? — minha pergunta era genuína.

— Escolhe uma flor — ele me respondeu.

Ouvimos passos, e Andrew apareceu na porta.

— Amira acordou, ela está bem, vai sobreviver — ele nos disse, e senti um alívio no peito.

Alex e eu levantamos e fomos até a sala médica onde ela estava. Quando chegamos, paramos na porta. Jhony acariciava o rosto dela, que sorria para ele o encarando com seus olhos castanhos. A cena me atingiu, e por um instante não quis interromper.

Senti Alex se aproximar, até que ele sussurrou em meu ouvido com um sorriso na voz.

— Passa esse vaso de flor, irmão, deixa ela florescer, mesmo que seja longe de você.

Virei para encará-lo. Franzi a testa, mas Alex tinha razão. Voltei a olhar para a Amira, e era tão raro vê-la com esse tipo de sorriso. Não era um daqueles sedutores, ou aqueles que ela dá para fingir que está bem. Era genuíno, o tipo de sorriso que Alessa me dava, e eu, adorava.

Alex tem razão, nem sempre uma planta murcha morre. E não é justo com a Amira…

— Brady!! — ela disse a hora que me viu na porta, dei um sorriso.

Parece que chegou a hora de deixar a minha Flor do Deserto florescer.

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