Capítulo 107 — Gosto de saudade
Damien Knight
A conversa com a Emma foi melhor do que eu imaginava. Mesmo quando ela insinuou que eu estava sendo mais compreensivo com a Clara do que fui com ela, correu tudo bem. Agora estamos no meio da sala de TV, abraçados, e tudo o que eu queria era pegá-la no colo, levá-la para o quarto e fazê-la gritar meu nome entre gemidos.
Mas minha mulher tinha outros planos.
— Preciso ir ajeitar as crianças. Marquei com as meninas hoje, lembra? — ela me perguntou, e bufei, me lembrando que ela iria sair.
— Ainda não entendi esse “rolê” que a Tay inventou — respondi, me afastando dela.
— Damien, nós só vamos ao shopping — Emma respondeu, sorrindo.
— Se só vão ao shopping, por que eu e os caras não podemos ir junto? — falei, cruzando os braços e a encarando.
Emma se aproximou, envolvendo os braços pelo meu pescoço.
— Porque o que vamos fazer é coisa de… — ela fez uma pausa provocativa antes de concluir: — Meninas. E meninos não são aceitos. — Emma deu um beijo no meu queixo.
— Vocês podiam marcar essa coisa de “meninas” para outro dia — falei, em um tom suave. — Tem tanta coisa acontecendo: a Izabel chegando, a história da Giovanna, a descoberta do acidente…
A menção ao acidente fez o corpo dela enrijecer. Mesmo que aparentemente ela tivesse lidado bem com a notícia e estivesse disposta a deixar tudo no passado, as marcas ainda estavam ali.
— Vamos viver cada dia o seu mal — ela respondeu. — Sua ex-sogra não chegou, ainda não sabemos o resultado do DNA. E eu disse que o acidente agora é assunto seu, não quero mais falar sobre isso.
— Tudo bem — passei o nariz pelo seu rosto. — Então vamos subir. Preciso tomar um banho e falar com os caras sobre o que decidiram.
Emma assentiu e subimos juntos. Ela foi até o quarto da Ellie, onde as crianças estavam, e eu fui para o meu quarto. Tomei um banho, liguei para o Ozzie e combinamos de nos encontrar no apartamento do Dom.
Assim que saí do meu quarto, encontrei o Tristan e a Aubrey.
— Viram minha mulher? — perguntei.
— Ela trocou as crianças e depois foi para o quarto dela se arrumar — disse Aubrey.
— Vou ver se ela está pronta.
— Nós dois vamos indo até o Ozzie. Vou colocar algumas coisas dele no meu carro para trazer para cá mais tarde. Nos encontramos lá no Dom — Stan avisou.
— Ok — respondi, e os dois seguiram para as escadas enquanto eu ia até o quarto da Emma. Entrei e ela estava saindo do banheiro, enrolada na toalha.
— Estou atrasada? — ela me perguntou assim que me viu.
— Não — respondi, me aproximando e a puxando pela cintura. — Ainda dá tempo de nos divertirmos antes de você sair — falei, mordendo o lóbulo de sua orelha, fazendo-a gemer.
— Dam… — ela disse meu nome na tentativa de um protesto, mas falhou.
Emma tentou protestar de novo, mas o som morreu na garganta quando minha mão deslizou por baixo da toalha, apertando sua bunda com possessividade. Colei o corpo dela contra o meu e puxei a toalha com um único puxão firme. O tecido branco caiu aos nossos pés, deixando Emma completamente nua.
— Dam… as crianças estão no quarto ao lado… — ela sussurrou, já sem fôlego.
— Então você vai ter que ficar quietinha — murmurei contra o pescoço dela, mordendo de leve enquanto uma mão subia para segurar seu seio, apertando o mamilo entre os dedos. A virei de frente, abaixei a cabeça e capturei o bico rígido com a boca, chupando forte, girando a língua enquanto a outra mão descia entre as pernas dela.
Emma arqueou as costas, mordendo o lábio inferior com força para não gemer alto. As pernas tremiam. Mas eu não tive piedade: lambi, suguei e mordi os seios dela alternadamente, marcando a pele clara com chupões vermelhos enquanto os dedos deslizavam entre os lábios molhados dela.
— Tão molhada já… — rosnei, satisfeito.
A peguei no colo e a joguei no centro da cama. Emma caiu de costas, os cabelos loiros espalhados no colchão. Me ajoelhei entre as pernas dela, abri bem suas coxas e mergulhei o rosto ali, sem aviso.
— Ahh! — O gemido escapou alto demais antes que ela conseguisse tampar a boca com as duas mãos.
As coisas entre a Emma e eu agora já não eram mais delicadas. Minha mulher já estava aprendendo a seguir meu ritmo. Por isso agora eu era mais implacável. Eu lambia o clitóris inchado em círculos rápidos, chupava com força, enfiava os dedos dentro dela e voltava a atormentar o ponto sensível. Emma se contorcia, o quadril tentando fugir do prazer intenso, mas segurei suas coxas abertas com as mãos firmes, prendendo-a no lugar.
— Dam… por favor… a porta da sacada… está aberta… — ela ofegou, com a voz abafada pelas mãos.
Levantei o rosto por um segundo.
— Então fica quieta — ordenei, com a voz baixa e autoritária, o tom de Dom escapando sem que eu conseguisse controlar. — Contenha esses gemidos ou vou ter que te amordaçar com minha mão. As crianças não precisam ouvir a irmã e madrasta... — os olhos dela brilharam com o título e eu sorri —
Sendo rendida ao prazer.
Emma estremeceu inteira com meu tom. Sem aviso, voltei a devorá-la, sugando o clitóris com mais pressão enquanto enfiava dois dedos bem fundo, curvando-os no ponto que eu sabia que a faria ver estrelas.
Levantei os olhos e a vi morder o próprio braço, o corpo tremendo, lágrimas de prazer escorrendo dos cantos dos olhos enquanto tentava desesperadamente não gritar.
Porra! Vê-la assim, se submetendo ao meu comando sem questionar, era a coisa mais linda e deliciosa.
Quando ela estava quase gozando, levantei rápido, abri o botão e o zíper da minha calça jeans e a abaixei apenas o suficiente para me libertar. Não tirei a camiseta e nem a calça toda; não tínhamos tempo para isso. Eu só queria desesperadamente sentir a minha mulher.
Segurei as coxas dela, puxando-a para a beirada da cama, e entrei de uma vez. Fundo, até o fundo. Emma arqueou o corpo, a boca aberta num gemido silencioso. Cobri a boca dela com a mão e comecei as estocadas profundas e precisas, meu quadril batendo contra ela com força.
Emma não reagiu negativamente comigo tampando sua boca; pelo contrário, ela só se entregou, ciente de que seus gemidos estavam sendo abafados.
— Isso, amor, só me aceita — falei, me inclinando sobre ela até alcançar seu ouvido, mantendo a mão firme sobre sua boca. — Boa garota.
O ritmo era bruto, urgente. A cama rangia baixinho. Emma gozou primeiro, o corpo convulsionando, suas paredes internas me apertando com força enquanto as lágrimas escorriam. Eu não parei; continuei estocando até que um grunhido rouco escapou do fundo da minha garganta e gozei dentro dela.

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