Capítulo 90 — Onde o Gelo Derrete
Damien Knight
— Sim… me faz sua, Damien… toda sua!
Aquelas palavras foram o golpe final na minha sanidade. Ouvi a voz da Emma, doce e rendida, e senti meu peito arder. Naquele momento, eu não era mais o CEO frio de Manhattan, nem o homem que calculava cada passo. Eu era apenas um homem, movido pelo desejo primitivo de me fundir a ela, de marcar sua alma com a minha e de ouvir meu nome ser gritado entre gemidos de prazer.
Eu estava no meu limite. Meu corpo latejava, pedindo pelo alívio que só ela poderia proporcionar. No entanto, o peso da responsabilidade me atingiu. Era a primeira vez dela. Eu precisava ser o porto seguro, não a tempestade que a destruiria. Com a respiração pesada, estiquei o braço e abri a gaveta do criado-mudo novamente para pegar o preservativo.
Senti a mão pequena e macia da Emma segurar o meu pulso, impedindo o movimento. Olhei para ela, confuso, tentando encontrar fôlego.
— Isso é mesmo necessário? — ela perguntou, os olhos azuis fixos nos meus, brilhando com uma sinceridade que me desarmou.
— Seria um privilégio para mim senti-la sem nada entre nós, querida — respondi, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia. — Mas corremos o risco de você engravidar.
Emma mordeu o lábio inferior, um gesto que sempre me deixava louco, e desviou o olhar por um segundo.
— Isso seria um problema, né? — O tom dela era vulnerável, carregado de uma incerteza que me fez esquecer meu próprio desespero físico.
Deixei o preservativo de lado e voltei a me deitar sobre ela, apoiando meu peso nos cotovelos para não sufocá-la. Acariciei seus cabelos, espalhando os fios dourados pelo travesseiro, querendo que ela entendesse que, comigo, ela nunca seria um fardo.
— Para mim, não. Eu ia amar ter uma mini você — confessei, e a verdade daquelas palavras me atingiu. Imaginei uma garotinha com os olhos dela e o sorriso teimoso, como ela e a Ellie e meu coração se expandiu. — Mas não quero te forçar a nada. Sei que ainda temos muita coisa para viver juntos antes disso.
Passei meu nariz pelo rosto dela, sentindo o perfume da sua pele, e ela fechou os olhos, entregando-se ao carinho.
— Faremos somente o que você se sentir confortável, o que você quiser — concluí, dando a ela o controle total do nosso destino.
Emma abriu os olhos. A intensidade que vi ali foi avassaladora. Era um convite, uma ordem e uma promessa, tudo em um só olhar. Por um segundo, eu esqueci como se respirava.
— Eu quero te sentir inteiro — ela declarou.
Não houve mais espaço para palavras. Eu a beijei com uma ferocidade contida, selando aquele pacto. Me posicionei entre suas pernas, sentindo a umidade dela preparar o caminho para mim. Com as mãos trêmulas que eu nem sabia porque, guiei meu membro até a entrada dela.
Parei. Encarei o rosto dela, querendo registrar cada detalhe daquele momento sagrado. Comecei a penetração com uma lentidão torturante. Senti o corpo dela se tencionar, a resistência natural da sua inocência cedendo espaço para mim. Era apertado, quente e perfeito. Eu sentia cada milímetro do meu corpo sendo envolvido por ela, e a sensação era de finalmente estar voltando para casa.
— Respira, amor… — sussurrei, observando suas sobrancelhas se contraírem levemente.
— Eu acho que você… que você é muito pra mim — ela disse e senti um medo sincero em sua voz, não resisti e sorrir, Emma sem querer disse o que todo mundo adora ouvir.
— Só respira, amor. Você é perfeita pra mim, então só relaxa e me recebe. — tentei falar em um tom mais suave.
Ela apertou meus ombros, as unhas cravando na minha pele, e soltou um suspiro entrecortado. Ver a Emma reagindo a mim, vendo seus olhos se perderem em meio à dor e ao prazer, era a visão mais poderosa que eu já tive. Em certo momento, ela fechou os olhos com força.
— Emma, olhe para mim — pedi em um tom de comando suave. — Abre os olhos. Quero ver você se perder olhando para mim.


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