Capítulo 93 — Me esperou?
Fernanda Garcia
Eu nunca me senti assim: cuidada, como se eu fosse algo importante ou precioso para alguém. Tá bom, precioso é exagero, mas nunca ninguém me olhou como o Ozzie está me olhando desde o instante em que ficamos sozinhos naquele quarto.
Tudo nele é intenso. O jeito que olha, que fala, que cuida e, claro, o jeito que manda sem achar que está mandando, ou ele sabe que é um mandão e finge que não.
Eu queria estar aqui, com ele, mas agora que estou… eu estou apavorada. E não consegui esconder dele. Eu não sei em que momento foi que ele achou que soltando meu cinto e me puxando para o colo dele iria me acalmar, por isso perguntei.
— E onde me colocar em seu colo vai me acalmar? Vai é… — parei no meio da frase. Ozzie passou o nariz no meu pescoço e eu senti um arrepio da nuca até os pés.
— Vai o quê? — ele me perguntou, envolvendo o braço pela minha cintura. — Diz… — ele pediu.
— Você sabe o quê… — minha voz saiu tão baixa que nem sei como ele ouviu.
— Eu sei, mas quero ouvir você dizer.
Olhei para ele e me senti tão pequena naquele momento, como se o que eu estivesse sentindo não fosse certo. Não por ele, mas por mim; como se eu não merecesse desejá-lo.
— Vai me fazer te querer…
— Então me queira, Fer… — ele segurou meu rosto entre suas mãos. — Porque eu também te quero.
Então, ele me beijou.
Não foi um beijo comum; foi como se ele estivesse reivindicando cada suspiro meu. Correspondi no mesmo instante, minhas mãos subindo por seus ombros largos, sentindo a textura da sua pele e o calor que ele exalava. Ozzie soltou um rosnado baixo contra meus lábios e, com uma mão, alcançou a alavanca do banco, descendo-o para que pudéssemos ter mais espaço.
— Com cuidado, Fer... — ele murmurou.
O movimento me fez arquear o corpo, e minhas costelas protestaram com uma fisgada aguda de dor. Meu corpo deu um pequeno solavanco, mas minha mente gritava para eu não parar. A dor física era um detalhe ínfimo perto do incêndio que ele estava provocando em mim. Eu queria sentir mais, queria estar mais perto.
Ozzie percebeu minha hesitação. Ele desceu os beijos pelo meu pescoço, traçando um caminho de fogo até o meu colo, onde minha pele pulsava. Me agarrei aos cabelos dele, sentindo os fios sedosos entre meus dedos, e ele voltou a me beijar com uma fome que me deixou zonza. Desci minha mão pelo peito dele, sentindo os músculos rígidos sob a camisa, a força bruta que ele continha para não me machucar.
Senti a mão dele na minha coxa. Ele subiu devagar, o toque firme e possessivo fazendo meu ventre se contrair. Quando chegou perto do meu centro, ele parou, a boca a milímetros da minha.
— Posso continuar, querida? — ele perguntou, a voz rouca, carregada de uma promessa que me fez tremer.
Eu assenti com a cabeça, incapaz de falar, mas ele me repreendeu suavemente com uma leve pressão de seus dedos.
— Quero te ouvir, Fer. Diz para mim que posso continuar.
— Pode... — gemi, minha voz falhando. — Por favor, pode...
Ozzie não esperou. Seus dedos encontraram o centro da minha intimidade, já úmida e latejando. Ele soltou um riso baixo, um som de satisfação que vibrou contra os meus lábios.
— Fer... você está encharcada, querida.
Senti meu rosto queimar. Se ele soubesse que eu estava assim desde o primeiro instante em que nossos olhos se cruzaram naquele quarto... Ele afastou minha calcinha e inseriu um dedo, me fazendo soltar um gemido que ecoou por todo o carro. Ozzie parecia adorar o som, pois intensificou o movimento, seus olhos fixos nos meus enquanto trabalhava em mim.
Eu me agarrei a ele como se fosse minha única âncora em um mar de sensações desconhecidas. Ele parou de me beijar, me encarou com um comando silencioso e apontou com a cabeça para o meu peito.
— Tira para mim — ele ordenou.
A voz dele tinha um comando gostoso, algo que me fazia querer obedecer sem questionar. Com as mãos trêmulas, livrei meus seios do tecido, e então a tortura mais deliciosa da minha vida começou. Ozzie abocanhou um dos meus mamilos, sugando com uma intensidade que me fez perder o contato com a realidade. Ao mesmo tempo, seus dedos não paravam, me levando a um lugar onde a dor das minhas costelas não existia mais.
— Ozzie, eu vou… — eu comecei a dizer, sentindo a pressão aumentar, o ápice batendo à porta.
Ele parou de chupar meu seio e voltou a selar minha boca com a dele. Seus dedos continuaram o trabalho rítmico, incansáveis.

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