Capítulo 104
Juan ficou alarmado no mesmo instante. Seu coração acelerou enquanto ele corria atrás dela, a preocupação estampada em seus olhos e na sua postura tensa.
—Ayla, o que você tem? Está tudo bem?— Ele perguntou, parado na porta do banheiro, a voz carregada de ansiedade e medo.
Ayla, ainda ajoelhada no chão, sentindo-se fraca e tonta, acenou com a mão, pedindo que ele se afastasse.
—Estou bem, Juan. Vai ficar tudo bem. Só preciso de um minuto,— ela disse, sua voz abafada e entrecortada pelo desconforto, tentando soar mais firme do que realmente se sentia.
Juan hesitou, dividido entre o impulso de ajudá-la e o desejo de respeitar seu espaço. Ele observou impotente enquanto Ayla se apoiava na pia, respirando fundo, tentando acalmar o estômago revolto. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto ele esperava, sentindo-se inútil e desejando poder fazer algo para aliviar o sofrimento dela.
Juan então decide por respeitar seu espaço e é nesse momento que Juan volta para a sala e encontra Emma com a expressão triste, quase chorando, o rosto encarando suas mãozinhas sobre seu colo.
—Emma, querida, o que houve?— Juan perguntou, tentando entender e se ajoelhando em frente a ela.
—Ayla não gostou dos cookies que eu fiz...— Emma disse, a voz trêmula.
Juan no mesmo instante segura a mão de sua filha e a abraça.
—Não, querida. Isso não é verdade. Ayla ama os seus cookies. Ela só está um pouco fraca agora.
Nesse mesmo momento, Ayla saiu do banheiro, ainda pálida, mas com um sorriso forçado no rosto ao ver a expressão de Emma. Principalmente após ter escutado como ela se sentia após a reação inesperada e deselegante de Ayla.
Ayla então se aproxima da menina e também se ajoelha ao seu lado, segurando suas mãos pequenas, assim como Juan ainda fazia.
—Emma, querida, os cookies estão maravilhosos, disso eu tenho certeza. E o cheiro deles... Completamente incrível, e isso é indiscutível. Eu apenas estou muito fraca para comer algo doce agora, mas prometo que vou comer depois, está bem? E que iremos dividir juntas.
Emma enxugou as lágrimas no mesmo instante e sorriu timidamente, todo o seu brilho voltando.
—Você promete?— Ela pergunta, os enormes olhos verdes cintilando.
—Prometo,— Ayla disse, puxando Emma para um abraço.
E foi justo naquele momento em que a porta do quarto se abriu novamente, e dessa vez, o médico entrou finalmente.
Juan se levantou rapidamente, seguido por Ayla.
No mesmo instante ele olha para Emma e com a voz baixa, pede a Emma:
—Querida, você pode esperar lá fora com a senhora Edith enquanto eu e Ayla conversamos com o médico?
Emma assentiu rapidamente e saiu do quarto, obedecendo seu pai.
Assim Ayla e Juan ficam a sós com o médico.
O doutor, um homem de meia-idade com uma expressão séria, mas amigável, se aproxima da cama.
Ayla e Juan se entreolham, a preocupação evidente em seus olhos. Juan segurou a mão de Ayla com força, sentindo o medo crescendo dentro dele, enquanto aguardava o médico começar a falar.
Antes de começar a falar, o médico saudou Ayla e Juan com um aceno de cabeça.

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