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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 15

—Vocês se conhecem?— Juan pergunta, assim que me vê encarando o seu irmão estaticamente.

—Eu...— Ryan começa a falar, mas eu o interrompo instantaneamente.

—Eu li o seu nome pelo crachá de identificação.— Eu digo, evitando todo possível drama.

Ryan me olha, parece confuso e eu engulo em seco, orando para que ele apenas concorde com o que falei. Ele apenas assente e eu quase solto um suspiro de alivio.

—Vamos, Ayla. Vamos arrumar suas coisas.— Emma ao meu lado me recorda a verdadeira razão para eu estar ali.

Eu olho pra garota, e eu me arrependo no mesmo instante de ter afirmado que iria junto com ela, porque naquele instante, se eu apenas dissesse que não poderia mais, iria apagar o brilho dos seus olhos e eu jamais faria algo assim.

—Tudo bem.— Foi tudo que disse e saí em disparada daquela mansão.

Ao menos eu tive uma razão pra fugir daquele lugar e poder gritar bem alto no meu anexo.

—Meu Deus, pra onde foi minha sorte?

—Ayla, está pronta?— ouço Juan me chamando em frente ao meu anexo, minutos depois.

Mordo meu próprio lábio com força e pegando minha bolsa, saio do meu quarto.

—Sim.— Minto descaradamente.

Porque nada me deixaria preparada para aquela viagem, que seria uma viagem longa. Que eu tenho certeza, não seria em direção ao paraíso, mas a minha própria ruina.

***

Horas depois, estávamos pousando no litoral. No jatinho, eu pude fingir que estava tudo bem, já que só existia Emma ao meu lado. Juan estava numa das cabines ao lado trabalhando, enquanto Ryan pilotava.

Desse modo, tudo ficaria bem. Só precisávamos nos manter em ambientes separados todos os segundos daquela viagem. Moleza!

Assim que descemos do jatinho, o ar quente nos abraçou. E eu assisti, boquiaberta, quando a luz solar traçou os contornos perfeitos das costas de Ryan assim que apareceu naquelas escadas.

Eu engoli em seco, segurando meu desejo de deslizar minhas mãos pelas suas costas, como havia feito na noite passada.

—Você está bem?— Juan parou em minha frente, parecia preocupado. —Parece que vai desmaiar a qualquer momento.

Respiro fundo, estou tentando manter a calma e olho para os meus pés, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas.

Meu Deus, eu precisava parar de pensar nisso!

—Eu estou bem. Falta muito?— quis saber, desejando não ser o foco de conversa alguma.

—Só vamos pegar esse carro e em vinte minutos, chegaremos na casa.

Assinto fortemente e o sigo até o carro. Ryan está no banco da frente com Juan, e desde que pousamos, ele não direcionou o olhar a mim. E a verdade era que eu temia se ele o fizesse.

—A Amanda já assinou os papéis?— ouço de repente Juan perguntar e eu fico alerta.

Vejo Ryan se remexer no assento do carro e olhar pra mim através do retrovisor, parece receoso.

—Ainda no processo.— É tudo que ele responde.

Eu sabia que Ryan estava passando por uma separação. Diferente do seu irmão, ele não tinha amarras sequer pra revelar nada sobre a vida dele. Eu só não sabia que a separação aparentava ser conflituosa.

—Chegamos!— Emma anunciou com emoção assim que o carro parou.

No mesmo instante, o ar salgado do mar me invadiu e eu suspirei diante da sensação extremamente reconfortante. Seria um pleonasmo dizer que a casa de praia dos Barichello era enorme, porque outra vez, estávamos lidando com uma mansão.

—Senhorita.— Um senhor parou ao meu lado, pedindo que eu entregasse a minha mala.

O agradeci e todos começaram a entrar na casa. Exceto eu.

—Como você consegue estar mais linda a luz do dia?— e exceto ele.

A voz de Ryan surge atrás de mim. O tom firme e arrebatador e eu fecho os olhos, me permitindo o sentir. Não me viro e Ryan vem até a minha frente. Olho para os lados, temendo que alguém estivesse nos vendo, mas estávamos sozinhos.

Ele apenas me encarou e continuo sorrindo e eu juro que podia sentir as batidas do seu coração através da camiseta.

—Ouviu o que eu disse? Você está terrivelmente linda.

Eu sorrio, revirando os olhos e tento me afastar com vergonha. Mas ele me puxa. E estranhamente ainda posso sentir seus braços da noite passada.

—Por favor, diga que me encontrará hoje. Precisamos conversar.— Ele sussurra e eu sinto meu coração acelerar.

—Ryan, eu...— tento negar, mas sou interrompida.

—Ryan, venha aqui.— Ouvimos uma voz na porta da casa o chamar e eu me afasto dele em um pulo.

—Hoje á noite.— Ele insiste, antes de se afastar.

E eu poderia sentir, aquele era o começo e o fim de tudo.

Entrei naquela casa logo após Ryan, só pra ser abraçada por um intenso e animado barulho de conversas. No mesmo instante sorri, porque desde a primeira vez que apareci na vida daquelas pessoas, aquela foi a primeira vez que um lugar pareceu familiar.

Vi que se tratava da família do Juan e eu me senti ainda mais animada e curiosa pra descobrir mais deles.

—Ayla?— uma voz familiar surgiu em minha frente, seguido da figura masculina de Ax. —O que está fazendo aqui?

—Eu meio que estou fazendo meu trabalho.— Eu sorrio pra ele.

—No final de semana?— ele insiste e estranhamente parece nervoso.

—É mais por diversão mesmo. Juan e Emma me convidaram. E você? Como está?

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