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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 150

A porta bateu com força. O estrondo ressoou por toda a casa, como um trovão. O impacto fez um quadro na parede balançar, e Amanda levou a mão ao peito, assustada, o coração acelerado. Juan estava no centro da sala, os olhos em chamas, os ombros tensos como cordas prestes a arrebentar, o maxilar trincado de tanta raiva contida.

— Agora você vai me dizer, Alison! — ele rugiu, a voz cortando o ar como uma lâmina. — Quem é o pai da Emma?

Alison o encarou como uma víbora encurralada. Não havia medo em seu olhar — apenas algo mais sombrio, mais ácido. Os olhos brilharam, não de arrependimento, mas de raiva pura, vingativa. Um tipo de fúria que só quem foi desprezado conhece.

Ela não respondeu de imediato. Caminhou devagar até a poltrona mais próxima, como se tivesse todo o tempo do mundo. Sentou-se com uma elegância ameaçadora, cruzando as pernas com a calma de quem segura uma bomba nas mãos e decide exatamente quando detoná-la.

— Você quer mesmo saber, Juan? — ela sibilou, com a voz baixa, carregada de veneno. — Quer mesmo ouvir o nome que vai fazer tudo desmoronar?

— Diz logo! — ele berrou, o corpo à beira da implosão.

Ela sorriu. Mas não era um sorriso de alegria. Era um sorriso cruel. Um sorriso que sangrava destruição.

— Ryan.

O silêncio caiu como uma bomba.

Amanda levou a mão à boca, tentando abafar um grito de choque.

Ayla deu um passo para trás, como se tivesse levado um soco no estômago. O mundo girava ao redor dela, mas seus olhos estavam fixos em Ryan, que havia acabado de entrar na sala ao ouvir os gritos.

Ele parou, imóvel. O rosto empalideceu num instante, os olhos arregalados, como se estivesse diante de um abismo.

— Isso não é verdade — ele balbuciou, a voz quase inexistente.

— Vai negar agora? — Alison se levantou num rompante, caminhando até ele como uma sombra venenosa que nunca o deixou em paz. — Vai fingir que não estava lá naquela noite? Que não disse que me amava? Que não me tocou mesmo sabendo que eu era casada com o seu irmão?

— Você era casada com ele, Alison! — Ryan explodiu, a culpa e o desespero tomando o controle. — Você me usou! Eu era um idiota apaixonado, e você… você armou tudo!

— Ah, que conveniente — ela ironizou, os braços cruzados, a voz afiada como vidro. — Agora sou só a bruxa má que enfeitiçou o pobre irmãozinho inocente. Patético.

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