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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 34

Ayla e Juan esperam o veredito, ansiosos.

—E aí?— Ayla não contem sua curiosidade e pergunta.

Vance e Gordon se entreolham e eles quase sorriem daquela cena. E ainda há uma espécie de humor em suas expressões quando Vance diz:

—A única certeza que temos é que toda a história de vocês é incoerente. Principalmente a sua, senhorita Green.

Ayla engole em seco e Juan quase grita na cara dela que ele havia avisado, que aquela havia sido a ideia mais estupida que ela tivera.

—Você realmente acredita que nós já não havíamos checado todo seu histórico antes? Que não sabíamos que a vida toda você apenas morou no interior do estado e jamais ouvira saber sobre nada daqui? Nós a pesquisamos, Ayla. Sabíamos a verdade por trás de cada mentira sua.

Diante de tudo que escutou, Ayla fica ainda mais intrigada.

—Então quer dizer que eu fui investigada antes? Eu cheguei a ser suspeita?— ela quer saber.

—E agora não consigo compreender como pensamos nessa possibilidade.— É Gordon quem responde.

Ayla consegue compreender o que o detetive insinuara mesmo por trás de sua ironia, ela percebe o insulto a sua inteligência. Mas bem... Ela não havia sido muito esperta nas últimas semanas, não é?

—E quanto a você, Juan.— Vance intervém. —Era óbvio que você seria o principal suspeito. Tudo ligava a você. Até deixar de ligar.— Ele disse, por fim.

Juan franze a testa, confuso.

—Todo seu álibi se confirma, Juan. Você não poderia ter matado a Alison quando deixou a empresa, porque pelo laudo, a hora em que você decidiu sair da empresa, ela já estava morta. E não tem a possibilidade de você ter feito isso antes de sair do trabalho pela manhã, porque o veneno agiria em poucas horas.

—Veneno este...— Gordon quem fala. —Você sequer sabia o nome. O nome da substancia que vocês indicaram, não se passava apenas de um simples analgésico.

Juan prende seus punhos com força, odiando-se por sua estupidez. Ainda que exista uma ampla parte de alivio dentro dele ao se dá conta de que ele não estava mais sendo investigado por aquilo.

—Então, vocês dois podem ser qualquer coisa. Malucos, ingênuos, mas não são assassinos.— Gordon completa.

Juan e Ayla mordem os lábios com força, porque por mais que aquela sentença fosse um alivio e fosse a verdade, não era isso que Roni desejava que eles fizessem. Não era o combinado. E caso uma parte daquele acordo fosse quebrada, todo o resto estava comprometido.

—No entanto, o detetive Gordon e eu estávamos pensando...— Vance volta a falar. —Por que os dois decidiram fazer isso agora? Quem estão tentando proteger?

Ayla engole em seco e Juan quase soca a parede ao seu lado quando tudo aquilo chegava ao ponto que ele não desejara.

—Não estamos tentando proteger ninguém.— Ayla começa a falar. —A filha do Juan, a Emma, estava muito assustada com tudo isso. Principalmente com o fato de que outras crianças na escola não paravam de comentar que a mãe da menina havia sido morta e ninguém sabia quem era. Emma estava sofrendo, e Juan, no meio de seu instinto de proteção, só quis acabar com o sofrimento da filha, entregando uma espécie de conclusão.

Juan encara Ayla, parece surpreso como o modo como ela pensou em tudo aquilo tão rápido. Mas ela continua:

—Eu percebi que era uma ideia idiota e precisei intervir. Tentei atrapalhar essa falsa confissão do Juan para recobrar o juízo dele e que vocês percebessem que ele seria incapaz de machucar alguém. Sobretudo, quando ele estava abrindo mão de toda sua vida e liberdade, só para proteger e trazer alivio ao coração da sua filha.

As palavras de Ayla permaneciam girando na cabeça de Juan, principalmente quando era tão notável a verdade por trás dela. Apesar de Ayla mascarar toda aquela história de um jeito mais sutil, Juan notou toda sua intenção ali. E mesmo por uma curta fração de segundos, ele realmente chegou a acreditar que ele era bom, que jamais machucaria alguém.

Os detetives ainda se encontram desconfiados diante daquela revelação de Ayla. Mas por alguma razão, eles decidem liberá-los.

—Essa será a última vez que vocês tentarão ludibriar a justiça. Espero que não exista nada mais por trás disso tudo. E rezem para acharmos o culpado logo, porque ainda assim, não sairemos dos pés de vocês.

E simples assim, os detetives dão a volta e deixam Ayla e Juan para trás. Eles também saem daquela delegacia, ainda que no mais absoluto silencio. Muita coisa havia acontecido nas ultimas vinte e quatro horas.

Ayla e Juan haviam se beijado.

Juan a ignorava.

Ayla havia sido sequestrada.

Juan havia ido salvá-la.

Emma estava em perigo.

Juan tivera seu destino premeditado.

Ayla então o salvara.

—Você não deveria ter feito isso.— Juan comentou com Ayla enquanto estavam no carro.

Aquele era o seu modo de agradecê-la.

—Você também não deveria ter ido me resgatar.— Ayla responde de volta.

Era o seu agradecimento ali também.

Os dois voltaram a ficar em silêncio, até que de repente, Juan pede para que o motorista pare o carro.

—Eu vou ficar por aqui. Por favor, Emilio, leve a senhorita Green aonde ela desejar.

Ayla encara Juan confusa ao perceber que eles estavam literalmente no meio do nada e se pergunta o que ele planejara. Até que de repente, ela diz:

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