Enquanto o destino de Amanda e Ryan é traçado por suas próprias mãos, em um lugar distante, Ayla se encontra em um voo de volta para casa. Ela olha pela janela, vendo as nuvens se esticarem até onde os olhos podem ver, mas sua mente está em outro lugar..
—Com licença, senhorita. Você está precisando de algo?— pergunta a aeromoça ao seu lado.
Ayla pisca, voltando à realidade ao som de sua voz. Ela olha para a aeromoça, vendo a preocupação em seu rosto, mas não consegue encontrar as palavras para responder.
—Não, está tudo bem. Muito obrigada— responde ela finalmente, forçando um sorriso fraco.
A aeromoça assente, oferecendo-lhe uma caixa de lenços antes de se afastar. E foi então que Ayla percebeu que estava chorando.
—Ah, obrigada.— Ela disse, ainda que se sentindo um pouco constrangida.
Enquanto Ayla enxugava suas lágrimas, ela recorda de tudo do lugar que estava deixando para trás.
Lembra que havia se perdido nos olhos de Juan desde a primeira vez, e ela temia profundamente que nunca fosse encontrada outra vez. E ela havia percebido isso tarde demais. Ela deveria saber dos efeitos colaterais de tentar entrar em uma história que não era a dela.
Ayla sabia que deveria ter se afastado desde aquele primeiro dia em que o viu. Mas de algum modo, o mistério e áurea sombria de Juan, a deixava gradativamente hipnotizada. E a consequência de tudo isso foi acabar quebrada, queimada e acabada.
Era obvio que Ayla também havia aprendido a sorrir outra vez quando chegou naquela mansão. No entanto, do mesmo modo, ela também chorou. E agora voltava para casa mais destruída do que quando saíra.
—Senhoras e senhoras, estaremos nos preparando para o pouso nos próximos minutos.— Ayla ouve a mensagem do piloto e então percebe que literalmente, ele havia deixado tudo para trás.
Juan havia ficado para trás. E o vazio que ele sentiu quando voltou da empresa foi dilacerante, mas ele havia se tornado muito bom em esconder e ignorar sentimentos, mesmo que o queimasse.
Ele sabe que foi ele quem a afastou, quem a deixou ir, mas ainda assim não consegue evitar a sensação de perda que o consome.
—Papai!—, exclama Emma ao vê-lo entrar. —Por que foi a senhora Edith quem me buscou na escola hoje? Onde está a Ayla?
Juan engole em seco e de algum modo, aquilo doeu com ainda mais força. Ele não queria que Emma sentisse a falta de Ayla como ele estava sentido, porque ele estava conhecendo uma dor impetuosa.
—Emma, venha ver o que eu fiz na cozinha!— a voz de Amanda enche a sala e Emma sai correndo.

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